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Este grifinório, que já aprontou e muito no castelo é dono de um grande humor, James não costuma perder a oportunidade de sorrir. Acha graça em tudo e em todos, chegando a ser inconveniente às vezes. Boêmio, amante das festas, das boas bebidas e das curvas sinuosas do feminino, o jovem sabe, como diriam os rapazes, aproveitar sua juventude. Festa é sinônimo de James Potter. Justiça, coragem, atitude, sinceridade, bondade, determinação são qualidades facilmente encontradas em Potter. Seu maior defeito talvez, é o fato de se achar o maioral, o bonzão, considera-se o centro de tudo. Mas com a maior idade, mudou muito sua forma de pensar, é muito mais maduro do que há um ano.



Junto ao mencionado acima, Sirius Black é campeão em quebrar as regras do castelo. Extremamente maroto, Black é fiel tal um cão - coincidência? ;D - brincalhão, às vezes meio alienado. Gosta de ser sempre o palhaço da turma, popular e extrovertido. Além de muito paranóico, mas só às vezes. Não se agüenta por um rabo de saia, ao ver um, logo já está em polvorosa. Com um charme quase que irresistível, Sirius também acaba levando a grande maioria dos "rabos de saiai" ao delirio apenas com seu típico sorriso maroto, fato que, às vezes, acaba deixando o ego deste grifinório nas alturas.



Ao contrário de James e Sirius, Remus não é o estilo "corre atrás de todo rabo de saia" o que acaba prejudicando um pouco sua imagem. É um garoto timido tanto pra amizade e principalmente para garotas, é bem quieto também e mesmo quebrando algumas regras junto com os amigos está sempre perto para tira-los das frias com seu cargo de monitor. Digamos que bem diferente dos dois amigos, Remus faz o estilo romantico com direito a serenatas, poemas e cartas anônimas isso também mostra seu medo de ser rejeitado. É um garoto muito brincalhão e sociavel, gosta de se dar bem com todo mundo mas tem seus inimigos. Quando se trata de paixões, bem só seus amigos sabem o que se passa pela cabeça do lobo.



Peter é, provavelmente, o mais peculiar dentre os quatro. Diferente dos seus amigos, ele não é popular, não é um aluno exemplar e nem de longe leva jeito com garotas. Não é difícil achar algumas pessoas perguntando o que, então, é que ele está fazendo dentro dos Marotos ou qual sua importância para o grupo, mas ele pode ser muito útil para "pequenos" trabalhos ou atividades onde é necessário ser discreto e silencioso... como um rato. Mesmo não sendo tão extrovertido ou confiante, não perde a oportunidade de acompanhar as brincadeiras e armações dos seus amigos. É atrapalhado e um pouco fechado, mas tende a ser divertido depois que se solta.
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 Festa de Abertura do Campeonato de Quadribol, {Campo de Quadribol}
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Posted: Feb 4 2007, 09:31 PM


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- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!

Palavras de Albus Dumbledore, atual diretor de Hogwarts.


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    A festa não é social, logo as pessoas vão como quiserem.
    A festa ocorre às 22:00.
+ James B. Potter
Posted: Feb 4 2007, 11:16 PM


give me one chance
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Eu estava ansioso. Lembro-me muito bem. Na verdade, todos nós estávamos. Dumbledore deus instruções a mim e aos outros três capitães de como proceder e onde ficar. Nós, da grifinória, ficamos com a barraca localizada bem na extrema esquerda do Campo de quadribol, próximo às balizas. Tenho todos os rostos em perfeito estado em minha mémoria. Eu, Samantha, Christopher, Sirius, Marlene, Emmeline e Alice. Todos com suas vassouras, sentados, esperando o sinal externo. Aquele era meu último ano em Hogwarts e a tinha que ser fechado com chave de ouro! Desde que entrei no time, no meu terceiro ano, a grifinória sempre ganhara a Taça de Quadribol. Ouvi a voz de Dumbledore, magicamente ampliada.

- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!

Levantei-me, chegava a hora. Mirei meu time, que se levantara, seguindo meu gesto. Sempre confiei em cada um ali. Sem eles, o time não seria o mesmo. Juntei todos, um sorriso maroto e encorajador em meu rosto.

É agora rapazes! E moças - apressei-me em acrescentar - Somos o time mais foda desse castelo. Vamos deixar que as outras casas, fichinhas, nossas freguesas, façam uma apresentação melhor que a nossa? - ouviu-se o coro de vozes gritando: Não! - Muito bem, galera! Novamente, ganharemos a Taça de Quadribol! Um por todos e todos por um!

Juntei as mãos de todas e levantamos-nas juntos. Pedi a Emmeline para que desse um look no meu uniforme, para vê se havia algo de errado com ele, com a resposa negativa dela, abri um largo sorriso e baguncei os cabelos. Repassei rapidamente como seriam as acrobacias com eles. E nos posicionamos em frente a abertura da tenda. Era um local normal, totalmente fechado. O que deveria ser a abertura, era forrado por um grande papel vermelho, com o imponente leão da grifinória em tons de dourado. Ouvi o estrondo dum canhão. Era agora.

Dei uma forte impulso no chão com os pés. Nós sete rasgamos o escudo enorme da Grifinória, ao passarmos voando velozmente. A noite estava muito bela. O céu muito estrelado, e um ponto vermelho. Devido as aulas de Astronomia sabia que tratava-se de Marte. O planeta do fogo! O planeta da Grifinória! Pairamos bem no centro do campo, a uns vinte metros do chão. No primeiro círculo ficam os capitões. Eu estava bem de frente para Malfoy. Sorri maroto para ele, debochando-o. Tínhamos que apertar as nossas mãos. Usei mais força do que de costume ao apertar a mão de Lucius, juro que ouvi os dedos dele estralando.

Mais um estrondo de canhão, devíamos começar as apresentações agora. Juntamente com as artilheiras, usamos nossas varinhas para projetar o leão da grifinória brilhante no céu. Parecia ser feito de rubis, que brilhavam majestosamente no céu escuro de novembro. A magia foi tão bem sucedida que ele rugia ferozmente. Os outros times também haviam realizado a magia. Logo no céu do campo encontravam-se quatro grande animais, o leão de rubis, a serpente de esmeraldas, a águia de safiras e o texugo de âmba. Ficavam perfeitos na escuridão da noite. Mas a disputa começava agora.

Fazendo as acrobacias ensaiadas, era um espetáculo e tanto. E não somente no céu, mas no chão também. Haviam Cheerleaders de todas casas, fazendo coreografias e mexendo os pompons. O problema era que não tinha muito tempo para ficar olhando o que acontecia lá embaixo. O coro dos alunos também era forte. Conseguia distingui no meio de tantos, um poderoso "Goooo Lions!".

Cambalhotas, giros de 360º, manobras arriscadas. Encontrava-se de tudo nas vassouras. Todos hábeis voadores, era, como eu já mencionei, um lindo espetáculo. Já estava quase no fim, soeei o apito. Dando sinal de que era a hora da última manobra. Todo o time subiu velozmente para bem alto, a velocidade era tanto que os espectadores só viam os borrões vermelhos. Chegando lá em cima, olhei para todos e gritei, para o frio da noite.

Vamos lá, Leões!!!!

E descemos. Uma queda vertiginosa, estávamos na posição vertical, uma manobra que tem de bela o que é de arriscada. Qualquer movimento errado e todos nós poderíamos quebrar a cara muito feio. Do fundo da vassoura, saíam uma espécie de poeira avermelhada, quer contrastava harmoniosamente com a escuridão da noite. Isto fora obra da mente sagaz de meu estimado amigo Remus Lupin. A menos de uns cinco centímetros do chão, nós sete, na mesma hora, ouxamos com força o cabo da vassoura, forçando-a a ficar na posição horizontal. Fizemos mais alguns movimentos simples e acabou-se a exibição. Uma salva de palmas grandiosa era ouvida. Feliz da vida, voeei em direção as cheerleaders da Grifinória, todas de vermelho com pompons dourados. Joguei por cima delas, sendo recebidos por belas e formosas garotas. No mesmo tempo vi Sirius fazendo a mesma coisa. Era incrível como nos parecíamos.

Nós somos os melhores, Grifinórios!!

Depois de uma pequena zuação e brincadeira, fomos para o vestuario. Entrando no masculino, fui tirando o uniforme e entrando na ducha fria. Maravilha. Não havia divisão entre as duchas, logo, era como se todos tomassem banho juntos. Peguei um sabonete e joguei perto do Sirius, sem ele perceber, óbvio. Gargalhei sonoramente, escandaloso como eu era.

Hey, hey, hey. Sirius deixou o sabonete cair propositalmente, mas que safado este batedor, já não basta todas as noites que tu me procura?!

Mais um pouco de brincadeira, e logo estávamos já com outras roupas. Mais precisamente falando, eu tinha colocado uma camiseta branca, um bermudão preto e um chinelo das mesma cor da bermuda. Fomos juntos para o campo, haviam mesas que suportavam umas quize pessoas, cada. Sentamos juntos, com as cheerleaders. Cuidei de sentar-me perto de Lílian.

Você está linda de Cheer. Muito sensual. - falei sussurrando perto dela, enquanto pegava um Whisky de Fogo.
Alisha A. Abstein
Posted: Feb 5 2007, 12:32 AM


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.{ Narração }.
- Falas
"Pensamentos"


.{ Seria mentira se Alisha falasse que não esperava nada daquela noite. Não só esperava, como também havia se preparado inteiramente para que aquela festa fosse inesquecível. Usava um vestido preto muito curto, que mostrava suas coxas grossas e de aspecto macio; o decote frontal do tal vestido ia até o diafragma e o decote nas costas parava onde começava sua cintura. Calçava botas de cano alto, de couro legítimo, também pretas. Seus cabelos quase pretos estavam soltos sobre os ombros, seus olhos azuis brilhavam mais que tudo. Estava se sentindo linda, a garota. }.

.{ Ignorando totalmente os olhares e os assobios que presenciava enquanto atravessava o castelo, Alisha não demorou muito para chegar no Campo de Quadribol. Observou o céu por alguns segundos. Agradeceu pela festa ser de noite, isso facilitava e muito a concretização de seu planos para mais tarde. Passou a varinha pelo topo da cabeça, murmurando algumas palavras mágicas. Seus cabelos então ficaram com cachos muito caprichosos, o que reforçava sua imagem de garota inocente. }.

.{ Caminhou até onde poderia pegar uma cerveja amanteigada, e assim o fez. Se achava no direito de curtir a festa, como sempre. Havia muitas opções para se divertir: na pior das hipóteses, dançar. Estava sim, querendo que sua festa fosse além do campo, mas se não desse, ia esquentar a noite do seu outro jeito: mexendo-se até não aguentar mais ao som de alguma música. }.

.{ Desde sua entrada no campo, Alisha passeava com os olhos pelas pessoas (lê-se pelos rapazes) que se encontravam misturados naquele lugar. Finalmente encontrou o que tanto desejava: parado em um canto, obviamente fazendo o mesmo que Lis, um moreno lindo percorria seu olhos pela festa. Lá estava sua passagem para uma festa possivelmente interessante. }.

"Querida, sua sorte acaba de mudar!"

.{ Sorrindo magnificamente, Lis andou até o então desconhecido e postou-se ao lado do mesmo, ainda sorrindo. }.

- Está uma festa muito bonita para ficar sem companhia, não acha? - disse, dando uma piscadela. Tomou o restinho de sua cerveja amanteigada e fez o copo desaparecer dali. }.

- Seria incômodo perguntar se já tem alguma outra companhia ou se eu posso ter a honra?

.{ Afastou alguns cachos que tampavam seu rosto enquanto pensava no que havia acabado de fazer. Garotas não costumavam tomar a iniciativa nos anos 70. Mas Ali era diferente da maioria das garotas. Principalmente porque não se importava se os garotos pudessem achar mal dela. Escutou a resposta do belo e moreno rapaz com interesse. }.

- Aliás, espero não ser tarde demais para apresentações. Prazer, Alisha Abstein.

<Off> Melhoro no próximo, North. \0/ </Off>
Christopher P. Bristow
Posted: Feb 5 2007, 01:06 AM


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Estavam todos ali, dentro da barraca designada ao time à extrema esquerda do Campo de Quadribol, trajano o uniforme mais honroso que alguém poderia almejar em ter: Grifinória.
Não é preciso descrever o nervosismo pelo qual todos ali deveriam estar passando, haja visto que isso era por demais aparente na face dos jogadores. Estavam rubros, arfavam pesada e rapidamente, enquanto seguravam com força suas respectivas vassouras, ouvindo nítidamente o estrondo que as pessoas faziam do lado de fora... o que realmente elevava o nervosismo dos garotos e garotas que jogavam por sua casa.
Dentro das outras barracas, mais jogadores deveriam estar se torcendo de nervoso, claro, mas nenhum poderia se comparar à qualidade grifinória.
Uma ordem de como deveriam proceder fora dada por Dumbledore, com sua voz grave, já meio tremida por conta da idade e alterada por magia para que todos pudessem ouvir. A esta altura, o loiro batedor de dezessete anos sentiu seu estômago embrulhar. Não sabia o porquê, não era a primeira vez que fazia algo do tipo... talvez por também ser seu último ano em Hogwarts, sentía-se na obrigação de dar o melhor. Lembra-se claramente que entrara no time, no mesmo período que James... já havia jogado antes, e em nenhuma das vezes, sentiu seu estômago dançar dentro de sua cavidade abdominal. O garoto respira fundo, eleva a mão direita e com alguma dificuldade – devido à grossa luva que usava nas mãos – coça a testa, num gesto de nervoso... demonstrando preocupação. Óbvio que haviam ensaiado, ensaiado demais para falar a verdade, mas nada impediria que algo perfeito desse errado.

- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!
Engole à seco a saliva, enquanto mostrava no rosto, um meio sorriso. Seu nervosismo elevara-se e era aparente, mas nada poderia fazer. Posta-se de pé, junto aos demais, posiciona sua vassoura entre as pernas, num movimento tão sincronizado com os demais jogadores, que alguém de fora poderia jurar que até isso haviam ensaiado. Não era nada mais do que simples sincronismo e demonstração de quanto o time era unido, diferente das outras casas, ao entender de Chris.

James, por sua vez, virara-se, postando-se de frente para todos. Um sorriso aberto, mostrando o quanto estava confiante poderia ser visto sem muito esforço. Sorriso encorajador que o rapaz sempre dava antes de uma partida de quadribol.

É agora rapazes! E moças – Tratou logo de se consertar, antes que uma garota na onda do feminismo, prontamente o lançasse um tapa no rosto – Somos o time mais foda desse castelo. Vamos deixar que as outras casas, fichinhas, nossas freguesas, façam uma apresentação melhor que a nossa? Muito bem, galera! Novamente, ganharemos a Taça de Quadribol!
Christopher não poderia deixar de gargalhar com o comentário de “somos o time mais foda desse castelo”... e realmente eram. No comando de James, sequer perderam um jogo. Apenas cortara suas risadas, ao juntar-se com o coro de vozes exacerbadamente animadas, numa única palavra negativa, fazendo o som sair em uníssono.
- Um por todos... – Novamente as vozes dos jogarodes grifinórios se juntam em uníssono, completando a frase do capitão - E todos por um!

Todos juntaram as mãos, lançando uma "olaaaa" geral, viram suas vassouras com o cabo virado para o chão e começam a bater fortemente, produzindo um som abafado, porém alto, como um soco em uma mesa de madeira. Eram os jogadores na maior algazarra, momentos antes de começarem sua apresentação.

Rápidamente voltam ao normal, novamente todos colocando-se a postos, com suas respectivas vassouras entre as pernas, esperando o sinal e o início. As faces de todos estavam duras, viradas em direção para fora de suas respectivas tendas, inexpressivas, tamanha era a concentração de cada um. Mais pareciam bonecos de cêra do que simples jogadores.

Todos já se encontravam em suas posições, prontos para rasgarem o pedaço de papel com o elemento representante de sua casa: o Leão... imponente como seus residentes. Ao som do primeiro tiro de canhão, todos tomaram um forte impulso, rasgando em bons pedaços, o que outrora estava intacto. A galera do lado de fora era pura animação, todos gritavam, se esgoelavam. Nem mesmo o ouvido mais bem treinado poderia distingüir algo naquele meio de berros enlouquecidos. Óbviamente, fizeram algumas pequenas gracinhas... se não o fizessem, não seriam jogadores da Grifinória.
Por fim, os capitães postaram-se ao meio do Campo, enquanto o restante dos jogadores estavam a postos, um pouco acima dos quatro principais. Como já era de se esperar, James e Lucius trocaram olhares "amorosos", talvez até algumas palavras de "carinho", mas pouco interessaria à Christopher. Estava mais interessado em olhar para baixo e nas acrobacias nada envergonhadas das Cheerleaders, do que prestar atenção nas demonstrações de afeto dos dois.

O som de outro tiro de canhão invade os ouvidos animados dos campões, comandando o início das apresentações. Agora sim era a vez da Grifinória brilhar... novamente... como sempre.
De dentro de seu uniforme, Christopher retira sua varinha... a única branca em comparação com a dos demais. Em movimento perfeitamente sincronizado, todos elevam os braços aos céus, movimentam suas varinhas em gesto de cima a baixo, fazendo estourar no meio daquela imensidão negra com algumas estrelas, o símbolo de sua casa, vermelho como rubis. Tão perfeito, grandioso e majestoso, que chegava a assustar, tal qual um verdadeiro leão. Urrava como um, se mexia tão próximo à arquibancada, que todos se afastavam. Insitava medo, paixão, curiosidade. Claro que alguns não se sentiram tão agradados assim (vulgo, sonserinos), mas que se explodissem de inveja... não era a praia de Chris em se importar com isso. Logo após, era possível ver os quatro animais representantes das quatro casas, juntos, um ao lado do outro.

Aquilo dera uma sensação boa... como um pai orgulhoso de seu filho. Chris deu o único sorriso durante toda a apresentação, voltando novamente à uma face dura, compenetrada.

Ao simples e singelo balançar da cabeça de James, todos os outros postaram-se em seus devidos lugares, começando a fazer acrobacias que tanto ensaiaram, e diga-se de passagem, que tanto se arrebentaram para que saísse perfeito. Era lindo de se ver, todos girando, rodopiando, quase se chocando uns nos outros para então se desviarem a centímetros de distância. Ouvía com clareza os suspiros, inclusive alguns gritos vindos de umas garotas na arquibancada, ao se depararem com Christopher e mais um jogador de seu time, quase baterem suas vassouras.
Aquilo era uma apresentação, sabiam o que estavam fazendo.

Tudo isso para que os jogadores grifinórios se afastassem para as extremidades do campo, postassem uns de frente para os outros e comessassem a perigosamente se aproximar em direção ao meio. A esse instante, todos que assistiam pareciam terem se calado enquanto viam os sete quase se chocarem. Quando estavam a quase fazerem isso, elevam com toda a força que tinham nas mãos e nos braços, o cabo de suas vassouras, elevando o vôo até quase não puderem ser vistos, fora alguns borrões vermelhos devido à alta velocidade. Permaneceram na vertical, com as costas voltadas ao chão, por alguns instantes. Rápidamente seu capitão solta um pedido e todos novamente erguem suas vassouras até darem uma meia volta em si mesmos, passando a cair vertiginosamente de encontro ao chão. Tal cena, para qualquer um com problemas cardíacos, era por demais forte. Quase se chocaram várias vezes, se torciam com maestria em suas vassouras e agora estavam a quase se esburracharem no chão. Era coisa demais para um simples mortal inválido.

A poucos centímeros de quase se espatifarem contra o chão, todos, em movimentos perfeitos e juntos, elevam com nítida força o cabo de suas vassouras, passando em seguida a pairarem no ar e a fazerem algumas acrobacias, como se nada houvesse acontecido a momentos antes. A galera nas arquibancadas pareciam atônitas, salvo o estardalhaço que logo em seguida trataram em fazer. O rosto dos sete grifinórios brilharam. Um sorriso estasiado estampa-se em suas faces. Um gosto bom invade o interior da boca de Chris.... vitória, esse era o nome.

Após uma rápida zoação óbviamente vinda de James, todos se retiram do Campo em direção ao vestiário. Christopher larga sua vassoura em frente ao seu armário, pega uma muda de roupas limpas, retira seu uniforme, enrola-se na toalha e dirige-se ao box. Cansou-se de ver todos os caras do time completamente pelados, e como não poderia deixar de ser, se metia na brincadeira dos caras. Não perdeu a oportunidade de também zoar com Sirius quando o mesmo fôra zoado por James em relação ao sabonete que supostamente havia "derrubado no chão".

Após o banho, o loiro veste-se com uma calça jeans, um tênis simples, uma camisa laranja e por já estar de noite, com uma brisa gélida, tratou de vestir um casaco azul. Esfregou displicentemente as mãos contra os cabelos molhados, guardou de qualquer jeito seu uniforme dentro do armãrio, o trancou e com os demais, partiu em direção à mesa que dividiria com o restante dos jogadores de sua casa. Mal havia sentado e o garoto tratou de se divertir nos braços de uma garota que havia delicadamente sentado em seu colo.
Não durou muito o momento de "mãos naquilo e aquilo na mão". O rapaz logo levantou-se e foi tratar de caçar algo mais talvez para beber.
Marlene M. McKinnon
Posted: Feb 5 2007, 05:38 AM


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Acho que eu – dentre todos os outros do time - era uma das que parecia mais calma durante o tempo em que ficamos dentro daquela barraca localizada à extrema esquerda do campo de quadribol. Não que eu não estivesse nervosa, muito pelo contrário, sentia como se no meu estomago houvesse duas serpentes dançando, mas aquilo era mais pela ansiedade do que por qualquer outra coisa, afinal de contas Merlin sabe o quanto nós havíamos ensaiado para aquela apresentação. Passamos horas e horas ouvindo os gritos do nosso “querido” capitão nem um pouco tirano e psicótico, James Potter. Bom, talvez ocorreram alguns gritos vindos de mim também, afinal, como sub-capitã, é meu dever ajudar o capitão a endireitar o time (não que o nosso realmente precise disso) e também mandar esse mesmo capitão ir pra um lugar que eu não devo citar aqui quando ele enchesse muito a paciência do time (ou só a minha mesmo)

Enfim, o barulho vindo do lado de fora da barraca era algo incrível e, aos poucos, foi fazendo minha ansiedade aumentar. Para tentar me acalmar, comecei a fazer uma trança nos cabelos enquanto repassava mentalmente as instruções de Dumbledore sobre como nós deveríamos proceder e também todos os movimentos que havíamos ensaiado para aquela noite. Aquilo fez minha ansiedade aumentar e, enquanto eu reclamava baixinho pelo tanto que estava demorando pra aquilo começar de uma vez, lancei um olhar para cada companheiro de time. Um parecia mais nervoso e ansioso que o outro e isso me fez sorrir brevemente, feliz por saber que não era a única com serpentes dançando no estomago, mas eu tinha certeza que todos ali estavam prontos para dar o seu melhor, em especial Christopher, James, Alice, Sirius, Linne e eu, pois aquele era nosso último ano ali e queríamos simplesmente fechar com chave de ouro.

- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!

- É agora... – disse baixo, olhando James que se levantara. Fiz o mesmo, acompanhada do resto do time. Achei graça ao pensar que nosso sincronismo nessa hora foi tanto que parecia que esse era mais uma das manobras que tanto havíamos ensaiado. James se postou a nossa frente e nos juntou, sorrindo daquele jeito maroto e encorajador ao mesmo tempo

- É agora rapazes! E moças - apressou-se em acrescentar, o que me fez rir um pouco - Somos o time mais foda desse castelo. Vamos deixar que as outras casas, fichinhas, nossas freguesas, façam uma apresentação melhor que a nossa? – acompanhei o resto que gritava um “não” em alto e bom som - Muito bem, galera! Novamente, ganharemos a Taça de Quadribol! Um por todos – e, mais uma vez, as vozes de todos nós pareciam uma só terminando a frase de James - E todos por um!

Agora a ansiedade e nervosismo cederam um pouco o lugar à animação e entusiasmo que era típico quando se tratava do nosso time. Logo cada um de nós tomou a devida posição e ficamos esperando o sinal. Com a vassoura entre minhas pernas, observava a saída da barraca, mais precisamente o enorme símbolo da Grifinória que seria rasgado quando nós passássemos por ele e, assim, iniciar a nossa apresentação. Era lindo, imponente, como uma leão deveria ser; como um Grifinório deveria ser...

Ao sinal do canhão, sete pares de pés – na realidade, vinte e oito pares se você contar os outros times – deram um impulso forte no chão e ganharam os céus noturnos em meio a gritos estrondosos vindos da torcida. Após algumas pequenas gracinhas, nos reunimos no centro do campo. Os capitães, um pouco mais abaixo, trocavam algumas “demonstrações de afeto” e de “espírito esportivo”, ou melhor, James e Lúcius faziam isso; o capitão da Lufa-Lufa e Laguna, bem, digamos que eles não são tão competitivos quanto os outros dois. Não pude deixar de soltar uma gargalhada quando James e Malfoy apertaram as mãos, afinal eu – assim como todo mundo - sabia que aqueles dois estavam um tentando quebrar os ossos da mão do outro.

Mais um tiro de canhão se fez ouvir e eu senti a excitação crescer de novo dentro de mim. Assim como todos os outros, retirei minha varinha das vestes e, com um movimento altamente sincronizado entre os do time, um enorme leão surgiu no céu. Num tom vermelho-rubi, o leão, animal símbolo da minha querida Casa era tão imponente que chegava a assustar. Rugia alto, acompanhando o texugo de topázios da Lufa-Lufa, a águia de safiras da Corvinal e a serpente de esmeraldas da Sonserina na tarefa muito bem sucedida de deixar a platéia extasiada.

O publico só fez se esgoelar mais quando começamos a fazer as manobras perfeitamente ensaiadas. Dávamos giros de 360º , fazíamos alguns vôos rasantes, além de outras manobras extremamente perigosas. Estava tudo saindo perfeitamente bem e nossa apresentação seguia-se de forma eximia e muito bela, como havia sido planejado.

Talvez a mais incrível das nossas manobras, na minha opinião, fora quando cada metade do nosso time foi para uma extremidade do campo e, na maior velocidade, tomamos o caminho de volta ao centro, fazendo todos acreditarem que iríamos nos chocar uns contra os outros, porem, quando faltava pouco para o impacto, todos nós demos um guinada para cima e, ainda em alta velocidade, subimos o mais alto possível, nos transformando – para quem via lá de baixo – em simples sete borrões vermelhos. Com um grito de James, todos nós colocamos a vassoura em posição vertical e começamos uma descida rápida e vertiginosa em direção ao solo. Pude ouvir um grande “ooooh”, além de alguns gritos agudos vindos da platéia. Aquilo me trouxe uma satisfação enorme, mas não era tempo de ficar satisfeita; precisava me concentrar ou então, plaft, lá ia a Marlene e, talvez, até o time inteiro da Grifinória de cara no chão.

Mas claro que a coisa saiu perfeitamente bem. A menos de trinta centímetros do chão, colocamos as vassouras em posição horizontal e finalizamos nossa apresentação sobre uma chuva de aplausos e gritos ensurdecedores. Desci da vassoura até meio tonta, por causa de toda a adrenalina e segui com o time para o lado das cheeleaders que pulavam e gritavam, tão animadas quanto nós.

Após alguns minutos, seguimos felizes para o vestiário para tomar um belo banho, nos trocarmos e irmos aproveitar a festa. Enquanto tomava banho, gargalhava alto da imitação que Linne fazia de uma Malfoy despencando da vassoura e levando todo o time da Sonserina pro chão junto. Após aquela bela ducha, todos nós trocamos o uniforme vermelho e laranja da Grifinória por roupas comuns. A minha roupa, no caso, era uma blusinha preta com detalhes em roxo, uma saia jeans, um pouco curta demais e um All Star preto que ia até um pouco acima da minha canela. Cabelo solto, maquiagem simples e pronto, lá estava eu prontinha para aproveitar aquela festa.

Esperei até as meninas terminarem de se aprontar a, juntas, deixamos o vestiário e rumamos para uma das mesas que havia espalhadas pelo campo e que logo foi invadida pelo resto do time da Grifinória. Eu conversava animadamente com todo, exceto com Black, afinal nós não estávamos nos falando desde daquela briga – se é que se pode chamar de briga uma pessoa só ficar gritando que nem louca enquanto a outra tenta descobrir se essa pessoa ta fazendo isso porque bebeu demais ou se é porque tem uns neurônios faltando mesmo – e, se depender de mim, continuaremos assim por muito mais tempo. Enfim, eu prefiro não tocar nesse assunto, além do mais, Black e eu não precisaríamos ficar compartilhando o mesmo ar por muito mais tempo, afinal Laguna havia ficado de se encontrar comigo e Black, bem, ele também deveria ter coisas muito melhores pra fazer.
Laguna Loire
Posted: Feb 5 2007, 12:08 PM


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Laguna, assim como seu time, estavam mais do que prontos. A 'coreografia' por assim dizer, estava mais do que perfeita até mesmo na hora de praticar. Sua casa havia pego a barraca na esquerda do campo, na coloração azul safira por fora, com detalhes em cor prateada; cores da Corvinal. Não podia negar, estava mais do que ansioso para o início da apresentação. Trocou olhares com Andrômeda, sua companheira artilheira, ambos riram com tensão. A todo momento o jovem capitão relembraav e encorajava o restante da equipe: Phoebe Rose, sua goleira, Evelyn Scott, sua batedora, Alliny Lyinssec, sua outra batedora, Andrômeda Black naturalmente, sua artilheira e Adhara Sinclair sua outra artilheira e Jake Scott, seu apanhador. [oFF: Jake Scott = NPC]

- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!

Laguna sorriu à todos; o time se abraçou enquanto o rapaz passava as últimas instruções falando para todas as cabeças juntas no meio do grande abraço.

- É agora galera! Temos tudo pra desbancar todas as casas em relação à coreografia de abertura e temos tudo e mais um pouco para ganhar a copa esse ano! Tiraremos aquele troféu da mesa de McGonnagal e colocaremos na de Flitwick! Um, dois, três... RAVEN WHAT? RAVENCLAW! RAVEN WHAT? RAVENCLAW!

O barulho do canhão foi a deixa para os sete borrões azuis com prata cortassem o céu e voassem em volta do campo antes de se dirigirem ao centro do campo. Laguna ficou no centro do campo juntamente com os outros três capitães; James Potter, capitão da Grifinória, Lucius Malfoy, capitão da Sonserina e Amos Diggory, capitão da Lufa-Lufa. James e Lucius eram rivais acima de tudo, porém, Laguna não sentia aquela rivalidade enorme dentro de sí a ponto de derrubar os outros da vassoura (coisa bem capaz e com alta probabilidade de que acontecesse entre Potter e Lucius), era apenas aquela rivalidade saudável. Os capitães apertaram as mãos, ou como Laguna gostava de lembrar, estrucidaram as mãos uns dos outros.

O barulho das torcidas, e principalmente a de sua casa lhe dava entusiasmo e empolgação, e muita, muita inspiração para fazer daquilo um verdadeiro show e algo único que a Corvinal nunca havia feito antes. Ao som do disparo do canhão, o coração de Laguna batucou forte, e juntamente com seu time, voôu rumo ao espetáculo. Primeiramente todos haviam se juntado para juntos, projetarem a enorme águia azul em contraste com o céu negro, o que fez o brilho da águia ser muito maior. Junto com a águia apareciam o leão da Grifinória, a serpente da Sonserina e o texugo da Lufa-Lufa. O grito da águia projetada em azul-safira fez os cabelos na nuca de Laguna se arrepiarem.

Após a projeção do simbolo maior de cada casa, a verdadeira competição começou. O time da Corvinal, completamente sincronizado, executou um loop, logo, todos os sete iriam bater feio, mas centímetros antes disto acontecer, todos guinaram suas vassouras para o alto; rapidamente, executaram um feitiço enquanto subiam para que a vassoura deixasse uma fumaça azul de rastro. Foram subindo, até se tornarem pequenos pontos azuis no céu negro para os espectadores. No alto, Laguna posicionou-se ao lado de Andrômeda e sorriu para a mesma. Era com ela que seria sua manobra arriscada; o risco fazia parte, dava emoção e a adrenalina que se sentia era inexplicável. Evelyn tocou fogo na ponta de seu bastão, magicamente enfeitiçado, o fogo apenas ficava na ponta do bastão e pra completar, possuia a coloração azul. Na frente, Evelyn desceu rápida como uma bala com o bastão erguido destacando as chamas azuis na descida, e assim que a mesma saiu na frente, os outros a seguiram um pouco mais lentos, e sincronizadamente, trocaram de vassouras numa velocidade incrível em meio ao vento forte. No caso de Laguna, o rapaz pulou de sua vassoura e Andrômeda neste meio tempo, passou para a vassoura do garoto, e perfeitamente, Laguna caiu em cima da vassoura de Andrômeda. A mesma coisa aconteceu entre os outros, ao mesmo tempo. O grito da torcida da Corvinal encheu o coração do rapaz, que inspirou-se mais ainda para a próxima manobra, Evelyn então, descartou o bastão em chamas.

O time se organizou lado a lado, e à toda velocidade, deram a volta à uns 3 metros de distância da cabeça dos espectadores, e do mesmo modo: trocando de vassouras. Laguna sempre trocava de vassoura com Andrômeda, assim como Phoebe trocava de vassouras com Evelyn, e do mesmo modo, Alliny trocava com Adhara e Jake. Os espectadores vibravam de forma gratificante sentindo o vento dos jogadores da Corvinal passando em cima de suas cabeças. Tudo muito lindo devido à fumaça leve e azul-safira que saia da cauda da vassoura dos jogadores; muito lindo e perfeitamente executado. Não só a Corvinal, mas as outras casas estavam mandando muito bem também.

A organização mudou; ficaram em fila indiana, matendo uma boa distância um do outro. Andrômeda era a primeira da fila e ia guiando o resto do time. Antes de executar a manobra, Furaram o símbolo da Sonserina no ar ferozmente (embora não surtisse muito efeito, pois a serpente se recompôs no momento seguinte, mas, Laguna tinha em mente aquilo como uma certa provocação de Andrômeda, uma Black na Corvinal biggrin.gif ), o que gerou muitos elogios, até mesmo em parte das torcidas Lufanas e Grifinóias. Após esta 'provocação', Andrômeda freiou bruscamente, e Laguna como vinha atrás muito rápido, não daria tempo para parar. Esta era a intenção. Laguna empurrou a vassoura um pouco mais para baixo no momento em que pulou, passando por cima de Andrômeda, e assim que a passou por cima da mesma no ar, reencontrou sua vassoura, que no momento, passava por baixo da garota. Assim, o resto do time fez o mesmo pulando Andrômeda, e logo depois, pulando o capitão Loire que freiava; e assim sucessivamente até a formação voltar à formação inicial, com Andrômeda na frente.

O tempo agora era curto, e a finalização do espetáculo estava próxima. Todos se juntaram e deram um rasante no gramado do campo, com as varinhas em punho, cada um fez um balão de uns 3 metros de altura no total, que estava posicionado próximo da barraca da corvinal seguir seus respectivos encantadores. Todos voaram até um ponto bastante alto e com um simples feitiço, estouraram o balão no momento em que disparavam contra o chão. Dentros dos Balões possuía um pó que flutuava no ar durante horas seguidas, e todo aquele pó obtinha uma coloração azul-safira juntamente com um prateado bem forte e brilhoso, dando um destaque enorme no céu obscurecido, dando a impressão de que o céu limpo, se enchera de estrelas brilhosas, umas maiores e mais bonitas que as outras, paracendo ao espectador que à qualquer momento as estrelas em movimento no céu, fossem cair sobre eles.

O Time continuava em direção ao chão à toda velocidade; a fumaça azul que exalava da ponta da cauda das vassouras não eram mais leves, e sim densas e completamente visíveis. Quando o time inteiro chegou a centímetros do chão, ocorreu uma explosão grande e prateada, em meio à fumaça azul que agora, separava-se, ou seja, cada membro do time disparava para um lado diferente do campo, planando a centímetros do chão deixando o rastro azul denso sobre o gramado em meio as explosões prateadas iguais à fogos no centro do campo. E após a saída dos jogadores de campo, a iluminação prateada continuou no meio do campo, e aos poucos foi se formando uma fumaça azul, que depois de alguns segundos, tomou a forma da ave Corvinal no meio do prata intenso, levando a torcida da Corvinal ao delírio.

Os membros do time observavam o fim do espetáculo diretamente da barraca montada no campo. Todos sorrindo de orelha à orelha, sabendo que tinham feito um ótimo trabalho, satisfeitos e orgulhosos de sí mesmo. Laguna elogiava todo o time a cada instante. tinham sido perfeitos, simplesmente não tinha o que reclamar de sua equipe, tudo estava como imaginou nas férias.

- Galera, o primeiro jogo será contra a Grifinória, então, vamos treinar duro e pegar pesado mesmo, e se continuarmos voando assim... a Taça desse ano é nossa!

Não pôde deixar de vibrar. Aquele dia estava feito pro garoto, que sorria à toa, parecia até mesmo um tanto besta. Da barraca, Laguna juntamente com seu time foi diretamente aoa vestiário. Lá, o rapaz jogou suas vestes de quadribol no cesto de roupa suja mais próximo e ligou a ducha no máximo. Deixou por vários momentos a água cair sobre seu corpo enquanto ficava apenas de olhos fechados ralaxando o máximo possível; estava cansado, ou melhor, estava morto de cansado. Mas valera a pena... Após o banho, o jovem capitão se perfumou bastante, pois havia marcado de se encontrar com uma certa morena na festa após a apresentação dos times na abertura do campeonato. Vestiu um conjunto bruxo na coloração azul-safira com detalhes em prata (estava muito empolgado com sua casa neste seu último ano em Hogwarts), e enquanto amarrava o tênis, conteplava sua companheira de equipe, Andrômeda, terminar se aprontar também.

- Adrômeda, depois do que você fez lá no campo tenho que te elogiar mais uma vez! Sua habilidade em vôo melhorou 100% essas férias, fiquei espantado! Tá de Parabéns você, depois temos que combinar umas jogadas na artilharia, tenho umas idéias que tenho certeza que você vai gostar!

Juntamente com a garota, Laguna saiu do vestiário ainda conversando com ela, não somente sobre quadribol, mas sobre vários outros assuntos; e assim iam jogando conversa fora enquanto caminhavam pelo campo de quadribol, na direção daonde seria o centro da festa. O rapaz já vasculhava o local com os olhos è procura de Lenne. Eles ainda nem tinham um relacionamento sério ainda, porém, o que Laguna sentia por ela ia crescendo cada vez mais de modo gradativo. Se espantou, em sentir ciúmes ao imagina-la ela com outro. Balançou a cabeça bem forte, tanto que chegou a ficar tonto depois que parou. Odiava aqueles pensamentos oportunos e maldosos que surgiam de repente em sua mente. Não podia se entregar tão fácil ao sentimento também, e se tudo não passasse de alguns beijos?

Mas, aquela insegurança passou logo ao achar Lenne sentada juntamente com o time da Grifinória absolutamente linda; como de sempre smile.gif . Sorriu animado e foi em direção à garota, e chegando nela, inclinou-se um pouco e deu um selinho na mesma, fazendo-a olhar na hora quem teria sido o abusado e louco por ter feito aquilo, mas ao ver o rapaz, seus lábios contraíram-se num sorriso também.

- Depois da apresentação de hoje, ficou claro que a Grifinória não tem chances nenhuma contra a Corvinal não é?

Disse em tom risonho ao ouvido da morena, para que somente a mesma ouvisse. Não gostaria de iniciar uma discussão desnecessária com o restante do time de Quadribol, especialmente com James que era um tanto psicótico quando o assunto era ganhar naquele esporte. Disse apenas para implicar numa brincadeira inocente com Lenne, já que a partida entre as duas casas estava próxima, e sabia que se perdesse, a zoação não teria fim, mas também se eles perdessem, a zoação iria durar por muito tempo...
Emmeline Vance
Posted: Feb 5 2007, 01:18 PM


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Finalmente havia chegado o dia. A última vez em que Emmeline participaria daquela forma da festa de abertura do campeonatod e quadribol de Hogwarts. Ela havia passado o dia inteiro dizendo que não estava com fome e logo depois atacando a primeira coisa comestível que via pela frente. Estava ansiosa. Queria que tudo fosse perfeito para dar confiança para a temporada de quadribol e para ela guardar aquela apresentação na cabeça como "a melhor de todos os anos", como sabia que poderia ser. Foram tantas horas de ensaio, tantos gritos de James, tantas pequenas azarações de Linne para James como vingança fora do campo quando ele não estava olhando... Era hora de mostrar para o capitão que ele não tinha quase morrido de ataque cardíaco à toa. Era hora de mostrar que apesar do pequeno rabo que ele desenvolveu por causa da amiga grifinória não havia sido nada pessoal tongue.gif

- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa!

As palavras de Dumbledore a atingiram como se viessem de um lugar muito distante, mas então causaram seu efeito: era como se seu espírito tivesse se elevado. Quase inconscientemente, ela se pôs de pé. Olhou ao redor, para o rosto de cada um de seus companheiros de time, alguns dos quais jogaram a seu lado nos quatro anos anteriores. Nunca havia perdido uma Taça ao lado dessas pessoas. E nelas, confiava de olhos fechados.

É agora rapazes! E moças - ele se apressou a acrescentar a última parte. Desde seu primeiro jogo como capitão sabia o que aconteceria se não o fizesse - Somos o time mais foda desse castelo. Vamos deixar que as outras casas, fichinhas, nossas freguesas, façam uma apresentação melhor que a nossa? - Linne gritou "NÃO" o mais alto que pôde e não se surpreendeu ao ver que todos gritaram exatamente ao mesmo tempo - Muito bem, galera! Novamente, ganharemos a Taça de Quadribol! Um por todos e

"TODOS POR UM!" - a sensação que percorria as veias de Emmeline era indescritível. Era muito além de simples adrenalina. Ela sentia como se pudesse fazer qualquer coisa, mas em uma intensidade que nem todas as poções Felix Felicis do mundo poderiam gerar. Após juntarem as mãos, foi hora de Linne e James checarem o visual um do outro: algo sagrado. Ele estava ótimo em seu uniforme. E ela, com suas duas tranças embutidas repletas de brilhinhos vermelhos também estava, algo que pôde concluir com o aceno de cabeça dele.

As acrobacias foram repassadas, o canhão soou, estava na hora. Linne montou na vassoura sincronizada com todos os outros seis jogadores, deu um impulso e junto aos outros rasgou o escudo da Grifinória. Teve tempo para pensar em como seria ver o escudo se desfazendo do lado de fora. E logo concluiu que sua visão era infinitamente melhor. Viu Marte brilhando vermelho no céu, brilhando para eles, e fez uma pequena reverência com a cabeça.

James e Lucius haviam estraçalhado as mãos um do outro, o que concluía, como sempre, as formalidades e veio mais um estrondo de canhões. O som parecia vir do próprio coração de Linne e ela puxou sua varinha para fazer a melhor magia de todas.

Segundos antes de começar as acrobacias, Linne foi invadida por um medo de esquecê-las. Mas quando realmente começou o show, ela vieram naturalmente. Não havia dificuldade! Aquele sentimento era realmente maior do que ela. E quando James gritou avisando que era hora da descida, ela nem pensou em hesitar: virou sua vassoura para baixo e desceu. O vento sacudia suas tranças e ela confiava que nada ia sair errado. E estava certa. Todos os jogadores de vermelho e dourado puxaram as vassouras de volta para a horizontal e terminaram a apresentação com perfeição.

Seguiu junto às outras meninas para o vestiário e chegando lá não se conteve: precisava encenar a queda da sonserina. Repetiu continuamente a cena até que os próprios risos a impedissem de continuar. Controlando-se, tomou sua ducha e ajeitou suas tranças, pois alguns fios haviam se soltado. Vestiu uma mini-saia vermelha e botas que iam até abaixo dos joelhos, também vermelhas. Sua blusa era branca com um leve decote e ela usava um colar dourado, com um pequeno pingente de leão.

Quando saíram do vestiário, as meninas seguiram logo para a mesa onde estava o resto do time, junto às cheerleaders. Linne sentou-se entre Lenne e Christopher que tinha uma "amiga" no colo. Olhou para James e Lily e viu que o capitão atazanava a vida da ruiva (Linne tinha certeza de que Lilían gostava daquilo em um certo nível). E viu quando Laguna chegou e deu um selinho em Lenne. Imediatamente, passou a observar Sirius, esperando alguma reação. Por um segundo, olhando essa dinâmica romântica entre seu grupo de amigos, sentiu-se um pouco solitária, mas logo espantou essa sensação e voltou a conversar animadamente.
Avicus M. Dhrykorn
Posted: Feb 5 2007, 04:22 PM


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Quadribol. Avicus nunca fora um garoto esportivo, jamais subira numa vassoura com a intenção de disputar com outras 13 pessoas algo que ele julgava inútil. Sim, achava uma coisa nada atrativa perder seu tempo com um jogo tão tolo. Porém assistia a todos os jogos que pudesse. Porque? A resposta é simples, caro leitor. Para ver os corpos das jogadoras e jogadores. Deliciava-se em demasia vendo aqueles corpos fortes no caso dos rapazes, ou esbeltos das mulheres. Vez outra, usando sua capa de invisibilidade, penetrava o vestuário, geralmente o masculino, e assistia de camarote os jogadores nus, sob a ducha forte. Fora assim que conhecera Christopher. Jogador da grifinória. Alto, peitoral largo, braços forte, abdômen definido, coxas firmes e um volume, que deixava o corvinal arfando somente de imaginar-se dividindo uma cama com o grifinório. Além do que era batedor do time, devia ser forte para isso, o que deixava sua libido ainda mais acesa. Adorava homens brutos, dominadores, que fizessem dele seu boneco. Boneco de porcelana, o querubim de Botticelli.

Sua relação com o grifinório já durava um ano. Astuto como era, prendeu facilmente o desejo do rapaz. Confudia-lhe a cabeça, fazendo jogos psicológicos com ele, lançando dúvidas e anseios na cabeça dele. Divertia-se ao vê-lo preocupado, pensativo pelos cantos. Até o momento em que Avicus chegava, cheio de manha e com aquele seu jeito de anjo decaído, cedento de prazer. Nunca deixava parecer que era ele quem queria Chris, e sim que o grifinório o queria. Logo os dois rumavam para algum lugar do castelo, quase sempre os mais exóticos e proibidos, onde ele fazia o que quizesse do grifinório, que era tratado como uma meretriz na cama, satisfazendo todos os desejos de seu homem dominador.

Mas esquecendo um pouco isso, voltemos à narração. O jovem encontrava-se na mais alta arquibancada, onde tinha uma visão privilegiada do espetáculo que estava prestes a começar. Mesmo não gostando de quadribol, sempre torcia para sua casa, como é de se esperar. Desejava que Laguna Loire tivesse planejado acrobacias belas e harmoniosas, para humilhar as outras três casas. Passou-se algum tempo, com Dumbledore falando algumas palavras. Admirava aquele bruxo, muito inteligente e ao mesmo tempo divertido. Algo lhe dizia que ele sabia quem realmente Avicus era. Não era facilmente enganado pelo teatro que o corvinal realizava, onde ele, era apenas um jovem calmo, estudioso e virgem. Podia merecer um troféu por interpretar tão bem. Todos, exceto seus passados e atuais amantes, tinham a idéia de que Avicus era um anjo de pureza. "Não feito por mãos humanas", era o que diziam.

Logo ouviu-se um estrondo, e as quatro tendas foram bruscamente rasgadas pelos vinte e quatro jogadores das quatro casas. Um pouco de tempo e mais outro estrondo, os jogadores realizaram uma magnífica magia, quatro enormes animais, os símbolos dos pilares de Hogwarts, estavam agora no céu, parecendo constelações vivas. A águia de safiras da Corvinal era assaz bela, batia suas asas, e sobrevoava o campo. Fora tão bem feita que tinha até os olhos astutos da verdadeira águia. Aplaudiu com vigor, puxando um coro de "Longa a vida à águia que tudo sabe!". Agora começara as apresentações. Tudo bem organizado e bem feito. Chegava a ficar atônito só de pensar em como aqueles jogadores conseguiam fazer tamanhas manobras. Nem em seus mais altos tolos devaneios tentaria fazer algo do tipo, quebraria a cara feio.

O show terminou com uma manobra ousada dos grifinórios. Subiram até um ponto bem alto, quando se ouviu a voz grave do capitão da casa, James Potter, berrando uma farse de apoio aos seus companheiros. Desceram velozmente, cortando o céu vertical e vertiginosamente. Só conseguia ver os borrões das cores vermelha e dourada misturando-se. Alguém do meu lado exclamou: "Por Merlim eles vão se espatifar no chão!". Mas isso não se realizou. "Graças aos Deuses.", pensou Avicus. Mesmo que ele não admitisse sentia algo a mais por Chris, mesmo fazendo todas as maldades e jogos com ele, adorava o jeito com que o grifinório andava, largado, como um meninão. E ninguém o tratava de modo tão dominador com ele. Obtinha orgasmos enormes e quase intermináveis quando estava com ele.

O espetáculo terminara e todos desceram da arquibancada, rumando para o campo, onde seria iniciada a festa. Demorou um pouco de tempo até que Avicus localiza-se Chris. Que estava com outra garota, largada ao seu colo, enlaçando-o pelo pescoço. Sentiu o sangue ferver e cerrou os punhos. Gostava de exclusividade nada dessas coisas. Respirou fundo, e logo apresentava sua expressão mais calma e serena, como se estivesse no seu melhor dia. Sorria angelicalmente. Tomou para si uma taça de uma bebida qualquer e caminhou em direção dos dois. Andava de sua maneira habitual, o corpo andrógino, destacava-se na multidão, e com um leve rebolado, nada demais, não chegava a beirar o rebolado duma mulher, mas era belo de se ver. Logo chegou perto dos pombinhos, sem ao menos fingir um tropeço. derrubou todo o líquido da taça na garota. Fez uma cara de farsa fajuta, para que a garota visse que havia sido proposital.

Mil perdões, querida! Juro por tudo que é mais sagrado que não foi minha intenção!

Ela saiu rápida e nervosa, provavelmente xingando. Olhou para ele, erguendo a sobrancelha e chamando-o desfarçadamente com o indicador. Caminhou na frente sem esperar por ele. Parou num local onde pouca gente estava, sentando-se elegantemente numa cadeira, Ele chegou bem depois de Avicus, sentando-se bem em frente ao corvinal. Olhou-o por um tempo, sem dizer nada. Após isso deu um sorriso indefinido, cheio de malícia. Olhava-o sem piscar, nem sentir medo, ao contrário dele que desviava o seu olhar do de Dhrykorn vez ou outra.

Sabes que não gosto disso, Christopher. O que tens a me dizer? - embora falasse em tom de inquisição, seus gestos não condiziam com suas palavras. Já começava a erguer a perna esquerda, roçando sonsamente na sua, enquanto mordia os lábios devassamente. Não tomava realmente a atitude, gostava de ser pego com força e não o contrário.
Andrômeda Black
Posted: Feb 5 2007, 08:16 PM


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Respira, solta, respira, solta, respira solta, ta bom Andrômeda chega de viadagem. Mas vamos ser francos, de fato não era um dia qualquer, não, não mesmo, uma vez que era a apresentação do time de Quadribol em frente a toda a escola, em toda a escola enfim, se eu fizesse alguma coisa errada, simples, eu estava literalmente fodida, com certeza, o Laguna ia me matar, acabar com a minha raça. Ta, ta, não é pra tanto, mas, se eu errasse algo da coreografia que havíamos ensaiado durante meses e meses eu estaria acabando com a apresentação do meu time, é lógico que eu não queria isso, afinal, ninguém gosta de fazer coisas erradas, ou gosta? Creio eu que não, bom, ao menos eu não, ah, você entendeu. Eu estava no vestiário feminino da Corvinal, que ficava em uma daquelas barracas gigantescas onde havia duchas e mais duchas espelhos e armários de todos os jogadores, para guardar os belos e majestosos uniformes de quadribol. Aliás, eu já tinha vestido o meu, capa, botas, blusa, calças, enfim, tudo o que um artilheiro precisa para jogar o esporte, não sei porque, adorava aquele uniforme, adorava vesti-lo, sentia-me orgulhosa, sentia-me como uma verdadeira corvinal, uma verdadeira representante da minha casa, e era isso o que eu realmente era, era essa a minha função, trazer a vitória para a nossa casa, trazer a vitória para a corvinal! Caramba, que tensão.
Maquiava-me com rapidez na frente do espelho. Meu cabelo estava longo à altura das costas, aquela felicidade toda me possibilitara de mudar a cor negra de meus cabelos para uma cor safira berrante, o que com certeza me destacaria dos demais jogadores, não que eu quisesse, mais era impossível negar que para um jogador pintar os cabelos da cor do time é realmente preciso muita paixão. A questão era, eu não ficaria com o tom azul no meu cabelo durante meses ou até mesmo o restante do ano, eu era metamorfomaga, podia mudar de aparência quando eu bem entendesse, cor dos olhos, nariz, boca e cabelos, era um poder de nascença, que poucas pessoas tinham. Passei duas listinhas azul e branca, uma em cada bochecha, parecia até que eu estaria indo para a guerra, mas aquelas listas azuis no rosto ficavam realmente fofas em mim. Meus olhos estavam maquiados com uma sombra azul brilhante e meus lábios estavam cobertos de brilho labial, de fato, eu estava muito bonita, eu estava com as cores de minha casa, ora essa! É lógico que eu estaria linda. Amarrei meu cabelo azul safiras em duas tranças bem firmes que caiam sobre meus ombros, para os fios não ficarem indo contra a minha face e me atrapalhando toda a hora, era muito ruim ter cabelos no rosto e ter que tirar a mão da vassoura para arrumá-los. O time como sempre, se assustou de certa forma, e gostou bastante da minha maquiagem e do tom dos meus cabelos, fomos direto para a quadra, todos os times estavam lá. Troquei alguns olhares tensos com Laguna, logo rimos nervosos, nada poderia dar errado, era nossa chance de brilhar.


- Mais um ano inciou-se e com ele já é tempo de diversão de qualidade, meus jovens! É por isso, que com enorme prazer, o corpo docente de Hogwarts, orgulhosamente declara aberto o Campeonato de Quadribol de 1974 da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Como os mais velhos já sabem, o início do campeonato é marcado com uma grande festa e banquete aqui, no Campo de Quadribol! Que comece a festa! -

Um sorriso abriu-se espontaneamente em meu rosto branco, estava na hora de subir no palco e botar para quebrar, arrasar todos os times, DETONAR! Virei-me para Laguna, assim como o resto do time fez, Evelyn, Adhara, Jake, Alliny e Phoebe. Todos estavam ansiosos após as quedas de braço...Digo, aperto de mãos. Parecia que os capitães iam voar um no pescoço do outro e começarem a se rasgar arrancando um o couro do outro. Eca, ainda bem que sou vegetariana. smile.gif


- É agora galera! Temos tudo pra desbancar todas as casas em relação à coreografia de abertura e temos tudo e mais um pouco para ganhar a copa esse ano! Tiraremos aquele troféu da mesa de McGonnagal e colocaremos na de Flitwick! Um, dois, três... RAVEN WHAT? RAVENCLAW! RAVEN WHAT? RAVENCLAW! - Disse Laguna, enquanto todos nós erguíamos os pulsos e socavamos o ar, gritando bem alto o nome de sua casa, explodindo os pulmões até nossas faces ficarem vermelhas e nossa respiração ficar ofegante, não era imaginável o amor que nós tínhamos por nossa casa, sábios, todos nós.
O barulho do canhão estourou, o sangue subiu direto de minhas veias para minha cabeça e pude perceber que meu coração deu um salto tão grande que quase me fez amarelar, mas é óbvio que eu não poderia amarelar naquela hora. Montei na vassoura e dei impulso, logo berros e urras saiam de nossa torcida, aquilo me deixava em pleno êxtase, sede de vitória, emoção, todos os sentimentos que você possa e consiga imaginar, exceto tristeza, é claro. Sete borrões azuis se juntavam contra o campo, apontamos a varinha para cima e gritamos um feitiço em alto e bom tom, logo se formava o brasão da Corvinal, todo em safiras lindas e brilhantes, meus olhos se encheram de alegria e orgulho, éramos nós, representantes de nossa casa, merlin! Junto com nossa águia, os brasões de outras casas, mas, modéstia à parte o brasão da Corvinal, na minha opinião, era o mais lindo de todos, sem duvidas. O som da águia piando por todo o campo fez meu coração se encher de alegria, meu coração saltar para fora da boca, o espetáculo havia começado, e agora todos podiam ter certeza, ninguém nos seguraria.

Todos os sete jogadores dispararam, todos em perfeita sincronização, executamos um loop, e logo era aparente que todos iríamos bater uns contra os outros e que o estrondo seria tão gigantesco que os sete jogadores iriam completamente desmaiados e extrapolados em macas para a Ala Hospitalar, o que fez a torcida entrar em pânico. Pouco antes de isso acontecer, guinamos a vassoura para cima e subimos disparados em direção ao céu e disparamos um feitiço em nossas vassouras, fazendo que, por onde elas passassem deixassem um rastro de fumaça azul, como estrelas que brilhavam e deixavam rastros sobre o céu negro da noite. Já no alto, paramos, Laguna ao meu lado, meu companheiro de manobras que sorriu para mim. Retribui o sorriso com certo nervosismo e confiança entrelaçados, ele parecia confiante, eu nem tanto, não podíamos parar, não! Era com ele sua manobra arriscada, era com ele que levaria a Corvinal ao delírio, era com ele que conquistaria aquela taça e a colocaria em cima da mesa de Flitwick, era com ele que traria honra a Corvinal. Evelyn disparou contra o vento erguendo seu bastão com chama azul saindo pela ponta, era lindo, opa, não era ora pra ficar admirando, era hora de agir. Todos nós disparamos junto, um pouco mais devagar deixando Evelyn ir à frente, destacando a nossa cor. Em um passo rápido e impressionante eu e Laguna trocamos de vassoura em um pulo, destrocamos e trocamos de novo, e assim sucessiva e rapidamente, entre todos os jogadores do time, cada um tinha com quem trocar de vassoura. A torcida pirou, era uma manobra linda de se ver e precisa de se fazer. Passamos como raios sobre os espectadores, trocando de vassouras com precisão e habilidade, voando uns três metros pela quadra.

A organização do time mudou, andávamos em fila indiana, um atrás do outro com uma relação de espaço razoável entre todos nós. Eu puxava a fila, com vigor, com orgulho, com satisfação, e coordenação. Éramos nós, somente nós e mais ninguém puxando aquela fila, éramos nós chamando a atenção de todos! Antes de executar a próxima manobra, fizemos o que todos tínhamos combinado quando soubemos que íamos apresentar-se no meio de toda a escola, eu queria muito fazer aquilo, acho que Laguna se encheu de tanto eu pedir para fazer, e, no final das contas acabou deixando. Como eu ia dizendo, antes de executar a manobra, todos nós, fizemos questão de furarmos um a um o brasão verde da Sonserina, o que era de fato, uma forma de provocar aqueles babacões, a minha vontade era de olhar para cada face raivosa do time da sonserina, entre elas a das minhas irmãs e a de algumas outras pessoas que adoravam me perturbar, doce vingança, doce começo de ano. Pena que a única face que consegui ver foi a de Lucius, mais raivosa e estressada do que o comum. Aposto meu rico dinheirinho que esse movimento de nosso time arrancaria os melhores comentários, não só da corvinal, como os da Lufa-Lufa e Corvinal. Parei. Isso mesmo, parei. Como assim parou? Parei, oras. Você é doida? Não. Em um ato brilhante todo o time soltava as vassouras e pulavam por cima de mim, que me erguia e plantava uma bananeira bem sucedida em minha vassoura, enquanto todo o time pulava por cima de mim. Sentia-me orgulhosa de mim mesma, me sentia orgulhosa de ter um time e um bom capitão, assim como Laguna era. Após todos terem me pulado, remontei em minha vassoura e reformamos a fila indiana, sobrevoando o campo com vigor. Urro, gritos, musica e tudo o que servia de incentivo saiam da platéia corvinal, e das outras também. Afinal, todos haviam mandado muito naquele espetáculo.

Agora tínhamos que acelerar o máximo que pudéssemos, restava pouco tempo para por fim, acabarmos com o nosso show, o nosso belo show. Quando chegamos perto do chão, a fumaça azul que saia de nossas vassouras agora já era mais densa e mais forte, formamos com as varinhas balões gigantes que se explodiam no céu deixando pó brilhante na cores safira e azul voando para todos os lados, pareciam estrelas, as estrelas de corvinal. Explosões prateadas semelhantes a fogos de artifício marcaram a saída o time de quadribol da corvinal da quadra. Foi a melhor apresentação que eu já fiz em toda a minha vida, estou falando sério. Laguna não parava de nos elogiar um momento sequer, estávamos todos satisfeitos com nós mesmos.
- Galera, o primeiro jogo será contra a Grifinória, então, vamos treinar duro e pegar pesado mesmo, e se continuarmos voando assim... A Taça desse ano é nossa – Dizia ele totalmente entusiasmado.

Após uma ducha refrescante para tirar aquela tensão das costas, e claro, o calor e o cansaço, me vesti. Trajava um vestido azul bebê de que ia até meus joelhos mais ou menos, sandália rasteirinha confortável e nada pesada para amenizar o calor daquela noite quente. Meus cabelos agora, não estavam mais azul safira, e sim negros, longos, molhados e cacheados com algumas mexas azuis vibrante, que combinavam com o vestido azul bebê, dando um ar angelical a Andie. Ao sair do vestiário, se encontrou com Laguna que a elogiava firmemente, me fazendo corar de leve e soltar sorrisinhos sem graça.
– Obrigada Laguna, sabe, treinei bastante durante as férias. Não parei um minuto, meus pais quase piraram comigo. Sim, sim, temos que combinar uns truques de artilharia! – Disse sorridente. Conversamos sobre diversos os assuntos até chegarmos no banquete, Laguna ia a mesa da grifinória ver Marlene, com certeza, estava meio aparente o envolvimento dos dois. Fui junto, sabe, para dizer um alô pra todo mundo, para as meninas, e claro, para os jogadores da grifinória também.

– Oi Lene, Lily, Dorcas, Linne, enfim, meninas! – Sorri alegre para elas, e acenando com as mãos, levemente, para os marotos e o time. - Remus, James, Peter, Sirius... Time! O espetáculo foi demais, não foi? – Não pude conter o entusiasmo e a alegria em minha voz. - Boa sorte para todos, e é isso. Bem, acho que vou me sentar na outra mesa, agora, comer um pouco... – Acenei levemente com a mão esquerda e caminhei para o outro lado da mesa, me sentei sobre lá e me servi de algumas coisas, nada que tivesse carne, uma vez, que sou vegetariana por completa. Não consigo comer carne sabendo que um animal teve que sofrer só para eu ter que comer. Coloquei um pouco de macarrão com molho branco em meu prato e salpiquei um pouco de queijo, coloquei um pouco de suco de abóbora no meu copo e comecei, em paz, finalmente, meu jantar.
Christopher P. Bristow
Posted: Feb 5 2007, 11:08 PM


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Se divertia ouvindo as futilidades daquela garota sentada em seu colo, esfregando-se contra seu membro desavergonhadamente. Claro que o loiro se segurava, não fazia grandes movimentos, apenas a acariciava no meio das pernas, aproveitando o fato da mesa em que o time da Grifinória estava, cobrir-lhe em partes, as pernas dos dois. A garota se agarrava ao pescoço grosso de Christopher, gemendo baixinho em seu ouvido. Aos olhares alheios, não passava apenas de uma bela conhecida fazendo do garoto, um confidente. Passou a beija-la apenas como os demais... apenas duas pessoas do sexo oposto fazendo o que melhor sabem para se conhecerem melhor: ficando.
Mais uma vez passou a “prestar” atenção no papo fútil daquela morena de olhos amendoados, nos exagerados gestos e no tom de voz por demais alegre. Sequer prestava atenção ao que se passava ao redor. Alguns poucos minutos se passaram, um grito agudo e irritante entrou rasgando em seu ouvido, fazendo Christopher xingar aquela garota em pensamentos. Em instantes, a mesma dá um pequeno pulo, postando-se rapidamente de pé e saindo apressado, bufando horrores, enquanto se batia no intuito de não deixar a bebida encharcar suas vestes. De início, o batedor muito pouco compreende, mas ao ouvir aquela voz masculina um pouco diferente dos demais, e ao ver aquela face branca, de cútis lisa e suave que ele bem conhecia, fez osangue do jogador fervilhar de raiva. Queria ali mesmo, bater-lhe na face de porcelana daquele Corvinalence, mas tal ato sempre ficava em sua mente, nunca teve tal coragem em faze-lo... talvez nunca teria.

Olhava-o fixo, sério, inexpressivo... denunciando sua insatisfação apenas pela respiração pesada e rápida. Enfim, levantou-se rapidamente, postando-se muito próximo à Avicus, aproximando seus lábios de encontro ao ouvido daquele ser andrógino e num gesto discreto, porém provocador, roçando seus lábios contra o lóbulo da orelha de seu “amigo” à medida em que sussurrava.

- O que pretendia ao quase me molhar? Me deixar pronto para suas fantasias? Quer me humilhar na frente dos outros com esse seu teatrinho? Não sei porquê eu ainda te dou corda.

Seu tom de voz era firme e grave. Não tentava de forma alguma, colocar um tom ríspido em suas palavras... falava de uma maneira displicente, como se no fundo, estivesse se lixando.
Por mais que tivesse visto um gesticular singelo que o moreno havia feito com uma das mãos, chamando-o para qualquer canto, Christopher o ignora, indo em direção ao balcão de bebidas e apanhando um fire whisky, enquanto Avicus partia em direção oposta. Bebia seu whisky com vontade... mais para se soltar, do que para outros fins. Aquele ser indefinido, homem com curvas, tímido e animal, o confundia a mente e parecia se deliciar com isso. Gostava de maltratar o grifinório, parecia gostar de vê-lo se corroer, de ver uma aparência abatida no mesmo e seu olhar para baixo, apenas para se aproximar, o abraçar e fingir que estava tudo bem. Brincava com seu psicológico e Christopher de uma certa forma, gostava. Mesmo estando sempre confuso, seguia o fluxo do acontecer dos fatos.

Enfim, pegou mais uma dose de fire whisky enquanto passava rapidamente o olhar entre os presentes na festa, até finalmente avistar um ser não muito alto, de fios capilares acastanhados, com franja e olhos azuis praticamente escondido numa área um pouco londe do Campo de Quadribol. Qualquer garota que o visse e por fim, o notasse, cairia de amores pela face angelical do garoto, mas quem o possuía... ou que achava que sim... era Christopher.

Tomou rapidamente mais um gole de sua bebida, passando a caminhar em direção ao Corvinalence a passadas lentas, quase sem vontade, esquivando-se de algumas meninas, dando corda para outras, até por fim... sumir literalmente das vistas alheias.

O garoto estava sentado, com uma postura ereta, ato de alguém com boa educação. Christopher por outro lado, apenas balança negativamente a cabeça a fim de afastar qualquer tipo de pensamento impuro, enquanto que com a mão livre, puxava uma cadeira e sentava-se perante ao moreno. Ambos nada faziam... nenhuma menção em se gesticular fora transmitida... apenas se entre-olhavam, de maneira tão fixa e hipnotizante como uma cobra naja a se mexer para captar a atenção de sua presa.
Aquele “joguinho” só é cortado, quando Avicus, num tom semelhante ao ciúme, se pronuncia. Christopher apenas presta atenção naquelas palavras proferidas, começando a colocar em seus pequenos e grossos lábios, um sorriso maroto. Ora, ora se não era o “tímido” e inteligente corvinal a demonstrar um sentimento de posse? Aquilo muito o agradava, apesar de raríssimas vezes demonstrar o mesmo. Como nunca fora de se prender a ninguém, tal atitude gerava um pequeno ciúme em quem o grifinório se “relacionava”

- Eu não tenho nada para te dizer. – Toma um largo gole da bebida restante em seu copo de plástico. - Porquê? Deveria?

Arqueia uma das sobrancelhas e sorri, denotando um ar provocativo, cutucando a onça com uma vara não tão curta assim, se é que me entendem.
Enquanto algumas outras pessoas permaneciam no mesmo local que os dois, nem Chris e nem Avicus tomavam partido de algum movimento, apenas se instigavam ou apenas fingiam jogar conversa fora.

Somente ao sentir uma das grossas pernas que o loiro bem conhecia e já fizera questão de firmemente segura-la, a roçar contra as suas, é que de fato, o batedor manda tudo às favas (por sorte, já não havia mais ninguém, a não ser os dois).
A vista de um moreno mordendo o lábio inferior de uma maneira sensual que somente o próprio sabia fazer, foi o suficiente para que o fogo até então apagado de Christopher se acendesse e o mesmo logo se levantasse, pegando com uma boa força, o braço pouco forte do garoto e o literalmente forçasse a postar-se de pé. Aproveitando o fato de haver uma parede logo atrás de Avicus, Christopher com o pouco de delicadeza que lhe é peculiar, o vira de costas e o abraça forte (travando seus braços para que o mesmo não tentasse se soltar), roçando todo seu corpo, inclusive seu membro contra as costas e bunda do corvinalence, forçando-o lentamente a caminhar para frente se por fim, a “prensá-lo” contra a parede feita de grandes partes de pedras.

Sabendo que aquilo o causava um certo arrepio, o grifinório lambe suavemente a nuca de seu objeto sexual e assopra, acabando por fazer uma trilha gelada. Ouve algum protesto meio mole, proferido com pouca vontade, um pouco gemido. Com o pé direito, o batedor afasta as pernas daquele garoto e novamente passa a “rebolar”... remexer os quadris contra aquele corpo já pelando de prazer. Estava literalmente cagando e andando com o fato de já ter seu membro enrijecido sem ter feito muita coisa além de se esfregar.
O próprio passa a dar pequenas mordiscadas na orelha daquele ser andrógino, a sussurrar sacanagens um tanto baixas, o chamava de nomes chulos, dizia o que queria fazer com todas as letras e como retorno, só ouvia sons vagos em concordância. Assim como Avicus, Christopher também curtia faze-lo de gato e sapato.
Soltando um dos braços de seu “companheiro”, com as curtas unhas, passa a arranha-lo levemente no peitoral pouco musculoso, partindo em direção ao cós da calça do garoto, abrindo o botão e o zíper, passando finalmente a enfiar a mão curiosa e brincalhona do Grifinório a masturba-lo com vontade, enquando finalmente o beijava como um animal sedento do sangue de sua vítima. Em contra-partida, apenas sentia a retribuição do beijo e o corpo de Avicus se remexer, soltando alguns gemidos baixos.
Como não era seu intuito faze-lo gozar ali, Christopher o larga sem muitas cerimônias, fazendo um tonto e mole Avicus quase xinga-lo e estapeá-lo na face. Paciência... o que ambos queriam fazer, não poderia ser em um local tão movimentado como estava naquela noite. Enfim, enquanto devagar e molemente o corvinalense se ajeitava, Christopher o segura fime pelo braço esquerdo e com altímissima brutalidade, literalmente o arrasta em direção à Orla da Floresta.

- Sua putinha. Vai aprender à força, a não mais fazer aquele teatrinho... bonequinha.
Sirius A. Black
Posted: Feb 5 2007, 11:44 PM


.Mr. Kelogs.
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Sirius durmia lindamente, jogado em sua cama, enrolado em um cobertor, ele estava sonhando que Marlene o via como cachorro e começava a rir, colocando nele uma coleira e deixando preso a uma corrente, Sirius então começava a latir feito louco, sentindo-se preso e impotente, sem perceber ele revirava-se feito doido, até que caiu da cama, abriu seus olhos e contatou que tudo aquilo era um sonho, respirou aliviado, mas enão lembrou-se que aquele não era um dia qualquer, era a abertura de quadribol, ele esfregou seus olhos demoradamente tentando ver o que estava acontecendo, pois o dormitório estava muito agitado, pra hora.

Ele levantou-se e dobrou seus cobertores observando James, extremanente orgulhoso e feliz, mas ao ver o maroto, lançou um olhar de fúria e revolta, Sirius sabia exatamente por que. Estava atrasado pra variar, mas o que ele podia fazer, era sua supertição, durmir antes de qualquer coisa relacionanda a quadribol, pois quando acordava ele estaria com o maior gaz, além de atenção máxima aos balanços. Ele então abriu seu guarda roupa e pegou seu uniforme, tomando um banho de cachorro pra poder sair o mais rápido possível. Estava pronto, vestido com seu uniforme, e então pegou sua vassoura.

Com a vassoura debaixo do braço, Sirius caminhou até o campo de quadribol, seria apenas a abertura, mas mesmo assim nada podia sair errado, desde que havia entrado no time, no terceiro ano junto com James, jamais haviam amargado uma só derrota. Tudo devido as habilidades deles, junto com o bom treinamento do time.

Chegando no campo, ele encontrou com James, Samantha, Christopher, Marlene, Emmeline e Alice, os sete leões que defendiam a Grifinória. Deu um sorriso a seus companheiros de time, e cumprimentou cada um, fazendo eprguntas normais de como eles estavam, e de como eles iriam ganhar a taça fácil este ano, mas com Marlene ele apenas deu um aceno breve, pra não dizer que ele era mal educado.

Ouviu as palavras de Dumbledore como todos os outros, e então chegou a hora de entrarem em ação. Ouviu James reunir todos e falar algumas palavras de incentivo. Então Sirius assim como todos se uniram formando uma corrente de união do time, como James dizia, " Um por todos e todos por um!"

E foi assim que todos levantaram vôo, um atrás do outros, indo em direção ao Símbolo da Grifinória que havia sido magicamente desenhado no ar. James foi até Lucius cumprimentá-lo, Sirius apenas mirou os jogadores da Sonserina com igual ódio, tinha uma expressão de rivalidade e superioridade. Nos últimos anos, a Sonserina estava amargando um segundo lugar e neste ano não seria diferente se dependesse dele.

Começou então o grande show, piruetas e 360° faziam parte do nosso show, harmoniozamente e com muita habilidade demonstravamos porque eramos os melhores, e no chão, nossas garotas mais bonitas faziam festa devido a grande exibição.

A parte sem dúvida mais memorável, foi quando nós nos unimos no centro do campo e juntos em um só coro, gritamos, "Vamos lá, Leões!!!!", James então soou um apito avisando que o espetáculo estava no fim, Sirius fez uma última acrobocia, aproximando-se das cheerleaders. Jogando alguns olhares pra elas, e sentindo que foi reciproco.

Então desceram, acabando todo o show, com a vassoura debaixo do braço Sirius caminhou até um grupo de cheerleaders, elas o cercaram e começaram a falar com ele, um tano estericas, ele apenas sorria galante, ouvindo os elogios, e sentindo seu ego aumentar, se é qeu era possivel.


- Obrigado meninas, me esperem pra festa. Quero ver todas vocês lá.

Ele se despedia do seu grupinho de fãs, indo ao encontro de James que estava indo pro vestiário também, Sirius extremamente animado, pulou nas costas do James, e começou a divertir-se com o mesmo.

- Ai meu capitão, você fica tão atraente suado que nem um trasgo.

Voltou ao chão rindo, e caminharam juntos até o vestiário, no meio do caminho, tendo uma pequena discussão de ego, como era muito comum. Aquelas famosas, você é o melhor, não você é o melhor, eles sabiam muito bem, como aumentar um o ego do outro.

Lá dentro, Sirius foi logo jogando seu uniforme longe, pois estava muito suado, entrou debaixo da ducha fria, e como qualquer vestiário normal, não tinha divisão, então nesses lugares vocês tem que tomar banho olhando pra cima, ou pro chão, ou até mesmo perder-se em seus pensamentos, e foi o que ele fez.

Mirou o chão e começou a lembrar de seu sonho, e de como Marlene estava no campo, ele queria realmente poder falar com ela, mas não, não, não daria o gosto pra ela, de pedir desculpas. Perdido em seus devaneios ele viu um sabonete caido no chão, inevitávelmente ele abaixou-se pra pegar, esquecendo-se odne estava e quem era seu melhor amigo.

Ouviu apenas um comentário do mesmo, devido ao fato de estar de bunda pro ar. Ele revirou os olhos, e levantou-se respondendo a altura.


- O serviço é de tão baixa qualidade que tenho que apelar pro sabonete no banheiro, quer vir me ensaboar, meu veadinho favorito?!

Sirius respondia caindo na gargalhada, saindo do banho ele, trocou-se colocando seus cabelos molhados pra trás, uma camiseta preta com um simbolo do Queen, uma banda trouxa que ele havia conhecido nas últimas férias, e logo havia adquirido uma camiseta, junto com uma calça preta com algumas correntes ao lado, e um all star vermelho.

Saiu junto com James, mas logo eles tomaram caminhos diferentes, James foi perto de uma cheerleader muito conhecida, ruiva de olhos verdes, Sirius até pensou em ir pentelhar, mas achava melhor não se meter entre o casal, a não ser se saisse briga. Ele caminhou até um grupinho de garotas com um copo de Wisky de Fogo na mão, ouvia apenas elas o elogiando, e ele apenas sorria enquanto bebia, parecendo meio distante percorrendo o olhar pelo local pra ver se avistava alguém conhecido.

Despediu-se delas com alguns abraços, afagos e beijos. E caminhou até a mesa onde estavam todos da Grifinória, ele sentou-se ignorando o fato de Marlene estar lá.


- Boa noite, melhor time do mundo. Nossa, hoje foi incrivel, não pensei que iria ser tão bom, na verdade eu tinha ecrteza, mas parece que as esquisitices do James estão dando resultado, a gente esta melhor do que nunca.

Ele comentava animado, dando mais uma golada em seu Wisky de Fogo.Notando então que Laguna aproximava-se da mesa e ia falar com Marlene, obviamente, ele sentiu algo queimar dentro de sim e não era o Wisky de fogo que descia por sua garganta, era um ódio mesmo, mas ele não demonstrou menor alteração, na verdade o que ele fez foi procurar com os olhos a Eve pela festa, afinal a morena, era a única que conseguia fazê-lo acalmar seu ânimos naquela situação.

Avistou ela próxima a mesa de bebidas, e caminhou até lá, sem ser notado, então quando ela menos esperava, jogou-se aos braços dela. Começando a fazer uma cena, colocando a mão sobre a testa.


- Oh mundo cruel, quem poderá me salvar?!

Abriu um sorriso maroto e levantou-se dando um selinho em Eve, com seu sorriso dela lado, deu uma boa secada nas roupas dela, ele sempre fazia isso brincando com ela, ela tinha belas formas, mas Sirius tinha ela como uma irmã.

- Caprichou, está um tesão!
Avicus M. Dhrykorn
Posted: Feb 6 2007, 12:20 AM


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Todas as falas e expressões que Chris lançava à Avicus, antes de seguí-lo. Deixavam o corvinal aceso. O grifinório estava ficando nervoso. E era quando ficava assim que tornava-se um amante maravilhoso. Másculo, selvagem e gostoso. Mas naquela noite, Avicus receeou que ele perdesse o controle e usasse de força física para com ele. Tinha consciência de que numa luta mano a mano, perderia e feio para seu amante. Teria que infelizmente recorrer à varinha caso Chris fizesse isso, e num duelo mágico Avicus se garantia e muito. Deixando as divagações de lado, fato é que o andrógino não se aguentava de tanto tesão. Christopher ficava tão profundamente sexy, sensual, irresistível quando irritado. O corvinal havia cometido um erro ao proferir a última frase, acabou denunciando seu ciúme.

- Eu não tenho nada para te dizer. Porquê? Deveria?

- Claro que não - respondeu a altura, como se não tivesse se abalado nem um pouco. - Não temos nada, temos? Contanto que você continue cumprindo sua função que é me dar prazer, tudo certo.

Falava aquilo para feri-lo, magóa-lo. Mas seu corpo não queria aquilo e involuntáriamente sua perna começou a roçar nas de Chris, que segurou-as firmemente, fazendo Avicus esboçar um sorriso maldoso nos lábios, os quais mordeu marotamente. Em poucos segundos o grifinório ergueu-se, puxando o frágil Avicus, que mais parecia um boneco de porcelana, com força. Empurrou o sonerino contra a parede, imobilizando seus braços. Mas aqui entre nós, você acha que Avicus ia querer escapar? :rolleeyes:

Roçava-se safadamente em Avicus, que podia sentir o membro teso de Chris relando em seu traseiro. Empinava ainda mais sua bunda avantajada, deixando o grifinório em delírio. Logo sentiu sua pele sedosa ser brutalmente pressionada contra a parede. Não gostou muito daquilo, a idéia de ter sua pele arranhada ou machucada pela parede de predas bruscas não lhe agradava nem um pouco. Narcisista? Sim, em demasia. Afastou a cabeça, jogando-a para trás, deixando-a apoiada no ombro de Chris. Sentiu as pernas serem afastadas, e Chris começar a rebolar, esfregando-se maravilhosamente nele. E começou as mordidas, que faziam Avicus esquecer toda a classe que tinha e usar palavreado chulo, gemer, rebolar. Como adorava aquilo tudo. As carícias aumentavam e logo o grifinório estava com o membro de Avicus nas mãos. Passado um curto intervalo de tempo, parou com tudo, afastando-se. Avicus virou-se irritadiço, os cabelos castanhos, levemente ondulados esvoaçando belamente. Mias uma vez estava sendo drasticamente puxado pelo outro, que caminhava a passos grandes em direção a floresta.

- Sua putinha. Vai aprender à força, a não mais fazer aquele teatrinho... bonequinha.

- Solte-me, seu trasgo montanhês! Sei caminhar sozinho, obrigado - Mesmo adorando a forma com que fora tratado, não ia deixar que ficasse tão explícito assim. - Você se julga tão macho assim? - falou com sua voz grave, mesmo andrógino sua voz era grossa como a de qualquer homem. - Você nem tá com essa bola toda, batedor sem cérebro.

Virou-se rapidamente, para que Chris não visse que ele estava sorrindo. Mentira tão sordidamente bem que não conseguiu controlar o riso. Passou a caminhar em direção à Orla da Floresta, onde teria mais uma transa altamente luxoriosa com ele. Vez ou outra dava uma olhada para o lado, onde Chris acompanhava-o com a cara mais deslavada e safada possível. Não se ouvia barulho algum, exceto o pio das corujas e o barulho de folhas esmagadas pelos passos dos dois. Alguns minutos foram o bastante para chegarem à Orla. Avicus ssentou-se numa pedra, retirando o sapato que estava incomodando seus pés, de tão apertados. Com os pés descalços, começou a roçá-los no peitoral de Chris, e de vez em quando ofertava-lhe o dedão para que o parceiro o mordesse. Incontrolável, o grifinório logo mordia com gana as pernas do corvinal, descendo cada vez mais.

- Como você é mole, Christopher, um meninote do segundo ano consegue ser mais homem e me dar mais prazer do que você. - Destilou, para provocá-lo, queria vê-lo nervoso, selvagem, pois só assim sentia prazer.
Lílian A. Evans
Posted: Feb 6 2007, 02:31 AM


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- Você está louca?! Eu simplesmente não posso sair daqui vestindo isso!! - falei, apontando comicamente para a roupa da torcida. - Olha, a minha barriga está aparecendo!!!!

Tudo bem, eu tinha concordado com aquilo algumas semanas antes quando me chamaram para ser uma das líderes de torcida da grifinória. Mas aquilo estava completamente fora dos meus planos. Digo, dançar com uma saia que nem cobria direito metade da minha coxa e uma coisinha que com muita dificuldade poderia ser chamada de top. E eu só fiquei sabendo da droga do uniforme algumas horas antes da bendita apresentação. Eu realmente achei que seria algo muito mais comportado... E acho que, justamente por sabiam que eu achava que seria mais comportado que só foram me informar que não tinha nada de comportado quando eu não podia mais desistir. Grandes amigas.

- A grifinória precisa de você! - falou Lenne, mas a raiva era tanta que eu nem olhei para ela. De qualquer modo, ela apelou para o meu ponto fraco, fazendo-me juntar-me às outras líderes, um pouco relutante. - e procure fazer alguma cara melhor que essa de maracujá murcho, porque senão, ao invés de ajudar, só vai piorar as coisas. Esqueça que está usando essa saia e...

- Você não está ajudando...

- E finja que está usando uma calça de moletom super-confortável, e abra a perna o máximo que você consegue. Eu já te disse, você tem uma ótima abertura. - continuou, como se nem ao menos tivesse sido interrompida. Eu nunca fique sabendo se "ter uma ótima abertura" era uma coisa boa.

Ok, ok... A merda, por assim dizer, já estava feita e agora eu teria que arcar com as consequências. Afinal, como a minha melhor amiga (sim, ela continuava sendo minha melhor amiga) disse: a grifinória precisava de mim. E, bom...Não ficaria nada bem abandoná-la numa hora como essa. Se bem que eu acho que ninguém daria pela minha falta, visto que não havia só eu na torcida. Mas... Enfim, eu já havia concordado.Lenne foi embora, deixando-me sozinha com meus pensamentos. Prendi meus cabelos com um laço dourado e peguei os pom-pons da mesma cor em cima do banco onde eu os tinha largado. Como haviam me instruído, fiz uma maquiagem leve (leve?!), contituída de gloss nos lábios, lápis nos olhos e uma sombra dourada nas pálpebras. É, eu parecia pronta, mas será que realmente estava?! Uhm... Havia borboletas voando na minha barriga, eu sentia uma leve pontada em minha cabeça e os berros lá fora não pareciam nada convidativos; não para mim.

Abaixei-me para observar se os cadarços do tênis estavam mesmo amarrados e corri para fora, juntando toda a coragem que eu não tinha. Nesse momento, não sei dizer se estava daquele jeito por causa da roupa ou porque eu estaria dançando na fileira da frente... Ou talvez, quem sabe, porquê eu tivesse faltado em um dos treinos para terminar o dever de runas. Fosse porque fosse, eu não me sentia bem ou suficientemente segura, mas dei um sorriso encorajador às meninas de Grifinória que estariam dançando comigo. Pensando bem, aquele sorriso deveria ter vindo para mim, não de mim. Uma coisa para se pensar, afinal... Pareciam todas eufóricas e muito felizes com a possibilidade de se sobressaírem de um modo mais fácil do que estudando. Não posso negar que aquilo me desagradava, mas naquele momento eu admirava demais a coragem dela para pensar em coisas mundanas como livros, estudos e notas altas.

Ouvimos um tiro de canhão e posicionamo-nos em nossos lugares (aai, a frente). Vi, ao nosso lado, o Grande Leão da Grifinória sendo rasgado por jogadores que voavam velozes em suas vassouras. Dentre eles, reconheci Lenne, que trazia em seu rosto uma expressão que eu não ousaria tentar definir com apenas uma palavra. E também reconheci Potter... Já devo ter mencionado alguma vez que os lábios dele se contraem quando está prestes a pegar o pomo. Se não, estou comentando agora. Mas, naquele momento, não havia pomo algum; então eu soube... Eu soube que aquilo significava muito mais para ele do que para mim. Acho que foi esse o grande estímulo que tive. Não querer decepcioná-lo. Mesmo que eu nunca tivesse admitido, ou mesmo que eu nunca viesse a admitir, a opinião dele contava sim. E a decepção... Que eu, inúmeras vezes vira em seus olhos, era a última coisa que eu queria ver naquele momento. Era a última coisa que eu queria ver......

Perdida em pensamentos, quase não me dei conta quando um segundo tiro de canhão foi ouvido. As cheerleaders começaram a dançar; aquela dança perfeitamente ensaiada e sem erro algum. Nenhuma de nós, porém, deixava de lançar olhares furtivos ao campo. Um grande leão de rubis rugia, enquanto James, Lenne e os outros jogadores faziam manobras mais que arriscadas. Fico questionando como eh que eles conseguem pensar em alguma coisa quando estão lá no alto. Uma coisa que eu acho que não mencionei, é que tenho medo de altura... Um terror! Lembro-me de uma vez que o Potter me agarrou e me levou para um "vôo amigável"; eu quase morri de medo, e ele quase ficou surdo por causa de meus gritos estridentes. Acho que ele nunca mais me leva para voar. Não que haja alguma possibilidade de eu aceitar, devido ao medo e tals... Mas seria melhor que nada. Poooxa, que droga é essa que eu to falando?!

Bom, fora a questão da altura, eu estava atônita com outra coisa: pelo amor de Deus, será que ninguém percebia que eles podiam morrer fazendo aquilo?! Tá, talvez morrer seja um exagero, mas alguma coisa muito ruim poderia acontecer e eu iria me culpar eternamente sabe-se lá porquê. Felizmente, nada aconteceu. Além, é claro, deles quase me matarem de raiva quando desceram verticalmente de uma grande altura e com uma graande velocidade, parando a poucos cemtímetros de se estabacarem no chão... Eu supero... Acho.

Após os jogadores se recolherem para seus devidos vestiários, seitei-me à frente de uma das grandes mesas dispostas no campo. Apoiei o cotovelo na mesa, posei o rosto em minha mão, que ainda segurava um dois pom-pons, enquanto a outra jazia em meu colo. Várias cheerleaders da grifinória sentaram-se na mesma mesa que eu e começaram a conversar animadamente, sobre como tudo tinha ido perfeitamente bem e como tudo havia sido fantástico. Senti alguém sentar-se ao meu lado, mas nem me dei ao trabalho de virar. Imaginei que fosse uma das líderes, ou um jogador qualquer.


- Você está linda de Cheer. Muito sensual. - aquele sussurro rouco chegou em meus ouvidos como uma doce provocação. Virei-me para James e dei-lhe um sorriso fraco, como agradecimento.

- Sensual demais, eu acho, mas obrigada. - agradeci, tomando um gole de água, de meu copo. Engasguei com o conteúdo, que desceu queimando tudo por onde passava. O que era aquilo e aonde estava o meu copo de água?! Ofegante, continuei: - Mas, você esteve fantástico. Aquelas manobras e tal... Bem, você sabe... - abaixei os olhos e brinquei com os pom-pons, tão vermelha quanto os meus cabelos.- Quer dizer, você deve estar cansado de ouvir isso das suas fãs e tal. - e lá vou eu, estragando tudo outra vez...

Evangeline Lamarre
Posted: Feb 6 2007, 05:20 AM


Suck my dick if don't like my way!
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Um dia antes de o campeonato ser inaugurado as meninas da Corvinal estavam tendo chiliques.
Eve no auge de sua cretinagem não se agüentava e tinha crises histéricas de riso, ria muito da cara delas, pois sabia que toda essa deplorável excitação era uma esperança febril de encontrar um macho qualquer para as foderem em um canto escuro.

Com ela era o inverso, a espanhola não caçava ninguém, pois já era suficientemente incomodada, tinham vários garotos chatos que só por verem um decote mal seguravam uma ereção.
Ela simplesmente queria paz e não meninos boçais tentando tirar uma lasquinha de seu corpo.

Na sua segunda semana de aula já fora cumprir uma detenção por desfigurar o saco escrotal do garoto que passou a mão em sua bunda com as próprias mãos sem auxílio de nenhum objeto cortante.
Ele ainda está na ala hospitalar e Madame Ponfrey com, quem a garota fizera uma simpatia imediata, a garantiu que o rapaz vai falar fino por muito tempo.

Todo ano em seu antigo colégio era a mesma ladainha inútil, Eve nunca se “sociabilizava” com os demais [entenda-se como passava a noite se divertindo ignorando a existência alheia de modo cruel] e quase sempre ficava bebendo e dançando no seu canto –isso quando não caia no braço com algum babaca que a irritava.
Pelo menos tinha Thorne para lhe fazer companhia e tornar as coisas mais prazerosas.

Eve acordou com um humor bastante ácido (um pouco pior do que o habitual), pois àquela hora da tarde ser desperta com um ruído de gralhas, discutindo sobre com quem iriam a estréia, o que iriam vestir, que tipo de maquiagem os capitães preferiam e outras bobagens fúteis estressavam profundamente a garota que já não era nada calma.
O ambiente estava elétrico, vozes excitadas, risos patéticos e irrefreáveis e tudo que se ouvia na torre da Corvinal eram comentários esdrúxulos.
Abriu a porta do quarto e escutou:

- Ai meu Merlin, o campeonato de Quadribol! Eu quero ver o Loire sem camisa pela fresta do vestiário...

- Eu quero ver o Potter, ui ele é tão sexy com aquele cabelo despenteado.

- Eu prefiro ver o Black, aquela bundinha é tudo de bom.


Tirando um pedaço da calcinha que estava entrando em suas nádegas a morena simplesmente começou a rir e falou em alto e bom som:

- Acreditem a bunda do Black é bem gostosa, mas prefiro o Totó.
A satisfação é garantida meninas.


Sabendo que seria chamada de puta o resto da semana, Eve foi rindo para o seu quarto e se preparou para um banho.
Mas as malditas menininhas continuavam a falar.
Lamarre levantou-se e xingou meia dúzia de palavrões em espanhol e por pouco não jogou uma maldição das bem malignas nas mentecaptas, começou a tacar o que via pela frente nas outras alunas presentes no corredor que rapidamente a deixaram sozinha sob protestos e com expressões de medo. Como espanhola já estava acostumada em ser tachada de maluca simplesmente se espreguiçou e foi tomar um banho.

" Hijas de la putana, madre santíssima o que eu fiz para merecer um tormento desses, só pode ter sido macumba de algum mago miserável ter feito tantas garotas burras entrarem para Corvinal”

Ligou o rádio do quarto e colocou uma música do Kiss bem animada para embalar o seu banho.

Despiu a camisa que usava e tirou a pseudo-calcinha que por pura preguiça usava.
Olhou-se no espelho e gostou do que viu, pois mesmo estando descabelada e com cara de psicopata era linda e sabia disso.
Suas curvas eram perfeitas. Tinha quadris largos e torneados que faziam um belo par com suas coxas firmes e roliças. Seu ventre era perfeitamente esculpido e o piercing que tinha no umbigo era um verdadeiro convite a mordidas e brincadeiras libidinosas.
Mas ai do babaca que ousasse chegar perto cheio de lero-lero.

Entrou na banheira cheia de espuma gelada e jogou um óleo essencial de canela e pimenta indiana na água que se entranhava com perfeição na pele da garota deixando -a exalar um aroma doce e muito selvagem.

You show us everything you've got
You keep on dancin' and the room gets hot
You drive us wild, we'll drive you crazy
You say you wanna go for a spin
The party's just begun, we'll let you in
You drive us wild, we'll drive you crazy
You keep on shoutin', you keep on shoutin'


Enquanto banhava-se naquela água gélida e relaxante seu humor foi melhorando e a garota começou a devanear sobre a remota possibilidade de se divertir pra valer aquela noite.
A música que ouvia só inspirava pensamentos realmente cretinos em sua mente o que a deixava com um sorriso de relha a orelha.

Eve terminou seu banho e foi andando entre passos de danças e reboladas lânguidas até seu armário para pegar seu traje de “Gala”.
Foi até o grande espelho do quarto e colocou o seu corset medieval que simplesmente deixou-a com um decote irresistível. Seus seios quase explodiam dentro daquela peça extremamente sexy.
Como a maioria das meninas ia vestida com as cores da casa, Eve resolveu zoar todo mundo e colocou uma camiseta bastante larga com a estampa de um balaço acertando a cabeça de um bonequinho sonserino.
Dera bastante trabalho para fazer, porém ela tinha se superado.
O balaço acertava continuamente o bonequinho que caia e deixava escorrer uma poça de sangue da cabeça.
Colocara a blusa por cima do corset negro.
Vestiu a saia curta e de pregas de tom vermelho-sangue, dando uma bela visão de sua perna morena jambo.

Sabia que estava linda e quando descesse e ouvisse os comentários invejosos das barangas magricelas seu ego extrapolaria e estratosfera.
Finalizou com botas de cano alto e de salto da All-Star, e sua cinta liga preta rendada com uma micro pedraria muito sutil e de tom azul-petróleo.


Fizera uma maquiagem tipicamente espanhola que deixava seus olhos negros em evidência, e em seus longos cílios usava uma quantidade generosa de rímel.
Usava um batom vermelho sangue que contrastava com sua pele cor de jambo e realçava seus lábios carnudos e sedutores.
Deixara os longos cabelos negros soltos, que deixavam seu rosto com um aspecto mais selvagem e de um modo inconsciente como as belas dançarinas de flamenco que ensinaram o verdadeiro charme da arte cigana.

Chegou ao Campo de quadribol que estava muito cheio.
Quando Eve sentou-se na arquibancada da Corvinal vários olhares fixaram-se na figura morena de suntuosas curvas e vestuário exótico que tinha a expressão mais desdenhosa e entediada do mundo.

Seus olhos profusamente negros detiveram-se na entrada do lado dos grifnóros. Torceria pelo Sisi e para que um balaço acertasse um sonserino.

Trouxera do quarto a garrafa que seu avô dissera para consumir bem devagar e moderadamente, um aviso desses não era para ser ignorado mas naquele momento Eve pouco se importou, começou a se balançar no ritmo da torcida grifnóra que sem dúvida era a mais barulhenta enquanto seus colegas de casa ficavam a fuzilando com os olhares.

- Senhorita Lamarre não é prudente uma moça beber essa quantidade absurda de álcool.

- Querida eu bebo sim. E você que é feia! Te manca e vai catar um bofe vai.

O espetáculo já começara e Eve aplaudia loucamente um Sirius que fazia peripécias e acrobacias de modo bastante natural.
Não tinha como não aplaudir, a Grifnória arrasara.
Depois foi a vez da Corvinal, e a garota aplaudira sua casa tanto quanto a grifnória.
Na vez da apresentação Sonserina, Eve se levantou e subiu no banco da arquibancada improvisando uma coreografia bizarra era um misto de James Brown com J-Lo, mas ficava muito engraçada, e começou a cantar bem alto:


- Hey seu juiz, libera aê, solta o balaço e deixa os sly se fuder!
Crânio rachado, coluna torta e a bicha loira do Malfoy que nem minhoca!



Involuntariamente Eve fizera o grupo ao seu redor rir muito e começar a cantar, enquanto outros a catavam pelos cabelos e a escondiam no meio da torcida.
Por mais louca que fosse se algum jogador viesse pra cima dela a torcida também se ferrava.
Eve via a onda de seu pequeno refrão tomando conta de outras pessoas pelas torcidas e deu-se por satisfeita.
Conseguira o efeito que queria e quase não respirava de tanto que ria.
O espetáculo acabara e a garota resolveu que era hora de sair dali.

Rodou pela festa e não achou Sirius.
Até que ao invés de sentar em uma mesa como qualquer pessoa normal, Eve estendeu uma canga preta magicamente no gramado bem perto a mesa de bebidas, porém longe o suficiente para não ser importunada e começou a beber de modo muito comportado. Não era hora de mandar bala.
Quando encontrasse Sirius iriam dividir a garrafa e a ressaca que com certeza viria após.
Estava distraída e levantara-se para olhar em volta quando vê o garoto mais cretino de Hogwarts se jogar em seus braços como uma donzela em perigo.

- Oh mundo cruel, quem poderá me salvar?!

Sirius levantou-se, mas Eve o pegou no colo e fez uma voz grossa igual ao do pit-bicha:

- O seu macho aqui, mas agora a boneca fica me devendo uma chupeta.

Rindo em demasia a garota deu um selinho em Sirius e o largou em pé novamente.
Ele a secava como sempre com um olhar putão muito engraçado que fazia a garota gargalhar por saber que era mais uma palhaçada deles.

- Caprichou, está um tesão!

Eve sorriu e colocando a mão nos peitos que nem prostituta e rebateu prontamente:

- To cobrando caro, mas por ser tão gentil pra você é de graça.

Ambos se sentaram observando as pessoas e falando mais obscenidades.
Era muito divertido ter seu melhor amigo por perto. Com Sirius tudo ficava mil vezes mais hilário.

Mas nem tudo estava tão perfeito, ao olhar para a mesa da grifnória, Eve reparou Laguna junto de Lenne e já sabia o estado que Sirius realmente ficava.
Nisso eram muito parecidos. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
Estavam fodidos e mal pagos, porém não era motivo para derrotismo.

- Hey Sissi, olha o que eu trouxe. Essa é da boa e muito malvada.
Meu avô que é o maior bebum que eu conheço falou pra tomar cuidado... Vamos encarar?


Fora uma pergunta óbvia como: Hey Sr. Macaco, deseja uma banana?
Dãhhhhhhh, mas é óbvio que em segundos ambos dividiam um líquido esverdeado que era doce ao tocar nos lábios, mas descia rascante como quem engoliu querosene.
Diferente das outras vezes em que Eve quase nada sentia e fazia idiotisses normais, ela começou a se sentir estranha.
Era uma confusão em sua cabeça ao mesmo tempo em que o restinho de juízo que tinha sobrado ia se esvaindo.

Eve olhava para Lenne e sentia uma vontade imensa de a enforcar por estar magoando Sirius. Já meio grogue o que era extremamente incomum ela falou com a voz lúcida, porém levemente mais lenta:

- Hey Sisi, quer que eu espanque essa guria? É rapidinho, posso afogar ela na privada do vestiário... Prometo que não mato, é só um sustinho...

Eles riam e em pouco tempo ambos falavam de suas desilusões, zoavam quem passava, zoavam a si mesmos e riam mais ainda.
Não estavam lerdos, mas também quase nada conscientes. A bebida estranha tirara toda a vergonha ou pudores o que no caso deles o que já era pouco ficou nulo.
Thomas S. Lamberg
Posted: Feb 6 2007, 02:08 PM


____ Needing something different ____
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Levava horas para se vestir, mas como todo bom rapaz de família rica e tradicional, acostumado às leviandades de uma família assim, nada mais justo do que um Thomas a trajar-se demoradamente, para no fim, fazer jus ao tempo gasto.

- Perfeito.

Profere em um tom seco e grosso, expressando facialmente nada mais do que um ar duro e autoritário.

Olhava-se demoradamente, prestando mais atenção aos mínimos detalhes, do que o todo de sua imagem refletida no espelho. Não queria um amassado sequer... um fio puxado que fosse em sua calça social preta, que fazia conjunto a uma camisa pólo esverdeada e um sapato perfeitamente lustrado. Seu cabelo era a única coisa que não se encontrava em perfeito estado, não possuía gel, muito menos estava milimétricamente bem penteado. Thomas era adepto do “arrumado/bagunçado”... algo em sua aparência haveria de ter um ar casual, mesmo que fosse somente seus fios capilares, tão negros e brilhosos como a noite lá fora.

Mesmo indo a contra gosto, sendo carregado por uns colegas sonserinos àquela festa no Campo de Quadribol e ter que assistir às aberturas patéticas que muito pouco despertavam o interesse do sextanista, algo naquilo tudo haveria de ser proveitoso. Mesmo com toda a relutância em dizer um simples “sim” à encheção de saco de seus colegas, um clique se fez perceber na mente do astuto moreno, fazendo um único e brevíssimo sorriso aparecer rapidamente na face dura. Para ele era óbvio o porquê, mas para quem estivesse próximo àquela figura duas caras, era difícil tentar descobrir.

De qualquer maneira, já muito bem acordado de seu transe, Thomas coloca um perfume pouco forte, de aroma seco e diferente, pega um sobre-tudo negro que o cobria até os pés e que possuía um capuz logo atrás, o veste e se retira das masmorras sonserinas. Durante todo o percurso, via alguns casais pouco discretos se pegando, prensados contra as paredes, ignorando por completo, o evento que acontecia lá fora. Por um brevíssimo momento, desejou estar na mesma situação, mas infelizmente, Thomas era praticamente carregado por seus colegas, Castelo a fora.

Finalmente chegaram à arquibancada Sonserina. Sequer se incomodava em pedir licença para as pessoas já sentadas... literalmente passava por elas como rolo compressor, tropeçando propositalmente nos pés e pernas de todos, ignorando claramente os protestos alheios. Vivia em seu mundo, via apenas seu umbigo... os outros... que outros? Eram apenas doenças.
Finalmente encontraram um espaço amplo e milagrosamente vago naquele amontoado de gente já suada. Por mais que todos ali sejam de sua casa, Thomas tinha uma certa sensação de asco para com alguns colegas sonserinos. Eram pouco discretos e muito dados à exposta baixaria. Sendo assim, não dignos de sua “amizade” interessada.

Olhava para o interior do Campo, com as tendas coloridas com as cores das quatro casas de Hogwarts. Óbvio que a mais bela, era aquela pintada de verde e prata, com a flâmula cobrindo o que seria a entrada da mesma, num tom verde musgo e o animal, símbolo e protetor de seus residentes: uma cobra com parte de seu corpo ereto, pronto a colocar em ação, seu bote certeiro e fatal.
O moreno sorriu vitorioso. Já sabia que os pomposos grifinórios fariam de tudo para chamar atenção, com acrobacias que Thomas rezava para que dessem errado e que todos acabassem num grande retângulo feito de madeira lustrosa, com seu interior alcochoado e todos, sem exceção, a dormirem um sono profundo. Aquilo o fez sorrir com vontade e seus olhos brilharem. Se algo acontecesse, sem necessariamente ser com aquela casa, já seria de alguma valia. Corvinal em especial, por possuir uma pessoa tão traíra quanto ele, tão frágil e tão sem força, que dava gosto em fazer chorar. Era uma criatura que por mais que o pedisse, implorasse e/ou xingasse, o fazia ter a vontade de postar-se próximo, quer fosse apenas na presença, quer fosse com duras palavras e comentários frios sendo retrucados. Estamos falando de Andrômeda... Black. Mais uma dessa família a literalmente desgraça-la e não fazer jus ao nome que tem. O outro era da casa que mais guardava ódio. Enfim, comentários à parte, Thomas estava mais afim de ver tudo dar errado, do que desfrutar da apresentação em si.

O som de um canhão se faz notório, seguido de um barulho semelhante à papéis se rasgando. De dentro das tendas, saíam vinte e oito pessoas com seus respectivos uniformes de jogadores. Nunca entendeu e não seria agora que o moreno entenderia o porquê do tesão que dava nas pessoas em almejarem em serem jogadores daquilo, ou em simplesmente ver aquelas demonstrações de agressividades gratuitas e sem motivos, tudo para pegar uma mísera bolota amarela e com asas... Façam-no o favor.

Enfim, os jogadores estavam a postos, pairando no meio do Campo. James e Lucius... aquela cena o instigava e dava curiosidade suficiente no sonserino, em ver a destilação discreta de venenos. Ambos se olhavam sério, apertavam-se as mãos numa nítida demonstração de que estavam a fim de se machucarem, e sortemente, invalidarem o uso da mão apertada. Para a infelicidade do moreno, nenhuma demonstração de dor se fez aparente, fazendo com que o mesmo, recostasse na arquibancada logo atrás de si e se pusesse a divagar.

Outro som do tiro de canhão invade o ouvido pouco atento de Tom, dando início àquela apresentação de circo. Com exceção da Sonserina, tão brilhantemente bem representada por Lucius, o restante das casas o garoto fazia questão de ignorar. Não esboçou qualquer expressão facial ao ver aquele leão nas cores rubi e dourado miando e se remexendo feito um gato, aquele pássaro semelhante à uma codorna piando tão desajeitadamente que o fez gargalhar e aquele texugo que, francamente, era deprimente. Mesmo não querendo, Thomas dava o braço à torcer quando o assunto era o poder das quatro casas... De uma maneira ou de outra, Sonserina e sua rival não precisavam se esforçar para terem prestígio... Corvinal até tentava, mas Lufa-Lufa sequer se empenhava... parecia ter aceitado o fardo de seguir a sombra das outras três casas. Se o garoto não fosse tão seco e sem coração, sentiria pena de tão fracassados eram seus residentes amarelo e preto.

Aquela apresentação corria sem muitos efeitos, nenhum que despertassem o interesse do ríspido Tom, fora um peculiar fato que literalmente fez o garoto ter ímpetos de quebrar dois pescoços ali mesmo, no meio da apresentação. Sentiu-se profundamente ofendido ao ver o símbolo de sua amada casa, ser cortado sem nenhum motivo aparente, por aqueles insolentes trajantes da cor azul e bronze. E quem liderava aquela palhaçada? A Black. O liquido corrente em suas veias, típico de animais de sangue frio de tão gélido que o era esquentou... se fosse possível, borbulharia tamanha era a ira e desejo de vingança contra aquele capitão e a morena Black. De fato, suas irmãs à este instante deveriam estar a proferir injúrias, se não a conjurar azarações contra a irmã corvinalense... traidora do próprio sangue familiar.
Sentia um trago amargo em sua garganta... sequer percebeu seus olhos azuis celestes lentamente a se serrarem e seus punhos prontos a lançar um soco. Thomas sim, era do tipo que batia, surrava e se possível, espancava, ignorando o sexo de sua vítima. Apenas se segurava, pois tinha uma reputação e a imagem de bom garoto a zelar. Sua aparência denotava tranqüilidade, serenidade, alguém que pouco se abalava aos cinismos alheios, mas poucos... muito poucos eram os que sabiam o grau da besta que Thomas guardava dentro de si.

Queria ser o autor do término da vida de Laguna e torturar da pior forma possível, Andrômeda, mas do posto em que estava, só o dava para imaginar... por tudo em ação, poderia ser perigoso demais para sua estadia em Hogwarts. Iria sim, se vingar... mas como? Teria que pensar... teria o capricorniano a pensar e agir feito um escorpiano ferido em seu orgulho, cozinhar em fogo brando a sua vingança, e degusta-la congelante logo depois. Frio? Sim. Calculista? Sem dúvidas. Impiedoso? Exageradamente. Sente remorso? Nunca soube o que é isso.

Finalmente aquela papagaiada havia terminado e sem ao menos dizer adeus aos seus colegas ou prestar-lhe satisfações, Thomas parte furiosa e apressadamente a descer as escadarias a baixo, indo em direção ao meio do Campo de Quaridol, onde aquela multidão se aglomerava.
Não era difícil distinguir algumas cabeças por ali, uma vez que a mesa dos jogadores era separada das demais, maior e mais visível... afinal... eram as “estrelas” daquele estabelecimento educacional.

Um garçom passara muito convenientemente em sua frente, com uma bandeja de bebidas bastante elevada, quase esfregando-a em seu rosto, fazendo-o acordar de seus pensamentos e finalmente pegar uma bebida. Pelo gosto forte, amargo e descida quente, deveria ser a bebiba mais forte a ser preparada naquela festa.

Como um véu, a multidão se separou, dando a perfeita visão de uma morena pouco alta, bem magra, com algumas madeixas azuladas, sentadas juntamente com os jogadores corvinalenses.
Sem sequer sentir, seus pés o guiam na direção daquela imagem... na imagem de uma bonita garota que tinha o dom de fazer Thomas se transfigurar sem muito esforço.
Ao chegar perto, o rapaz dá mais algumas largas passadas, coloca-se ao seu lado e pousa a mão direita no ombro magro da garota, apertando-o devagar até causa-la uma dor insuportável. Enquanto a intencionalmente machucava, o sonserino permanecia com a face imóvel, não demonstrando sequer estar gostando daquilo. Para quê mostrar externamente o que eu seu interior estava a se deliciar? Enfim, aproximou seus rosados lábios no ouvido da Black, passando a cochichar como uma cobra soltando seu veneno.

- Aproveite... isso... sorrie abertamente... saboreie um pouco mais esse gosto de uma curta vitória. Ela não durará o tempo necessário para você contar aos seus rebentos. Não falo por mim... ainda.

Apertou mais forte o ombro de Andrômeda até finalmente soltá-la. Apertava tão fortemente o maxilar, que era possível ver as elevações dos ossos na lateral de suas bochechas e ouvir o ranger dos dentes. No fim, acabou por soltar um sorriso breve e forçado, nada satisfeito, virando-se com violência e fazendo a borda de sua capa ricochetear com força contra as pernas da corvinalense Black, começando assim, a caminhar para longe da garota.


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