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Este grifinório, que já aprontou e muito no castelo é dono de um grande humor, James não costuma perder a oportunidade de sorrir. Acha graça em tudo e em todos, chegando a ser inconveniente às vezes. Boêmio, amante das festas, das boas bebidas e das curvas sinuosas do feminino, o jovem sabe, como diriam os rapazes, aproveitar sua juventude. Festa é sinônimo de James Potter. Justiça, coragem, atitude, sinceridade, bondade, determinação são qualidades facilmente encontradas em Potter. Seu maior defeito talvez, é o fato de se achar o maioral, o bonzão, considera-se o centro de tudo. Mas com a maior idade, mudou muito sua forma de pensar, é muito mais maduro do que há um ano.



Junto ao mencionado acima, Sirius Black é campeão em quebrar as regras do castelo. Extremamente maroto, Black é fiel tal um cão - coincidência? ;D - brincalhão, às vezes meio alienado. Gosta de ser sempre o palhaço da turma, popular e extrovertido. Além de muito paranóico, mas só às vezes. Não se agüenta por um rabo de saia, ao ver um, logo já está em polvorosa. Com um charme quase que irresistível, Sirius também acaba levando a grande maioria dos "rabos de saiai" ao delirio apenas com seu típico sorriso maroto, fato que, às vezes, acaba deixando o ego deste grifinório nas alturas.



Ao contrário de James e Sirius, Remus não é o estilo "corre atrás de todo rabo de saia" o que acaba prejudicando um pouco sua imagem. É um garoto timido tanto pra amizade e principalmente para garotas, é bem quieto também e mesmo quebrando algumas regras junto com os amigos está sempre perto para tira-los das frias com seu cargo de monitor. Digamos que bem diferente dos dois amigos, Remus faz o estilo romantico com direito a serenatas, poemas e cartas anônimas isso também mostra seu medo de ser rejeitado. É um garoto muito brincalhão e sociavel, gosta de se dar bem com todo mundo mas tem seus inimigos. Quando se trata de paixões, bem só seus amigos sabem o que se passa pela cabeça do lobo.



Peter é, provavelmente, o mais peculiar dentre os quatro. Diferente dos seus amigos, ele não é popular, não é um aluno exemplar e nem de longe leva jeito com garotas. Não é difícil achar algumas pessoas perguntando o que, então, é que ele está fazendo dentro dos Marotos ou qual sua importância para o grupo, mas ele pode ser muito útil para "pequenos" trabalhos ou atividades onde é necessário ser discreto e silencioso... como um rato. Mesmo não sendo tão extrovertido ou confiante, não perde a oportunidade de acompanhar as brincadeiras e armações dos seus amigos. É atrapalhado e um pouco fechado, mas tende a ser divertido depois que se solta.
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Posted: Nov 3 2006, 06:43 PM


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Histories counted for you…
Laguna Loire
Posted: Nov 27 2006, 01:56 AM


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Apesar de estar bem preocupado com a reação de Lenne, Laguna não podia negar; não queria que aquele momento não terminasse tão cedo. Perdia-se em sensação tão gostosa enquanto os problemas recentes de sua mente iam se esvaindo. Sim esperava um amparo amigável da garota, um desabafo, mas aquele gesto, simples, serviu para consolá-lo. Parecia que duas partes de si juntavam-se novamente. E tinha algo a mais, que o rapaz não conseguiu definir. O beijo cessou, e ambos se encararam e para a surpresa de Laguna, Lenne sorriu pelo canto da boca. Um alívio repentino subiu e aliviou as batidas de seu coração afrouxando a pressão de seu peito. Era incrível como tudo parecia mais belo agora. Seus problemas haviam sumido, simplesmente evaporaram-se em sua mente o que foi de grande ajuda.

Ambos continuaram ali abraçados, embora a nova música que começara fosse agitada, ambos ainda estavam numa espécie de êxtase sem acreditar no ocorrido. E por ali ficaram num tempo que Laguna não soube ao certo, mas perdeu-se na beleza e aroma da morena abraçada a ele. Sentiu um clima estranho caindo em ambos. Já não pareciam tão espontâneos em relação com um ao outro. Era como se a amizade passasse um estágio à frente, porém, era uma coisa que o garoto queria prezar, a confiança e a amizade um com o outro, e não gostaria que um beijo estragasse aquilo ou pelo menos ocultasse a personalidade de verdadeiro amigo. Difícil seria resistir à tentação...

- Gostaria de dar uma volta pelos jardins Lenne? – perguntou num sussurro ao ouvido da mesma.

Ao ver a resposta positiva da mesma, o rapaz sorriu de modo alegre. Pegou em sua mão e a conduziu para fora do Salão Principal, indo ao Saguão de Entrada, àquela hora, habitado por alguns estudantes que buscavam um pouco mais de privacidade nos cantos escuros para das uns amassos. Rezou para que Lenne não pensasse que era aquilo que ele queria. Tinha uma coisa muito especial para mostrar a Lenne, que via desde que chegara a Hogwarts, e era um momento que observava sozinho todas as vezes pela ausência de um amigo.

Os terrenos por sua vez estavam desertos e de certa forma, sombrios e medonhos. O vento assobiava baixinho em seus ouvidos, balançando as árvores de modo sinistro e deixando a grama inclinada para uma única direção. Apesar de estar um pouco macabro, não deixava de ter uma beleza mística. Olhou no relógio, ainda não eram meia-noite, então, poderia enrolar um pouco mais até mostrar o que realmente queria à garota. Ambos caminharam em silêncio, lado a lado, lançando olhares de vez em quando mas os desviando. E assim foram até chegarem às margens do Lago onde pararam em sincronia para observar a paisagem bela do local. Abraçou a morena novamente; aquilo estava começando a fazê-lo se sentir bem, parecia tirar um peso grande de suas costas, e de certa forma tirava, Ninguém sabia, mas o garoto já estava à beira do desespero por carregar tal peso.

Sentiu a garota retirar sua máscara. Tinha até mesmo, esquecido do item, mas agora que a morena lhe fizera o favor de tirar, ele agradeceu intimamente. Sentiu o silêncio, de alguma, constrangendo ambos os lados. Mas não tardaria a falar. Apenas estava esperando pelo momento certo. Olhou no relógio. Eram 23:59, a qualquer momento apareceria o que gostaria de mostrar. Abraçou a garota mais forte, trazendo-a para si, beijou-lhe a bochecha e apontou para o horizonte do lago. Seu relógio “bipou” avisando que meia-noite chegara... era agora.

Passaram-se alguns segundos e a Lua brilhou mais que tudo no céu agora, limpo de qualquer nuvem. Como um fogo que se alastra em pólvora, a luz prateada lunar se alastrou pelas águas cinzentas do lago. Começou lá do fundo, no horizonte em que Laguna apontava à garota, e gradativamente, porém bem rápido, a luz chegou até a margem onde estavam. O Lago agora estava completamente prateado, brilhando mais que tudo nos terrenos. Parecia uma espécie de penseira gigante, pelos movimentos ondulatórios da água juntamente com aquele brilho misterioso e chamativo de um penseira. Era simplesmente belo; inexplicável se fosse definir sua beleza, tanto que Laguna mesmo acostumado a ver tal coisa, abriu levemente sua boca em espanto. Ao lado da morena, aquela beleza parecia se multiplicar.

- Quando quero esquecer de alguns problemas e até mesmo arranjar forças pra seguir em frente, eu venho até aqui! A beleza e ao mesmo tempo a simplicidade disso é inexplicável, é única. Todos os meus problemas se resolvem, todos os meus desejos e sonhos se tornam reais, nem que seja por breves momentos, nem que seja por um minuto, pra mim, já é mais que o suficiente, nesse um minuto, nada supera minha felicidade.

Os olhares de ambos se encontraram. A garota parecia estar maravilhada com tal cena antes nunca vista, do mesmo jeito que Laguna ficou quando viu aquele fenômeno pela primeira vez. Afundou-se dentro dos olhos da garota, e nem ao menos percebera que já a beijara novamente. Absolutamente tudo parecia não ter nexo, era como se estivessem num universo paralelo bem esquisito, onde nada fazia sentido, mas de uma coisa Laguna sabia... não importava. Estava protegido e amparado, nada mais tinha valor quanto àquele sentimento. Os homens julgavam-se superiores às mulheres, porém o garoto nunca pensou daquele jeito, tanto que neste momento, buscava forças e amparo em uma pessoa do sexo oposto: Lenne, sua companheira e amiga para todas as horas...
Marlene M. McKinnon
Posted: Nov 28 2006, 01:25 AM


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Lenne corria os olhos de um extremo a outro do lago. Desde a primeira vez que pusera os pés em Hogwarts, havia ficado fascinada por aquele castelo, mas o lago em especial a encantava mais que tudo naquele lugar. Passara incontáveis horas apenas observando aquelas águas moverem-se e aquilo sempre a acalmava em seus quase raros momentos de nervoso. (comentário da player: quase raros, é? Uhum, Merlin e eu estamos vendo)

O silencio ainda reinava entre ambos, mas Lenne supôs que aquilo fosse, de certa forma normal, só esperava que aquilo não durasse muito. Pensava em dizer algo, mas nada de interessante vinha a sua cabeça no momento. De repente Laguna a abraçou um pouco mais forte e lhe aplicou um beijo na bochecha, indicando o horizonte do lago. Lenne observou o local para onde ele apontava, mas meio sem entender o porque dele querer que ela olhasse justo para aquele ponto. Olhou rapidamente para o loiro e, pela expressão no rosto dele, ela deduziu que não precisaria esperar muito para descobrir.

E realmente estava certa em sua dedução. Não se passara mais que um minuto e Lenne viu uma luz prateada refletir no horizonte e ir aumentando rapidamente, apossando-se de toda a superfície do lago. A água, antes escura, agora tinha um brilho prateado intenso que iluminava grande parte do jardim. Lenne soltou uma exclamação de surpresa olhando aquilo extremamente fascinada. Nunca havia visto algo tão incrível. Era tão... perfeito! Ela, que já gostava muito do lago, agora então, simplesmente se encantara mais ainda com ele. Nunca tivera a idéia de que aquilo acontecia e, agora que sabia, pretendia ver aquilo todas as vezes que ocorresse. Não conseguia despregar seus olhos do lago e sorria extasiada sem nem ao menos se dar conta disso. As palavras de Laguna despertaram-na daquele transe em que se encontrava.

-Quando quero esquecer de alguns problemas e até mesmo arranjar forças pra seguir em frente, eu venho até aqui! A beleza e ao mesmo tempo a simplicidade disso é inexplicável, é única. Todos os meus problemas se resolvem, todos os meus desejos e sonhos se tornam reais, nem que seja por breves momentos, nem que seja por um minuto, pra mim, já é mais que o suficiente, nesse um minuto, nada supera minha felicidade.

Ela retirou seus olhos da superfície prateada do lago e os fixou no loiro. Havia entendido tudo que ele sentia, mas não havia entendido uma coisa... Quando quero esquecer de alguns problemas... e até mesmo arranjar forças pra seguir em frente...
. O que será que esta acontecendo com ele...? refletia enquanto via o garoto se aproximar mais dela. Os dois beijaram-se novamente. Aquele beijo pareceu diferente do anterior para ela. Ela não sabia explicar, mas tinha algo diferente, talvez por causa de sua idéia de que algo estava errado com o garoto. Ela conhecia Laguna. Não, não o conhecia pelo beijo porque é meio impossível conhecer alguém tão bem como ela o conhecia apenas dando dois beijos nessa pessoa. (não, o selinho acidental não conta como beijo) Agora que ela não estava tão agoniada como estava a tempos atrás no baile, pode finalmente reparar que seu amigo estava diferente. Agora tinha quase certeza: alguma coisa estava acontecendo com ele e estava disposta a saber o que era.

Quando os dois se separaram, Lenne olhou para o lago e viu que o fenômeno havia acabado. Olhou de volta para Laguna, deste de volta para o lago e do lago voltou a olhar o garoto. Fazendo um sinal com a cabeça para que o loiro a acompanhasse, Lenne sentou-se na grama e abraçou os joelhos, tomando o cuidado para que seu vestido não deixasse a mostra mais do que deveria. Contemplou o lago por vários minutos, como se aquela luz prateada ainda estivesse iluminando as águas do mesmo, as palavras de Laguna ainda martelando em sua mente. Apoiando a cabeça nos joelhos, observou o loiro que olhava o lago como se não estivesse realmente o vendo. Mordeu o lábio inferior e se aproximou mais dele, o abraçando. Quantas vezes Laguna fora ouvinte de Lenne? Inúmeras. Agora era hora de inverter um pouco os papeis.

- Laguna... – sussurrou ao ouvido dele – você esta bem? Não sei, você parece tão preocupado... como se... – pensou na palavra apropriada – como se estivesse carregando o mundo nas costas. Aconteceu alguma coisa?
Laguna Loire
Posted: Dec 7 2006, 02:23 AM


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Aquele momento inteiro por si próprio, já era especial. De todas as vezes que visitara aquele fenômeno no lago, aquele, de longe, era o melhor de todos. O porque disso estava mais do que na cara. Aquele mísero minuto de luz prateada, naquele tempo pequeno em que ambos se beijaram parecia ter durado bastante em sua opinião, e que o mesmo aproveitou cada minuto, como se aquilo fosse a última coisa que fizesse. O Beijo cessou e no momento em que isto ocorreu aquele belo fenômeno no Lago havia terminado. Viu os olhos de Lenne lhe analisarem. Ela havia percebido algo estranho, tinha certeza. Esperava que não fosse algo que tinha dito e ofendido a garota, ou que ela não pensasse besteiras à seu respeito. Pra falar a verdade, agora sob o olhar da garota percebera o quanto estava nervoso, e não sabia ao certo o que pensar, e tentar adivinhar o que ela pensava a seu respeito seria inútil. Balançou a cabeça para espantar aquela confusão de vozes íntimas lhe dando cada uma um conselho diferente deixando sua cabeça a ponto de explodir.

Seguiu o sinal que a amiga fez e sentou-se junto com a mesma. Seu olhar foi no horizonte do Lago e ali se perdeu. Em seu íntimo, desejava aquele brilho nas águas, deixando-as parecendo como uma penseira, a ter que imaginar que depois daquele horizonte, alguém muito importante precisava dele. Ali ficou, não soube por quanto tempo, olhando fixamente para aquele ponto no horizonte. Tinha uma expressão facial até mesmo, meio abobalhada por olhar daquele jeito para o nada, mas no momento havia perdido a consciência do ‘eu’, melhor dizendo, tinha perdido a consciência de tudo. Sentiu ser abraçado, e repentinamente lembrou-se de que estava acompanhado. Aquilo era uma falta de cavalheirismo e educação tremenda, e envergonhou-se de ter se perdido em seus pensamentos e deixado Lenne ali, sem qualquer jeito de entreter a mente. Seus olhares se encontraram, e como num sopro do vento, bem suave e gostoso, o rapaz pôde ouvir suas palavras...

- Laguna... – sussurrou ao ouvido dele – você está bem? Não sei, você parece tão preocupado... como se... – pensou na palavra apropriada – como se estivesse carregando o mundo nas costas. Aconteceu alguma coisa?

O rapaz engoliu o seco. Não era nada que havia dito ou qualquer coisa parecida, Lenne enfim, tinha percebido que ele não estava cem por cento. Agora conseguira traduzir aquele olhar pouco depois, após o beijo. Suspirou e olhou para o Lago mais uma vez. A garota era de sua total confiança, mas não a preocuparia de jeito nenhum. Essa foi a deixa para um conflito iniciasse dentro de si. “ Ela é sua amiga, não há mal nenhum...” Sim, não era mal nenhum, mas aquela outra voz...
“Mas ele pediu segredo total, é melhor não....” Sentiu uma vontade imensa de gritar, e correr, mas não o fez, e no meio daquele conflito todo, optou pelo meio termo. Formou na mente as palavras de que diria, suspirou mais uma vez antes de continuar, e foi...

- Só alguns problemas em casa... – fez uma pausa – é minha mãe... ela está doente, mas não é nada. Se tudo der certo, ela vai se recuperar logo logo!

Forçou um sorriso para ela. Não soube se foi bem sucedido ou não, esperava que fosse. Queria evitar o aprofundamento no assunto, se bem que, apenas por ter dito aquilo, retirara um grande peso de si. Aquele simples desabafo incompleto, fora suficiente para alegrar mais o garoto. Era tudo que precisava desde que entrara no salão para o baile. Agradeceu a garota com as palavras faladas por sua mente e coração, para que, de jeito nenhum entrassem naquele assunto de novo. Não soube dizer ao certo, mas sentiu que a amiga havia sentido suas palavras de alguma forma. Aquilo o aliviou, pelo menos por uma noite, conseguiria dormir mais aliviado e leve.

Retribuiu o abraço da mesma, passando seu braço pelas costas da mesma, e assim ficaram; comunicando-se através de olhares, gestos e carícias. Queria falar à ela o quanto estava linda novamente, mas poderia parecer muito meloso, mas à julgar pelo seu olhar um tanto envergonhado e bobo, achou que ela poderia ter tirado essas próprias conclusões...

- Marlene McKinnon, nunca pensei que isso aconteceria com agente! - sorriu - Mas devo confessar, gostei muito! Não poderia esperar uma noite melhor, e olha que já esperava uma grande noite ao convidar você para o baile!
Marlene M. McKinnon
Posted: Dec 13 2006, 09:19 PM


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Lenne não tirava os olhos do loiro e foi graças a isto que percebeu que a expressão dele mudou quando ela lhe perguntou o que havia acontecido. Pelo suspiro o o jeito como ele desviou o olhar para o lago, Lenne tirou duas teorias: ou ele estava pensando em como contar, seja lá o que fosse, a ela ou ele estava pensando em uma forma de mudar de assunto. Ela simplesmente esperou que ele se decidisse, enquanto ainda deixava seus olhos fixos nele. Marlene e sua mania de sempre olhar as pessoas, observando cada detalhe nelas. Desde pequena era assim; passava horas, sentada numa das mesas do café que sua tia paterna tinha. Ficava lá apenas observando quem ia e vinha, o que às vezes gerava alguns desentendimentos já que havia algumas pessoas que decididamente não queriam ser observadas.

Muitas vezes seus pais haviam ralhado com ela por causa disso, mas era inevitável. Lenne era uma observadora nata e essa era uma das poucas vezes em que a garota conseguia ficar muito tempo quieta, no mesmo lugar, quando analisava as pessoas. Os anos de experiência nessa “área promissora” a fez conseguir identificar o que as pessoas sentiam na maioria das vezes, dando apenas uma boa olhada. O caso era esse; olhando Laguna mais atentamente agora, sua crença de algo estava errado aumentou. Mesmo que ele não dissesse nada a ela, ela não tiraria aquela idéia da cabeça.


- Só alguns problemas em casa... – fez uma pausa – é minha mãe... ela está doente, mas não é nada. Se tudo der certo, ela vai se recuperar logo logo!

Ele sorriu e Lenne teve certeza que era um sorriso forçado. Ela fazia idéia de como ele estava se sentindo, afinal ele, assim como ela própria, era muito apegado a família. Evitando o risco de ser inconveniente e intrometida, a morena decidiu não perguntar mais nada a respeito daquilo, afinal Laguna sabia que eles eram amigos e que ele, quando quisesse, poderia desabafar com ela.

Marlene nunca fora muito boa para conselhos e foi por isso que também não disse mais nada, apenas deixou-se ser abraçada pelo loiro e assim os dois ficaram. Ambos não trocaram mais palavra alguma, mas, como a avó de Lenne vivia dizendo a ela, gestos às vezes valem mais que palavras. Realmente ela tinha razão, pensava a garota naquele momento.

O Silencio instalado entre eles só era quebrado pelos barulhos típicos do jardim durante a noite: grilos, corujas... Suspirou demoradamente e deixou os próprios pensamentos voarem enquanto deslizava uma das mãos pelos cabelos do garoto. Aquela calmaria dos jardins chegava até a dar um pouco de sono a garota, mas ela estava tão bem ali, aquele momento, a noite toda em si, tudo havia sido muito bom na opinião dela. Repousou a cabeça no ombro dele e pareceu que um filme passava pela sua cabeça, mostrando cenas de desde o momento em que ela se arrumava para o baile até aquele fenômeno incrível mostrado por Laguna há minutos atrás...


-Marlene McKinnon, nunca pensei que isso aconteceria com agente! - sorriu - Mas devo confessar, gostei muito! Não poderia esperar uma noite melhor, e olha que já esperava uma grande noite ao convidar você para o baile!

- Também não esperava que isso fosse acontecer, mas também gostei muito.– riu – Você só poderia ter avisado antes de ter me dado aquele selinho, assim eu não tomaria aquele susto enorme que eu tomei, sabe... – ela sabia o que ele faria a seguir: iria se atrapalhar pra tentar explicar o que ela já sabia, que ele não havia tido culpa daquilo. Riu mais ainda quando ele fez exatamente o que ela previra – Calma, é brincadeira.

Lenne achava incrível o fato de, às vezes, Laguna conseguir ser tão previsível. Sorriu com o canto dos lábios e aplicou um selinho demorado no rapaz.

- Melhor irmos – disse quando se separaram – Não quero terminar a noite pendurada pelos tornozelos na masmorra

Levantaram-se e caminharam de volta para o castelo. Dessa vez o silencio era para não serem pegos pelo zelador e/ou sua gata magrela e esquisita. Cortando caminho de todas as formas possíveis, os dois acabaram chegando no corredor do sétimo andar. O salão da Grifinória ficava seguindo por ali a direita, enquanto o da corvinal, se Lenne bem se lembrava, ficava na torre do outro lado. Disse a Laguna que não era preciso que ele a levasse até seu salão comunal. O garoto insistiu bastante, mas Lenne acabou vencendo a discussão e despediram-se ali mesmo. Lenne então caminhou sozinha até o quadro da mulher gorda, sendo bombardeada por perguntas vindas dos quadros por onde passava, mas nem chegando a ouvi-las, tamanha era sua pressa para chegar a seu salão comunal... tinha muita coisa para contar as amigas.


[Off: Lipe, desculpe a porcaria de post que eu fiz. Depois você me mata se quiser. x__X]
Evangeline Lamarre
Posted: Dec 24 2006, 09:40 PM


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Num fim de tarde particularmente delicioso, pois a temperatura estava ideal com ventos gélidos e um resto de sol que não sabia se ficava e lutava contra as nuvens repolhudas ou se ia embora e deixava a noite chegar logo.
Para qualquer um seria um dia de romance, felicidade, passeios e jantares no salão entre risos e conversas.
Menos para um ser estatelado na cama com a camisola totalmente amarrotada.
Era por volta de cinco horas da tarde e uma certa ravina que estava um pouco mal humorada, tinha ficado na cama até tarde depois de uma noite inteira bebendo vinho em trajes sumários no salão comunal da Corvinal.

Mais uma vez tivera como companhia uma garrafa de vinho em uma noite solitária e pensando bem, não era nada mal.

Pessoas tentaram inutilmente acordar Evangeline que respondia coisas sem nexo.
Até que uma das meninas ultrapassando todos os limites e ignorando seu bom senso cutucou a enfezada espanhola.

Além de várias maldições levou uma porrada bem no meio da cabeça do despertador que Eve lançou a esmo por mero reflexo raivoso.
A garota saiu chorando escorada pelas outras colegas de quarto que andavam rápido para não correr o risco de levar algum objeto mais pesado no crânio por puro impulso emotivo.

Mas não adiantava... Ela perdera o sono e estava com vontade de sair daquela torre.

Bufando levantou-se e foi passo a passo entre bocejos e alongamentos até o chuveiro.
Olhou-se no espelho e escovou os dentes tentando livrar-se do bafo de vinho que tinha se proliferado em sua boca, afinal bafo de álcool não é perfume.

Deixou a água fria correr pelo seu corpo enquanto lavava os cabelos longos com um xampu de rosas vermelhas.
Enquanto ensaboava a pele morena, pensava nas possibilidades de uma nova vida naquela terra.

Eve ficou mais animada depois da chuveirada revigorante e se preparando para descer terminou de tomar seu banho e se arrumou.
Vestia uma minissaia de prega xadrez com uma regata preta decotada escrita em vermelho-cromado: [ I do it , but not with you], pra completar o look colocou uma meia 7/8 arrastão preta com botas de guerrilha.

Soltou os cabelos e fez uma maquiagem básica ( muito lápis preto e rímel nos olhos e um batom vermelho sangue nos lábios )
Pra finalizar colocou uma de suas cruzes góticas, dois cintos de rebite 1 preto e 1 vermelho e luvas de dedo cortado.
Pegou sua mochila e colocou lá dentro seu álbum para poder apreciar com calma as fotos das pessoas que amava e ter algo o que fazer fora do castelo.

Antes de descer colocou sua cartola de cetim negro e lustroso e desceu as escadas, tentou sentar-se na mesa da Corvinal, mas a quantidade de pessoas que ficavam chocadas com o visual daquela garota começou a encher o saco da já não tão paciente morena.

Pra completar, a menina que estava com um galo na testa começou a cochichar e olhar pra Eve como se ela tivesse uma doença contagiosa.
Dando o dedo do meio pra menina e com uma cara péssima saiu da mesa de sua casa carregando seu álbum de fotos e intimamente satisfeita com a cara de pânico da garota.

Não tinha um rumo certo então foi olhando a paisagem e admirou o lugar que era simplesmente magnífico.
Hogwarts tinha uma atmosfera leve, meio elétrica, o que deixava a garota sentindo-se muito bem vinda e satisfeita com suas escolhas.
Deixou suas pernas a guiarem e antes que tomasse consciência do que estava fazendo foi parar nas margens do lago.
Era um bom lugar. Agradável, com uma brisa fresca e levemente gelada que deixava o ambiente propício a devaneios e tranqüilidade.

Encostando-se a uma das frondosas árvores que ali havia a morena conjurou uma caneca com um chá bem forte e olhando rapidamente para os lados tirou sua garrafinha de bolso da liga e batizou o mesmo.
Bebericando o chá e observando a Lula gigante brincar com os tentáculos seus pensamentos voaram longe.

Recostou-se preguiçosamente na árvore e fez desaparecer o recém terminado chá. Conjurou um cobertor preto com a estampa de uma vaca decepada e cobriu as pernas para aquecer o corpo que começava a tremer com o vento mais gelado que começava a soprar.

Ainda vendo a lula começou a cantar uma música que remetia a sua infância.
No colo de sua avó ouvia ela cantando para embalar os sonhos da mesma canções de uma banda de rock trouxa chamada Pink Floyd.
Lembrando se claramente da sonoridade e da letra foi cantando com sua bela voz de toque roufenho e meio gutural:

Bath of tequila, Manuel
Leaf and cringle
Laugh at my lisp and kill you

I think
This Spanish music
It sets my soul on fire
Lovely seniorita
Your eyes are like stars
Your teeth are like pearls
Your ruby lips seniorita...


Foi ficando sonolenta até cochilar ali mesmo na árvore sem nenhuma cerimônia.
Sirius A. Black
Posted: Dec 25 2006, 11:37 PM


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Digamos que a noite de Sirius não havia sido das melhores, pesadelos e sentimentos ruins foi a única coisa que ele sentiu durante aquela noite de sono, tudo por causa do baile e sua briga com Marlene, mas ele já havia decidido superar tudo aquilo, após a briga ele entrou no dormitório e foi diretamente durmir, sem mais palavras. No dia seguinte, ele não conseguia sair da cama, nem mesmo seus companheiros de quarto conseguiram tal feito, mas passado algum tempo, ele decidiu por si mesmo levantar.

Estava com fome e muita sede, era um sintoma evidente de ressaca, foi até a cozinha, usando passagens secretas é claro, não queria que ninguém o visse naquele estado, foram apenas 5 garrafas, o suficiente para saciar sua sede, juntamente com um prato delicioso de Panqueca de Aliche, sua favorita sem dúvida. Após estar sem fome, ele ainda não se sentia nem um pouco disposto, para absolutamente nada. Passavam das 2 da tarde, e ele ainda passeava em Hogwarts de pijama.

Voltou pro seu dormitório, e diferente dos outros dias, Sirius estava evitando a todos, isso sem excessões. Tomou uma ducha fria, e trocou-se, colocou uma camiseta branca com alguns desenhos em preto, uma jaqueta preta de couro, uma calça jeans um tanto surrada com algumas partes rasgadas, ele mesmo havia rasgado a calça, em sua forma animaga, para finalizar um All Star vermelho, uma iguaria trouxa que ele havia conseguido comprar a pouco tempo.


" Hora de encarar o mundo!"

Sirius saiu de seu dormitório pouco mais de 4 da tarde, estava a fim de aprontar, neste momento todas as sensações de melancolia e fadiga haviam sumido, e de uma vez por todos ele resolveu ir em frente, e esquecer Lenne. Ele estava muito disposto e até mesmo quem o conhecia bem, poderia jurar que ele estava em um de seus melhores dias.
Ele caminhava em Hogwarts, com um certo ar de autoridade.


" O rei esta devolta, Hogwarts prepare-se!"

Cumprimentava todos os grupinhos de garotas, que o olhavam rindo, ele entendia muito bem aqueles risos, por isso não deixava a oportunidade escapar. Depois deste desfile ele caminhou até o Lago, encantado com a paisagem, a tarde estava deliciosa, estava em seu fim, naquele momento em que a noite começa a chegar. Ele caminhou quieto apenas observando que o Sol, logo começava a se pôr. O frio da noite começava a chegar, uma brisa fria, fazia ele sentir um leve arrepio.

Aquela tranquilidade deixava-o calmo com em tempos ele não se sentia, talvez aquela calmaria fosse apenas sinal de que logo tudo ia mudar... mas a calmaria foi envolvida por uma voz belissima que entonava uma música que logo foi conhecida por ele, procurando a voz, encontrou então uma garota recostada em uma árvore, quase adormecida, Sirius mirou-a bem, ainda não havia a visto em Hogwarts. ela só podia ser nova, visto que o maroto conhecia quase todas as garotas de Hogwarts.

Aproximou-se levemente para não acordá-la, sentou-se ao seu lado recostado na árvore. Deu um tossida para ser notado, então deu um leve sorriso.


- Sabe, você é a primeira garota que eu vejo que gosta de bandas trouxas, principalmente Pink Floyd.

Enquanto falava ele passava as mãos levemente pelos cabelos, em seguida a estendeu. Passava a notar então o quanto a garota era bonita, além de estar vestida e maquiada de uma forma um tanto selvagem, diferente mas bonito.

- Sou Sirius Black, Grifinória, como se precisa-se de apresentação. - fez um sorriso convencido em seguida trocou por uma cara de interrogação - A Spanish Piece?! Se não me engano. Poderia saber porque tanta saudade da Espanha?

A encarou por alguns segundos, logo em seguida sau mente marota foi invadida por pensamentos divertidos, seu sorriso se iluminou, um sorriso de quem vai aprontar, e das boas. Ele levantou, sem muita cerimônia tirou su jaqueta e o seu tênis. Olhou pra ela novamente.

- Topa?!
Evangeline Lamarre
Posted: Dec 26 2006, 01:52 AM


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Evangeline adormecera como antigamente e conseguira ter doces sonhos com a sua amada terra. Por mais que ela tivesse nascido na Romênia ela amava a Espanha de uma forma louca.
Tudo naquele lugar a remetia a felicidade: A vila bruxa onde tinha as férias mais divertidas da sua vida, os aromas doces e apimentados da cozinha da casa, a essência de rosas e canela que sua avó preparava para a mesma, as brincadeiras no lago de águas refrescantes, as danças e rituais secretos que fazia com sua avó no jardim, o abraço apertado daquela mulher que tanto a compreendia, os porres fenomenais e os chás de pós-ressaca de tequila que ambas tomavam rindo a beça dos impropérios que falavam, principalmente quando ela e sua avó subiam nas mesas dos bares e começavam a dançar música flamenca como duas loucas - e eram bastante aplaudidas por suas coreografias ...

- Cof cof

“O que diabos é isso”

- Cof cof

Eve abriu os olhos de forma lenta, mas com a curiosidade atiçada pelo barulho estranho.
Ainda meio zonza deparou-se com um belo rapaz sorrindo de modo cativante e realmente não sentiu raiva por ter sido despertada.

- Sabe, você é a primeira garota que eu vejo que gosta de bandas trouxas, principalmente Pink Floyd.

Dando uma gostosa gargalhada Eve disse sorrindo com seu jeito sarcástico e bastante simpático:

- Então você não conhece meninas decentes.

Eve achava engraçado o jeito que o garoto passava a mãos nos cabelos lisos tentando jogar charme para cima dela.
Riu ainda mais quando reparou que seus olhos azuis percorriam seu corpo, ele estava a comendo com os olhos e sabia que se fosse ligiglimente veria as imagens mais sórdidas e depravadas provindas da mente daquele garoto.
Ele voltou a falar e Eve voltou à atenção para os olhos do rapaz. Tinha várias manias e uma delas era reparar fixamente os olhos dos interlocutores.

- Sou Sirius Black, Grifinória, como se precisa-se de apresentação. - fez um sorriso convencido em seguida trocou por uma cara de interrogação - A Spanish Piece?! Se não me engano. Poderia saber porque tanta saudade da Espanha?

Eve chegou perto do garoto e sem a menor cerimônia deu um selinho nos lábios do guri que agora chamaria de Sirius.
Afastou-se do rapaz que a olhava meio embasbacado e sorriu de modo amplo e gentil:

- Prazer Sirius sou Evangeline Lamarre e também ravina, mas se me chamar de Evangeline ficarei irritada e serei obrigada a lhe dar um soco no meio da cara e como você parece bem preocupado com sua grande beleza lhe aconselho a me chamar de Eve.

A garota colocou a mão no decote e tirou um cigarro de menta do meio dos seios avantajados. Acendeu o mesmo e olhou para Sirius.
Deu uma tragada, soltou a fumaça fazendo círculos no ar e como se um estalo ocorresse em sua mente à ravina olhou para ele e disse de modo bem calmo como se comentasse sobre o tempo:


- E a propósito esse beijo que lhe dei não envolve nenhuma vontade de fazer sexo selvagem ok. É uma mania que eu tenho e espero que você entenda. De puta eu só tenho a cara e nada mais.

Eve falara isso de modo casual e demonstrara com sua naturalidade que realmente não tinha nenhuma intenção pervertida com Sirius.
Era muito recente a morte de seu noivo e não tão cedo a garota pensaria em olhar para outro homem.
Por mais belo que aquele rapaz fosse sua alma e corpo perteceriam para sempre a Thorne e isso chegava a doer de tão claro.
Mudando o rumo dos pensamentos antes que começasse a chorar, Eve falou animada de sua terra do coração:

- A sim Sirius, morro de saudades da minha Espanha.
Além de ser a terra mais encantadora desse mundo, ter as pessoas mais divertidas, os feitiços mais poderosos, os homens mais belos e a tequilla mais deliciosa, é o lugar onde minha avó mora.
Adoro lá também porque posso andar de moto sem ninguém encher meu saco pois meus amigos são totalmente loucos.
Lembro de meus porres e brigas de bar que sempre acabavam numa animada seresta com mariacchis


Terminou o seu cigarro e ficou surpresa com o sorriso que Sirius a deu.
Sabia que aquele garoto não tinha lá uma cara muito santa, mas começar a tirar a roupa na frente de Eve já estava um pouco além do que ela imaginava como uma calorosa recepção.
Ele olhava para o lago com uma expressão endiabrada de criança hiper-ativa que vai pintar a parede com batom e a garota entendeu num átimo as intenções dele.

Quando ouviu o “topa”, pensou por 5 segundos:
Puta merda, isso provavelmente vai dar numa suspensão...
Menos de uma semana e você já arranja problemas garota?!
Cacete eu prometi pra minha mãe de que me pouparia de mais problemas...
Mas a situação é tão tentadora...


Simplesmente ela disse:

- Ok, que se dane tudo mas não entro nessa água a seco não...

Pegando sua garrafinha de bolso da liga acoplada a sua coxa, bebeu um grande gole de conhaque e sentiu os efeitos calorosos da bebida em seu corpo.
Enxugou a boca com o braço e soltou o ar se sacudindo feito cachorro para que seu sangue circulasse e o frio que sentia se extinguisse mais rápido.

Fez um feitiço e transfigurou sua roupa num biquíni preto com uma calcinha feito cueca feminina e o top um pouco mais largo para impedir que seus seios bem generosos pulassem para fora enquanto ela nadava.

Eve colocou a mão na cintura e encarou Sirius como se o desafiasse:

- Vai ficar olhando pros meus peitos com essa cara de bocó ou vai tirar o resto da roupa? Vamos logo rapaz agora que deu a idéia vamos nadar de uma vez.
Sirius A. Black
Posted: Dec 31 2006, 01:31 AM


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Sirius ao ver Eve imaginava alguém altamente delicada e angelical, mas foi só ela abrir a boca, que ele logo notou que ele era do jeito que ele gostava, não sexualmente falando, mas sim em amizade, exatamente o que ele precisava uma amiga pra lhe dar ânimo, pra fazê-lo esquecer o dia anterior, e era isso que estava acontecendo, seu olhar melancólico foi logo trocado por um divertido, principalmente quando a garota lhe deu um selinho, não esperava tão atitude por isso tomou um susto, mas pode-se dizer a grosso modo de que ele adorou, principalmente porque era diferente do que a maior parte das garotas de Hogwarts fazia. Ela bebia, fumava e falava de sexo normalmente. Sim, faltava muito isso em Hogwarts, pessoas sem preconceito e que não sejam oprimidas. Ouviu então ela falar sobre a Espanha, e mesmo sem nem ao menos conhecer, sentiu uma vontade de ir, principalmente pelo Porre e pessoas bonitas.

Ao levantar-se e convidá-la pra nadar, ele então acabava de tirar suas roupas quando ela deu uma golada de alguma bebida, e logo pos um biquini, Sirius deu uma olhada em como se corpo era bonito mas logo ouviu um comentário que o fez rir, não sentiu-se envergonahdo, pois estava olhando mesmo pra ela, e isso não tinha nada demais, visto que o que é bonito é pra se olhar!


- Deixa eu entender, sem sexo selvagem, mas vai nadar comigo. - arqueiou uma sombrancelha - Relaxa, não vou te comer com os olhos, e nem babar, só estava notando que os seus peitos cresceram, quero dizer agora mais eles parecem maiores do que na blusa... Você me entendeu.

Ele deu um sorriso maroto, e começou a tirar as peças faltantes, que era suas calças e camisa, ficando apenas de cueca, que era uma samba-canção, estampada especialmente pra ocasião, era preta com desenhos de ossinhos pequenos, era meio colada, mas perfeita pra nadar livremente. Ele ajeitou seu cabelos, sim ele sempre se preocupava com ele, então foi até a beira do lago encostou seu pé na água e notou que estava realmente fria, visto que a noite já estava chegando, uma brisa fria soprava naquele momento, deixando-o arrepiado até a espinha, o Sol estava se pondo. O ar estava leve e frio, como todos os fins de tarde, mas nem mesmo este frio o inibiu de pular no lago.

Ele correu e deu um salto um tanto exibido, como sempre. Ao entrar na água ele sentiu um choque inicial devido a temperatura baixa da água, mas logo ele deu um mergulho, indo a superficie ver se Eve já tinha pulado. Ao vê-la saltando começou a rir, descontrolavelmente, a garota realmente havia entrado no lago. Era realmente dificil achar alguém que fizesse isso geralmente as garotas tinha que ser jogadas por ele lá dentro.


- Se ficar com frio, pode me abraçar que eu te esquento! Mas ai vai ter que ter sexo selvagem! Afinal, tenho que ganhar algo em troca de calor.

Ele dizia brincando, pois senti-se completamente a vontade com Eve, nem mesmo ele sabia o porquê mas sentia que aquela amizade prometia. O tempo foi-se passando, a noite chegando, e o frio cada vez mais cortante, e Sirius nem ao menos notava, pois a conversa era muito animada, divertida e solta, fluindo de forma natural, às vezes até mesmo pervertida, mas não deixava de ser divertida, pois Sirius esquecia-se completamente de tudo ao seu redor, e já não tinha preocupações em sua mente, a não ser, a de não se afogar, mas isso era um detalhe já que ele nadaav desde os 8 anos de idade, quando passou as férias com sua família na praia.

- Creio eu que isto seja melhor que sexo selvagem, em partes... - então ele passou a boiar e olhar a Lua - Duro é quando a água gelada bate no saco.
Evangeline Lamarre
Posted: Jan 4 2007, 04:24 AM


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- Hey Sirius, meus peitos nem são tão grandes assim então acho melhor parar de comentar sobre eles, pois assim vão acabar caindo.

Eve assistia a Sirius tirar a roupa e sentia uma afeição especial por ele. Nada que consistisse desejos carnais e sim algo fraterno. A garota sempre acreditara em coisas como karma e vidas passadas e algo a dizia que já conhecia aquele garoto a muito mais tempo do que poderia se recordar.
Era como se eles já tivessem se conhecido há anos.
Os trejeitos e as personalidades se combinavam perfeitamente.
Black era tão ou mais louco do que ela, tirando a parte perigosa dos cigarros.

Ele a aceitou sem nenhum tipo de preconceito estúpido ou perguntas sobre sua nobreza, o que a confortou e a deixou feliz como não se encontrava há um mês.
Sim fazia um mês que Thorne havia morrido e por mais inconveniente e repetitivo fosse esse sentimento era e seria muito difícil que ela parasse de recordar toda a felicidade que vivera com seu falecido noivo.
Pensar que em um ano eles estariam casados e tão exultantes quanto um casal poderia estar.

Era uma injustiça muito grande ver um rapaz com plena saúde ser enterrado no auge da sua juventude e vontade de viver.
Ninguém tinha que morrer antes de conhecer as coisas boas da vida.
Eve sabia disso e por mais estranho que fosse, por mais que Thorne fosse o morto ela sentia-se por dentro a criatura mais infeliz do mundo.

Estava oca. Nada tirava de sua mente e muito menos de seu coração.
Nada a faria esquecer que na noite que ela e Thorne teriam sua primeira noite de amor aquela tragédia aconteceria...
Nunca mais poderia sentir nada por alguém como sentira com seu amado noivo.
Por isso esse senso de humor agressivo. Ela sempre fora esquentada mais a perda de Thorne só contribuiu para que ela vestisse a carapaça grossa e falsa de mulher inatingível.

Para todos Eve era a fortaleza que nunca era derrubada e não se abalava com nada.
Por dentro ela sentia-se como a mais pobre casa de sapê que com o próximo vento iria desabar de vez.

Eve estava perdida em seus pensamentos quando escutou um barulho bem alto e logo em seguida sentiu um jorro de água gelada se chocar contra sua pele. Vendo como a água estava gelada falou em tom alto e claro para exprimir sua surpresa:

- Puta que pariu!

Bebendo mais um grande gole do conhaque da sua frasqueira de bolso ela sem pensar duas vezes se jogou de cabeça no lago.
Sua primeira reação foi xingar mais meia dúzia de palavrões dos bem cabeludos e se sacudir até que se acostumasse com a temperatura.
Não estava dando muito certo por que ela arfava e colocava a mão no peito para ver se a falta de ar passava. Depois de uns 15 segundos de desespero, o conhaque e os pulos (ou será que foram os palavrões?) e ela conseguiu se sentir à vontade.

Sirius ainda tinha a cara de pau de zoar a garota que quase morrera congelada naquele lago.

- Se ficar com frio, pode me abraçar que eu te esquento! Mas ai vai ter que ter sexo selvagem! Afinal, tenho que ganhar algo em troca de calor.

- O máximo que eu te dou é um gole do meu conhaque querido.
Pois se depender de mim pro sexo selvagem vou te deixar literalmente na mão.


Após responder Sirius Eve danou a gargalhar de seu modo histérico e alto que as vezes assustava as pessoas.
Mas ali só serviu para que ambos gargalhassem felizes por simplesmente poderem nadar em um lago falando abobrinhas.
Sirius literalmente fazia bem a Eve. Enquanto eles nadavam, ela não conseguia de modo alguém pensar em algo triste.

Os assuntos era muito variados e rumavam para pontos em comum como gosto musical, marca preferida de bombas de bosta, as festas mais insanas que já participaram, e às vezes até pra uma putaria básica e totalmente marota que em nada mudava o clima fraterno, só aumentava a confiança e afeto imediato um pelo outro. Na cabeça de Eve, Sirius agora era seu irmão e ai de quem tentasse machucar ou perturbar ele.
O tempo ia ficando cada vez mais fechado, um céus azul-petróleo começava a ser salpicado por estrelas e os ventos estavam mais enrregelantes do que nunca.
Eve poi-se a boiar e olhar a Lua e de vez em quando mergulhava para ajeitar os longos cabelos negros que dançavam soltos pela água.

- Creio eu que isto seja melhor que sexo selvagem, em partes... Duro é quando a água gelada bate no saco.



Outro ataque de risos e Eve respondia com seu jeito sacana:

- Tadinhas das suas bolinhas Sirius, mas fique tranqüilo que quando eu for pra minha torre me lembrarei de fazer lindos gorrinhos de lã para elas e para seu pinto. Afinal já pensou que perigoso se ele fica gripado e começa a espirrar sem controle?!

Eve riu do impropério que falou e continuou a conversar com Sirius. Entre gargalhadas e aloprações finalmente o vento frio ganhou. Com a pele toda enrugada, Eve olhou para seu parceiro de nados noturnos e sorriu batendo os queixos:

- Hey Sisi vamos sair daqui se não vamos ficar ainda mais parecidos com maracujás de gaveta...
Sirius A. Black
Posted: Jan 5 2007, 03:25 AM


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Deu uma tossida de reprovação, mesmo que fosse brincadeira, não seu membro não se chamava pinto, como um qualquer, até mesmo pra isso Sirius havia colocado nome, uma de suas excêntricidades. O nome dele era Totó, el Matador. Como era conhecido nos dormitórios femininos por aí.

- Eve, não fala assim com ele, ele tem nome, se chama Totó. Quer cumprimentá-lo?!

Ele começou a rir então, era apenas uma brincadeira, lógico. O tempo ai se passando e a noite firmava-se cada vez mais, ia ficando escuro e frio, deliciosamente aproveitada, mesmo assim, começaram a sentir o frio. Eve até mesmo comentou que estava na hora de irem entrando, o que Sirius não protestou, pois sua pele já estava mesmo enrrugada, daquele jeito que fica quando se passa muito tempo na água, e seus dentes também começavam a bater, mesmo que dentro da água ele sentisse um calor aparente, que era ilusório, pois era só por alguma parte do corpo pra fora, que podia-se perfeitamente sentir que a noite não era das mais quentes. Ele já nem sabia quanto tempo havia se passado, seu relógio havia ficado pra fora junto com suas preocupações.

Mas era tempo de realmente ir, então em um sopro de coragem, ele correu até a margem, sentindo um frio enorme se apossar de seu corpo. Uma brisa fria batia contra ele, fazendo ele sentir cada vez mais frio indo pegar suas vestes rapidamente, vestiu muito rápido, pra não perder o calor, poderia muito bem lançar um feitiço pra se seca, mas qual seria a graça, esperou então até que Eve se vestisse e num de seus subitos atos de loucura, pegou ela no colo, e foi carregando durante todo o jardim e castelo.


- Aproveita que não é todo dia que Sirius Black, faz isso. E não se acostuma não, ao menos que queria conhecer melhor o Totó. A proposito, ele ficou honrado em te conhecer, e te chamou pra tomar um chá mais tarde.

Sirius falava tudo rindo, especialmente, porque não era em tudo verdade, apenas mais uma de suas brincadeiras infames, onde queria apenas se divertir, e não causar constrangimento, nem nada, afinal, ele sentia que Eve não era como as outras, que podia confiar nela, além de ter ali uma aliada, e não uma inimiga.

Conforme iam passando por Hogwarts, eles acabaram atraindo alguns olhares curiosos e comentários invejosos, o que era normal, afinal, Sirius era em sumo popular, e andar daquele jeito com uma garota, nunca foi seu estilo, pois geralmente são elas que o carregam. Finalmente Sirius chegou no Salão Principal, onde a descarregou.


- Aqui que seu humilde servo lhe deixa! - piscou divertido, foi até ela e lhe deu um selinho - Espero que tenha bons sonhos e que vá direto pro seu dormitório, e não se esqueça: " Durma comigo e sonhe com os anjos!"

Foi então que ele se despediu dela, dando um último sorriso maroto e fazendo um "revolvinho" com a mão, onde fazia com que quse tudo que ele havia dito, seja uma piada. Óbvio, aquela altura, Eve já sabia que aquela era uma de suas frases, mesmo estranha, sempre funcionava.

Foi então uma caminhada rápida até o dormitório, quando se esta feliz o tempo simplesmente voa. E ninguém naquela noite poderia estar mais feliz que ele, ele sorria largamente, agora sem sua jaqueta, afinal carregar Eve, lhe deu um calor extra que a noite não oferecia, segurava sua jaqueta pela gola, e ia caminhando dando até mesmo uma demonstração, de "Sing in the rain" girando em alguns pilatres, quando os encontrava. Parou inclusive em alguns grupinhos de fãs, as Sirietes, como ele chamava.


- Pois é meninas, a noite esta maravilhosa!

Até que ele entrou para o Salão Comunal, onde nem ao menos parou, indo direto pro seu dormitório, onde encontraria seus amigos, e colocaria em dia as novidades. Que eram muitas já que desde o baile não conversavam direito, no mínimo saberia quem foi com quem no baile, e tudo que seus amigos haviam aprontado naquela noite, ele também contaria o que havia feito, desde aquela manhã, o encontro com Eve e tudo mais.
Evangeline Lamarre
Posted: Jan 20 2007, 03:58 AM


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- Eve, não fala assim com ele, ele tem nome, se chama Totó. Quer cumprimentá-lo?!

- Ah sim, claro. Vou apresentá-lo a Tita, e antes que pense merda é só o nome da minha adaga de estimação que ganhei especialmente do meu avô para esses convites.

Eve caiu na gargalhada mais uma vez junto de Sirius, mas nem rindo seu frio passava.
Era sim uma garota bastante calorenta, mas não o suficiente para resistir ao mau tempo daquela noite.
Os poros de sua pele se destacavam e quando se levantou e sentiu a forte rajada de vento decidiu de uma vez sair da água bem rápido e ir embora dali o mais depressa possível.

Seus dentes rangiam e seu corpo tremia involuntariamente. Não tinha noção de que horas eram, mas sabia que se demorassem mais um pouco por ali seria o suficiente para ir para a detenção em menos de um dia.
Seguindo o exemplo de Sirius, Eve saiu da água correndo e a primeira coisa que fez fora da água foi tomar um grande gole de conhaque da sua frasqueira de bolso.

Se sacudindo e balançando o cabelo como se estivesse em um show de heavy metal a garota tirou o excesso de água gelada do corpo e colocou a roupa mal e porcamente.
Seu vestido ficava grudando na pele, mas ela não estava se importando nem um pouco.

Depois de tanto sacudir os cabelos eles estavam despenteados e cheio de pseudocachos
Que caiam sobre o rosto da mesma simplesmente deixando com mais cara de louca.

Antes que Eve falasse qualquer coisa foi pega de surpresa por Sirius que a colocou no colo e sorriu de modo sem-vergonha.


- Aproveita que não é todo dia que Sirius Black, faz isso. E não se acostuma não, ao menos que queria conhecer melhor o Totó. A propósito, ele ficou honrado em te conhecer, e te chamou pra tomar um chá mais tarde.

Eve tomou uma postura de dama inglesa e olhando para as calças de Sirius falou em tom educado e requintado.

- Ficaria honrada, mas como sou uma dama muito prendada e tímida estarei em meus aposentos antes das oito para fazer os deveres de casa. Mas ficarei lembrando de seu convite enquanto bordo toquinhas e casaquinhos para você.

Conforme iam passando pelo caminho (e deveriam estar muitos bizarros) a quantidade de pessoas que paravam e apontavam embasbacadas para ambos era muito grande.

Depois de alguns segundos, Eve reparou que a maioria dos olhares era de inveja, como odiava despeito começou a gargalhar e quando alguma menina se exaltava e fazia algo idiota como bufar ou cutucar as amigas para olhar Eve fazia gestos obscenos indicando que tinha feito tanto sexo que precisava ser carregada por Sirius.

Quem achava que a ravina era louca agora tinha certeza.
Os comentários iam ficando cada vez mais maldosos e um sonserino loiro falou em tom debochado e audível:

- Quem será a Corvinal idiota que o Black traçou? Em breve saberemos é só esperar ela aparecer chorando por que se arrependeu de ter dado muito mais do que devia...

Rindo Eve respondeu sendo perspicaz como sempre:

- Chamo-me Eve Lamarre e acho que você deveria trocar sua tendinite por uma garota de verdade... Conselho de amiga... Assim você coloca algo bem grande na boca e a ocupa com algo produtivo para parar de invejar quem sabe se divertir...

Deixando o garoto junto de seu grupinho com cara de tacho eles andaram mais um pouco até que chegaram no Salão Principal e Eve foi posta de pé novamente.


- Aqui que seu humilde servo lhe deixa! - piscou divertido, foi até ela e lhe deu um selinho - Espero que tenha bons sonhos e que vá direto pro seu dormitório, e não se esqueça: " Durma comigo e sonhe com os anjos!"

Retribuiu o selinho de Sirius e se despediu dele com um sorriso:

- Sorry cowboy, mas te troco por uma garrafa de tequila e terei a quantidade de amiguinhos que quiser para velar minha ressaca.

Ali eles acenaram e Eve seguindo o caminho do dormitório, ávida por um banho quente e roupas secas foi dançando e cantarolando o refrão duma música que era de uma banda trouxa muito famosa e adorada pela mesma:


I wanna rock and roll all night and party everyday
I wanna rock and roll all night and party everyday


Sacudia os cabelos negros e balançava os braços, totalmente compenetrada na música.
E assim foi subindo as torre direto para seu quarto sem nem prestar atenção nas pessoas ao seu redor de tão entretida em sua música
Após seu banho dormiu rapidamente e teve uma bela noite de sono.
Andrômeda Black
Posted: Feb 16 2007, 07:57 PM


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Após a briga com Thomas me retirei da festa. É incrível como quase sempre tem algo para estragar minha diversão... Minha farra. O que eu quero dizer é que quase nunca eu me divirto, sempre tem que ter algum engraçadinho pra acabar com a minha felicidade ou diversão. Francamente, acho que estou sendo perseguida. Talvez seja uma onda de azar repentina e horrorosa... Que fica me perturbando o tempo inteiro, que não gosta de ver eu me divertindo. Porque eu não posso ser como minhas irmãs? Sabe... Bonitas, amadas e paparicadas por toda a família e tal... Porque eu tenho que ser praticamente o ser rejeitado da família? Às vezes eu odeio ser eu, às vezes eu queria ser alguém normal, ou seja, alguém que não carrega o nome Black. Pense como seria divertido não ser julgada pelo nome, casa ou então aparências. Pense como seria bom ser só você, sem ter que se preocupar com o que sua família pensa de você, sem ter que dar a mínima importância para a casa que você está, sem ter que casar com quem você não quer casar, só pra honrar o nome da família... É, pois é, bem vindo a minha vida. Vida? Não... Talvez isso não seja uma vida, ao menos não a vida que eu idealizei para mim, não mesmo. Eu gostaria de poder ser só a Andrômeda e não ter um nome tão importante, meus pais me amariam como eu sou, e se orgulhariam se eu estivesse na grifinória, sonserina, lufa-lufa e até mesmo na casa em que estou hoje... Corvinal. Mas não, tem que ser comigo. Como se minha vida já não estivesse ruim o suficiente, como se eu já não estivesse mentindo para meus pais, como se eu já não estivesse noivada com um cara que eu não amo, como se eu não tivesse que ser o que meus pais querem e fazem questão que eu seja. Talvez seja eu porque eu tenho estrutura... Mas eu não tenho tanta estrutura assim... Acho que a única coisa boa que vai acontecer esse ano vai ser eu me formar e me tornar auror, aliás, espero que não ocorra nenhum problema, porque se meus pais descobrirem vão me transferir para outro curso, e eu vou levar uma puta de uma comida de rabo e uma porrada de cinta que eu nem te conto... PORQUÊ COMIGO? Eu não nasci para ser Black, eu não nasci para ficar obedecendo às ordens de papai e mamãe que nem Narcissa e Bellatrix fazem, não nasci para casar com quem eu não quero, não nasci para ficar honrando a família sem necessidade aparente, não nasci para ser BLACK. Porque Merlin me colocou nessa família tão estúpida? Eu devo ter colado chiclete na barba dele.

Fui caminhando sem rumo pelo castelo, minha mente estava vazia e eu não podia pensar em nada, eu não fazia muita questão de ficar pensando, pensar em certas situações só piora, às vezes. Fui caminhando devagar, a noite estava abafada e quente, mas eu ainda podia sentir uma leve brisa bater contra meu rosto e levantar quase nada meus cabelos, já que os mesmos continuavam lisos e pesados. Não sei porque, eu não conseguia formar nada novo, como disse, minha mente estava vazia. Passei caminhando lenta pelo jardim, parei por alguns minutos, observando as flores e suas pétalas aveludadas... Talvez seja legal ser uma flor vermelha, para poder trazer felicidade a quem às recebe, nem que seja por um breve momento. Em volta das flores, vaga-lumes brincavam e deixavam aquele jardim mais belo e mais brilhante, como se varias pequenas luzes de natal rodeassem aquelas flores. Após a breve parada, continuei a andar mais adiante, mas ainda sim sem nenhum tipo de rumo ou coisa especifica. Eu só queria ficar sozinha, longe das pessoas... Eu queria fugir, mesmo que fosse um ato covarde, eu queria. Queria me afastar, ficar horas e horas sozinha. Ver a lua se por e o sol nascer, iluminando tudo com um dourado tão lindo e tão perfeito, que seria capaz de acalmar o coração mais agitado, o coração mais abalado, o mais machucado.
Ao continuar meu passeio, percebi que meus pés haviam me levado ao lago negro, talvez fosse o lugar onde eu pudesse me esconder de todas aquelas pessoas. Talvez encontrar paz, harmonia, sossego total. Ao menos era o que eu esperava.

Sentei-me na beira do lago e tirei meus sapatos, colocando-os ao meu lado, para não perdê-los na escuridão. Logo uma idéia simples e prática me ocorreu, tirei minha varinha da cinta que a prendia. - Lumus. - Sussurrei sem muito entusiasmo, a varinha logo se acendeu, mostrando o lago deserto e escuro, as árvores e a parte onde eu estava sentada, tudo parecia estar em seu lugar. Debrucei-me sobre o chão e fiz uma arapuca para deixar a varinha encostada em algum lugar, iluminando, sem eu ter que ficar segurando a mesma, não estava com vontade de ficar segurando aquele negócio, não, obrigada. Após me levantar, e voltar a sentar sobre o gramado fresco, passei as mãos levemente sobre minhas pernas e coloquei meus pés de leve sobre a água do lago, os afundando devagar. A água estava geladinha, o que era bem refrescante já que fazia uma noite quente. Se eu me preocupava com a Lula? Não, não me preocupava, ela deveria estar dormindo uma hora dessas e provavelmente entenderia que eu não quero ficar cutucando-a como a maioria dos alunos faz, e sim, que quero ficar em paz, sem nenhum tipo de perturbação aparente.
Coloquei as pontas de meus dedos finos e ossudos na beiras do lago, sentindo as pedrinhas e a terra molhada, era tão agradável poder sentir aquela sensação, aquele silêncio gostoso... Aprofundei meus dedos e peguei algumas pedrinhas, escorregando-as para a palma de minha mão e as apertando firmemente entre meus dedos. Sacudi de leve minha mão, escorrendo o excesso de água, colocando as pedrinhas sobre minha perna e enxugando a mão molhada sobre meu vestido, atirando em um punhado sobre o lago.


- Sing to me the song of the stars, of your galaxy dancing and laughing and laughing again. When it feels like my dreams are so far, sing to me of the plans that you have for me, over again - Cantava, minha voz ecoava pelo lago e suas propriedades em uma doce e afinada melodia. Minha voz se expandia, tornando cada parte daquele local mais cheio de vida e amor, se tinha uma coisa qual eu sabia fazer, era cantar. Mas só fazia bem isso quando percebia que estava sozinha, sem ninguém para me observar, sem ninguém para tirar minha concentração. Ted, meu melhor amigo, sempre cantava essa música para mim quando eu estava brava, irritada ou abalada. Sempre me acalmava, mas agora... Ele não estava lá comigo, por tanto, teria de cantar sozinha.

Deitei-me sobre o chão, meus cabelos envolvendo-se com a grama e meus braços abertos sobre aquele chão refrescante.
- I give you my destiny. I’m giving you all of me. I want your symphony, singing in all that I am, at the top of my lungs I’m giving it - E continuei a cantar a música, deitada sobre o chão, sentindo a brisa mais forte dessa vez, bater sobre o rosto e acalmar o espirito. Todos os meus pensamentos saiam de minha cabeça e eu podia apenas pensar na musica, na melodia, e nada mais, além disso. Precisava simplesmente esquecer tudo, esquecer o sobrenome, o noivo, a briga... Ser apenas quem eu queria ser, ser apenas a Andrômeda que eu desejava ser, sem ter que provar nada a ninguém, eu era apenas uma garota com uma bela voz naquele momento. Uma criança... Doce e amável, delicada e pura, indefesa em relação a tudo e todos, mas ainda sim era forte, batalhadora e guerreira, essa era eu, a pessoa que sempre fui, mas nunca pude mostrar totalmente, e provavelmente, nunca mostraria a ninguém. Meu escudo, aquele em que eu sempre me escondia, havia caído e agora não havia como parar de ser eu, a Andrômeda que é sonhadora, que tem esperanças e um coração gigantesco capaz de abrigar sentimentos bons e ruins, a Andrômeda de verdade.
Thomas S. Lamberg
Posted: Feb 18 2007, 03:55 PM


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Os amigos de Thomas, que estavam ainda na arquibancada Sonserina e que assistiam à cena, desceram às pressas ao ver um Lamberg pouco alterado... estranhamente calmo demais depois de um aparente bate boca com a eterna razão da irritação do garoto.

Ao chegarem, encontram um moreno alto, de porte físico esguio, parado... movimentando apenas as mãos para dentro do bolso de seu sobre-tudo. Mantinha um sorriso pequeno no rosto e balançava a cabeça de modo negativo de uma forma leve e suave.

Um de seus amigos pousa uma das mãos no ombro do rapaz e sem delicadeza, começa a balançá-lo. Parecia um boneco de pano sacolejando para frente e para trás. Pronto... aquilo acendeu novamente a chama do sonserino e fez seu sangue ferver.

- SAIA DESTE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE! - Um de seus amigos que o balançava frenéticamente, profere em um tom maroto misturado com um sério.

- Porra! Quê isso!? Me larga! - Thomas se desvencilha das mãos do garoto, ajeitando seus trages, literalmente o metralhando com o olhar.

- Cara... o que foi aquilo? Me refiro à traíra Black. - O garoto que a segundos antes o sacodia feito louco, pousa suas mãos dentro dos bolsos externos de sua capa, sendo acompanhado dos demais, que envolviam Thomas numa roda. Já ele, por outro lado, franze o cenho, semi-cerra os olhos e suspira com raiva.

- Não me lembro de ter permitido que você a chamasse assim. Que eu não esteja enganado, mas somente eu a chamo de traidora do próprio sangue. Ponha-se no seu lugar e se eu fosse você, tomaria mais cuidado.

O garoto arqueia ambas as sombrancelhas, arregala ligeiramente os olhos, não entendendo o porquê da alteração desnecessária de Thomas.

- Tá... tudo bem. Tá na TPM, cara? Eu e o resto sempre a chamamos assim na sua frente e você sempre cagou e andou... por quê isso agora? - um sorriso maroto escapa dos lábios de seu amigo, denunciando o mesmo de estar a pensar besteiras. - Posso saber, ou é muito vergonhoso? Eu também não admitiria nunca, estar afim de quem eu sempre odiei... certo, Tom?

O moreno simplesmente acorda de seu transe momentâneo, voltando seu olhar fixo para o nada, em direção ao desgraçado que o acusa de uma calúnia dessas. Para não denunciar que estava deveras alterado, com uma imensa vontade de simplesmente matar o infeliz, Thomas se dirige à ele num tom de voz calmo, com a falsa impressão de segurança e de quem sabe o que fala.

- É para rir ou para chorar com essa piada? Eu acho que alguém anda cheirando muito pó-de-flu para começar a ver coisas onde não há nada. Cara... vai se tratar, você está precisando.

E sem mais delongas, Thomas vira-se de costas para os amigos, começando a se retirar daquela muvuca. Ouviu passos de pessoas o seguindo, provávelmente os mesmos de outrora, mas como não queria levar uma azaração pelas costas, decidiram o deixar em paz. Preferiram esperar até o dia seguinte chegar e verificar se o psicológico do amigo havia voltado ao normal. Achavam a idéia de um Tom calmo demais depois de uma das milhares brigas dele com a corvinalense, inaceitável demais.

Enfim... a mente do sonserino estava longe. Sua presença apenas se fazia notável, por seu corpo físico. Estava alheio, distante... Quem viesse dirigir a palavra ao moreno, simplesmente levaria o que os trouxas chamam de "toco", devido a ausência de uma resposta, nem que fosse uma balbuciante.
Seus pés pareciam ter vida própria. O guiavam para algum canto distante do Castelo que o ausente garoto sequer sabia para onde ia... só se deixava levar.

Por mais que relutasse, ele estava precisando de um tempo sozinho, sem seus abutres (leia-se: amigos) em sua cola, insistindo em conversarem quando ele queria ficar calado. Respeito zero... Aliás, ele próprio não respeitava ninguém, por quê seria merecedor do mesmo?

Já estava na orla do Lago Negro e sequer havia se dado conta disso. Ouvia algo muito distante... uma voz feminina deveras melodiosa e afinada, porém não havia dado muita importância por achar ser obra de alguma criatura daquele lago.
Prosseguiu com sua caminhada, notando muito vagamente o som da cantoria aumentar progressivamente. Sinal de que estava se aproximando da pessoa/criatura dona daquela voz. Coincidentemente ou não, lembrava-o de Andrômeda. Aquilo o fez acordar, voltando a si e por pura curiosidade, se fez aproximar.

Via a dona daqueles cabelos pretos e escorridos de costas, com o punho cerrado, talvez segurando algumas pedras e as tacando dentro da água com a notável falta de preocupação se incomodaria a Lula Gigante ou não. Thomas se aproximava lentamente, tomando cuidado para que seus sapatos não fizessem qualquer tipo de barulho... tomava o cuidado para não pisar nas folhas secas, fazê-las quebrarem e assim, chamar a atenção da garota. Ele próprio poderia se considerar um fantasma, chegando sorrateiro, sem o mínimo ruido revelador, para no fim, pregar uma peça em quem estaria distraído.

Andrômeda parecia em um transe, cantarolando divinamente uma música que o sonserino sequer conhecia... apenas sabia que a letra era bonita. Como era de se esperar, a corvinalense sequer havia notado a presença de mais alguém logo atrás de si, de pé e olhando para baixo... Era Thomas a observando muito de perto.

Ao fim da música, o garoto retira ambas as mãos dos bolsos de seu sobre-tudo e com gosto - sem qualquer intuito de deixá-la possessa - bate palmas fortes, altamente sonoras... para que ela ouvísse e soubesse que estava sendo observada.

- Bela voz.

A garota simplesmente encolheu os ombros ao ouvir aquela voz que ela tanto conhecia, cançada de discutir com o dono da mesma, voltando seu olhar para cima, como alguém com medo de levar um tapa sem estar preparado para recebê-lo. Ao ver que era Thomas, começou a xingá-lo descontroladamente de vários "elogios", levantou-se furiosa aparentemente contendo-se para não esbofeteá-lo. Tom apenas via aquilo tudo com uma enorme vontade de gargalhar... só não o fazia, pois queria preservar seu rosto de qualquer marca vermelha devido à um tapa.
Andrômeda simplesmente larga as pedras no meio do caminho e começa a andar para longe do sonserino a passadas furiosas e pesadas, esquecendo-se de sua varinha pousada em uma arapuca feita pela morena Black. O rapaz apenas dá umas largas passadas e a segura pelo braço de maneira firme para que ela não fugisse, porém sabidamente sem forçar os dedos contra a carne macia da garota para não machucá-la.

- Porque você está se afastando? Relaxa, garota... parece que está devendo, fugindo assim toda vez que me vê. A propósito, isso aqui te pertence. - Ao ver a varinha ainda acesa, Tom arqueia uma das sombrancelhas e olha para a Black com um sorriso irônico, mostrando estar pronto para soltar mais um veneno.

- Cada vez mais me surpreendo com sua falta de capacidade em fazer as coisas. Acender a varinha, você sabe, mas apagá-la, não? É tão difícil assim? Creio eu que você está na casa errada. Com mil perdões, mas deveria estar junto com seu priminho muito músculo e pouco cérebro. - A garota toma com violência sua varinha, pronta para xingá-lo novamente enquanto via um Lamberg ao lado de uma árvore, ajeitando suas vestes, postando novamente em seu porte, um ar autoritário e prepotente. Mesmo quando não deveria, ele solta suas farpas. O garoto não tem controle... sempre foi assim, e sempre será, a não ser que alguém o mostre o contrário.
Andrômeda Black
Posted: Feb 24 2007, 11:28 PM


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Tuuuuuudo bem, tudo bem. Acho melhor eu começar a aceitar que eu nunca vou ter paz, não mesmo, e quando eu digo não mesmo, eu digo não mesmo, mesmo. Ta bem que Hogwarts é um lugar meio que “público” para quem estuda aqui e tal... Mas, cara! Não se pode ter mais privacidade nessa escola! Estou falando sério. Não se pode mais andar sozinha e nem cantar por aí, sem ter que se preocupar com as pessoas. Não se pode mais absolutamente nada! Porquê? Ora porquê... Simplesmente porquê algum aluno engraçadinho vai aparecer para tirar sua paciência ou te provocar, ou te encher o saco, ou qualquer coisa que te tire do sério! Gr! Mais como eu já disse, tudo bem, ótimo! Eu não queria cantar a minha música em paz, no sossego do lago negro mesmo... Ta bem, pode até ser que eu queira ficar sozinha e fazer tudo isso que eu citei... Mas como eu não vou conseguir...Digo que é impossível. Melhor então eu me esquecer de vez, que um dia, eu conseguirei paz dentro dessa escola. Desse hospício, sei lá.

Recapitulando, eu estava lá, cantado minha música, sendo eu, coisa que raramente eu faço. Não da para ser eu na frente de toda aquela gente, sabe? Bem, provavelmente não porque você não fica sendo observado toda hora e quase sempre é o motivo de desgosto (Depois de seu primo, é claro) da sua família. Acho que você entendeu o meu drama... E acho que vou me recusar a explicar de novo. A única coisa que posso dizer é que não escolhi minha família e decididamente não nasci para ter o sobrenome que tanta gente admira e enche a boca para falar, na realidade, nem é um sobrenome tão bonito assim, por tanto creio que as pessoas deviam baixar a bola pra falar o nome “Black”. Porquê afinal de contas não tem nada demais em ser dessa família estúpida e boba. Entendem o que eu quero transmitir? Quero transmitir que meu sobrenome é um sobrenome como todos os outros e se o meu é importante o seu deve ser tão importante quanto o meu... Bem, ao menos para você. Tenho que acordar Narcissa para isso. Não quero que ela acabe como Bellatrix...Sempre se gabando porque é uma Black, sem contar que ela simplesmente se acha a putona revoltada, que tem um marido bonitinho e rico, mais na realidade é cheia de chifres na cabeça, assim como o próprio noivo. Cá entre nós, acho que a única vergonha da família é ela, porque como ela mesma se autodenomina na frente do papai e da mamãe, é a puta mais bem paga de Londres... Ora mais que luxo, não? Decididamente ela honra a nossa família. Parabéns Bellinha todos estamos muitíssimo orgulhosos de você! Pff. Por favor, não é?

Joguei mais pedras naquele lago negro e tão liso que mais parecia um grande chão lustroso e bonito, onde você poderia sair deslizando. Era legal jogar aquelas pedras e ver as mesmas irem batendo contra a água e irem se levantando, fazendo isso várias vezes, até então afundar de vez. Isso também me lembrava a uma música, mas esta, não tinha nada a ver com a qual eu cantava naquele momento. Era algo do tipo “Quem nunca teve teto de vidro que atire a primeira pedra...” Algo assim. Cada vez que eu jogava uma pedra, a imensidão negra daquele lago se mexia, desfazendo a falsa impressão de chão brilhante e escorregadio e alertando que quem se jogasse de barriga lá, invés de sair deslizando por aí como um pingüim nas grandes geleiras do pólo norte, ia acabar caindo como aquela pedra, só que bem no fundo do lago negro, acabando por acordar a lula gigante e por fim tendo uma morte dolorosa e lenta. Vale ressaltar também que sempre houve os loucos para entrar no lago negro para dar uma nadada nos dias de muito calor, ou dependendo do louco, muito frio... Como eu sou uma pessoa que não sabe nadar muito bem, e se cansa muito fácil ao ter que ficar batendo as mãos e as pernas ao mesmo tempo para se manter na superfície e não acabar morrendo afogado, nunca experimentei tal aventura tão... Emocionante, acho que posso dizer assim.

Ao fim da minha música, pude ouvir fortes palmas vindo bem perto de mim, mais ainda não do meu lado. Ao menos isso... Quer dizer, já não ter privacidade a minha volta já é demais! As fortes palmas continuaram, me virei mesmo sabendo quem era, aliás, quem mais poderia ser tão engraçadinho, cínico ou então ter sempre aquele tom sarcástico? Ainda mesmo no simples jeito de bater as palmas? Era praticamente LÓGICO que era a ANTA do Thomas Lamberg. Será que não tinha nenhum buraco próximo para eu possivelmente enfiar minha cara e esconder minhas fuças? Infelizmente não. O que é que eu fiz para Merlin?! O que é que eu fiz para Merlin me odiar tanto? Se tinha alguém, que eu não queria ver na minha frente naquele exato momento, era o Thomas. Se tinha olhos azuis turquesa que eu não estava nem um pouco a fim de admirar, era o do Thomas. Se tinha CORPO que eu não gostaria de ver naquele momento, era o dele. Merlin nunca vai me deixar em paz, mas como eu estou cansada de citar, meus caros leitores... Tudo bem, eu já me acostumei. Acho que eu nunca fiquei com uma cara tão pasma e tão puta em toda a minha vida, e também acho que eu nunca fiquei tão vermelha... Tão desgostosa. Virei-me de novo para o lago. Encolhi minhas pernas para perto do meu peito e coloquei minha cabeça escondida no meio dos meus joelhos, os cabelos negros e lisos escorrendo pelos meus ombros e tampando ainda mais minha face vermelha. Aquela que costumava a ser tão branca... Na verdade, acho que o vermelho da vergonha e o vermelho da raiva se mesclavam em meu rosto deixando impossível distinguir o porque eu estava daquele jeito, quase da cor de um pimentão. Bati levemente minha cabeça contra os meus joelhos algumas vezes e me desfiz daquela posição violentamente, sem pensar duas vezes no que eu estaria fazendo naquela hora. Levantei-me do chão fresco e vesti minhas sandálias, dando passos largos e apressados para fora daquele lago, enquanto aquele ser inútil elogiava a minha voz. Nem pude perceber se ele estava sendo sarcástico, como sempre foi... Ou se então gostava mesmo da minha voz. Bolas... Onde eu estou com a cabeça? É lógico que ele estava sendo sarcástico... E também, não faço nenhuma questão de receber elogios daquele ser humano. Continuei andando birrenta e forte para fora daquele lago. Não queria ver Thomas, com toda a sinceridade que tenho dentro do meu ser, eu nunca quis ver ele. Se houvesse uma máquina do tempo, eu jamais teria discutido com a pirralha nojenta da namorada dele. Sério.
Saí xingando meio mundo, resmungando e simplesmente amaldiçoando Lamberg por respirar. Seria legal se ele tivesse um colapso nervoso e parasse de respirar! Imagine só... Eu viveria feliz para sempre se sempre, que nem em um conto de fadas. Está bem, não é para tanto.


- Porque você está se afastando? Relaxa, garota... Parece que está devendo, fugindo assim toda vez que me vê. A propósito, isso aqui te pertence. - Disse ele mais uma vez me segurando pelo braço, fazendo mais uma vez, como a momentos atrás, um frio subir pela minha barriga e acabar perto de minha nuca. Respirei fundo, quem ele pensava que era a não ser um mauricinho filhinho de papai bem sucedido que mora em uma mansão na escócia? Eu detesto esse tipo de gente rica. Todos são metidos a riquinho. Thomas Lamberg é metido a riquinho, e o pior, era um metido a riquinho com o sorriso mais irritante do mundo. Às vezes da vontade de voar em cima dele, unhar ele inteirinho e depois dar um belo de um soco no meio dos dentes dele, para fazê-lo engolir de uma vez por todas aquele sorrisinho nojento assim como ele, que SÓ ele sabe dar. Pois é.

- Estou me afastando porquê você invadiu a minha privacidade. - Respondi feroz tentando puxar o meu braço e seguir o meu caminho. - Pra ser sincera, queridinho, eu estou devendo sim. Estou te devendo um soco no meio das fuças, pra acabar com esse seu rostinho lindo. Solta-me garoto! Você está me incomodando! - Protestei mais uma vez, puxando o meu braço com tanta força, que acabei por soltar o mesmo. Maldito sorriso irônico... Ah se eu soubesse sorrir assim.

- Cada vez mais me surpreendo com sua falta de capacidade em fazer as coisas. Acender a varinha, você sabe, mas apagá-la, não? É tão difícil assim? Creio eu que você está na casa errada. Com mil perdões, mas deveria estar junto com seu priminho muito músculo e pouco cérebro. - Meu olhar se contraiu em sobrancelhas contraídas, deixando transparente minha raiva em relação a ele, raiva que há muito tempo não era novidade para ninguém, muita menos para ele. Tomei minha varinha das mãos dele com violência desnecessária, a segurando com força também desnecessária. Eu precisava de algo para descontar minha raiva, antes que eu estourasse de vez e voasse para cima dele.

- Cale a boca para falar do meu primo! Seu... Seu... Magricelo sem coração! - Peguei minha varinha ainda acesa e coloquei no meio das fuças dele, quase o cegando. Era quase esse meu objetivo, cegá-lo. Mas após me lembrar que isso me renderia mais do que uma suspensão e uma expulsão...Desisti do meu plano “maligno”. - Nox. - Sussurrei baixinho e a varinha se apagou. A coloquei de volta no lugar e respirei fundo, cruzando meus braços e cerrando meus olhos. - Não adianta não é? Por mais que eu fuja de você, você sempre vem atrás de mim. Parece que nasceu grudado comigo. Cale sua boca e caía fora daqui Lamberg, antes que eu mesmo o faça.- Ele riu, aceitando aquilo como uma provocação ou então um blefe, como já era de se esperar...

“Yes, you want her
Look at her, you know you do
It's possible she wants you too
There is one way to ask her
It don't take a word
Not a single word
Go on and kiss the girl”


- Você está duvidando que eu vá calar sua boca Lamberg? Se eu fosse você, não ficaria me desafiando. - Fui me aproximando com a sobrancelha erguida, quem parecia à cobra agora, era eu. Prestes a dar o bote, prestes a soltar o meu veneno. O que eu estava fazendo? Continuava me aproximando com um olhar de ameaça para perto de Lamberg e perto da árvore onde ele estava encostado, dessa vez sem o sorriso, mais com uma ligeira e falsa cara de surpresa...

“Sha la la la la la, my oh my
Look like the boy's too shy
Ain't goanna kiss the girl
Sha la la la la la, ain't that sad?
It's such a shame,
Too bad, you're goanna miss the girl
Go on and kiss the girl”


– Tuuuudo bem então… Só não diga que eu não o avisei. - Onde estava a minha cabeça? Não acredito no que eu fiz. Voei para cima de Lamberg, no começo, parecia que eu ia quebrar a cara dele com tudo, simplesmente quebrar o nariz dele! Mais...Não. Ah meu deus, que vergonha. Que diabos eu fiz afinal? Ah Merlin. EU O BEIJEI! Não acredito que eu fiz isso. Eu beijei Thomas Lamberg, e o pior de tudo é que não foi ruim! Foi... Molhado e... Quente. Mais foi bom! Hã? Pode ir parando você aí, meu caro leitor. Eu não acredito que estou escrevendo isso. Quer saber do que mais? Não foi bom. Foi horrível mais... Okay, eu admito, foi bom, foi... Gostoso. E para minha grande surpresa ele retribuiu. Nossas línguas brincavam uma dentro da boca do outro. As mesmas se afagavam com curiosidade, e nosso corpo transmitia um calor que ia passando de uma para o outro, e assim sucessivamente, acho que foi o melhor beijo que eu já dei na minha vida.. Ao me dar conta do que eu estava fazendo eu... Afastei-me com violência, deixando Thomas ainda meio com a boca aberta, com cara de desentendido. Às vezes eu exagero sabe? Dei um tapa na cara dele, faz tempo que eu queria fazer isso e não tinha momento melhor do que aquele. Nunca fiquei tão sem jeito em toda a minha vida... Eu simplesmente não tinha o que dizer eu... Estava com cara de bunda. E ele também!

“Now's your moment
Floating in a blue lagoon
Boy you better do it soon
No time will be better
She don't say a word
And she won't say a word
Until you kiss the girl”


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