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Primeiro Trimestre - Ano 4
Início da Primavera em 01/10/09
Início do Ano 5 em 01/01/09
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_testets |
RECADASTRO DE URGENCIA, Todos aqui!
| Kosmos |
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Joined: 2/05/08

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Com a perda de muitos dados e contas, vimos a necessidade de fazer um recadastro de urgência para recolocarmos o board nos eixos. Todos os jogadores ativos, mesmo os que não tiveram suas contas apagadas, devem recriar/loggar em suas contas e postar aqui preenchendo o seguinte formulário. Caso pretenda excluir algum personagem, apenas anuncie no quesito Possui outro personagem neste board? o nome dos que saem do jogo. Pedimos que façam um post para cada biografia com a conta do dito personagem à ser recadastrado, e não apenas um post com vários persos, para melhor organização na hora de devolver acessos e subbies de espécies. Os jogadores que já possuem personagens de outras espécies, que não Humanos e Vampiros Twilight, estão autorizados à mantê-los, porem, temporariamente, não aceitamos novos personagens Lupinos os Transmosfos, e os Vampiros Clássicos, dada a falta de público, serão extintos. O recadastro ficara aberto até dia 30/10, e durante este período, todas as biografias de personagens estarão disponíveis para os jogadores copiarem as suas. Após esse prazo, biografias de personagens não recadastrados serão movidas 0para o arquivo. Mais uma vez, a administração pede desculpas pelo transtorno.
| QUOTE | Nome do Jogador: E-mail: Comunicadores:
Como descobriu o board? (Google, amigos, Fórum Central, etc) Possui outro personagem neste board? Se sim, quais:
Nome do personagem: Espécie: Data de Nascimento: Data de Morte: (Deixe em branco se for humano) Poder: (deixe em branco se for humano) Membro do: (diga aqui se faz parte/deseja fazer parte de algum clã ou bando ) Profissão/estudos: Lugar de Origem: Cidade onde Mora: (Volterra ou Bucareste. entenda que isso definira a preferencia de postagem deste personagem pois seria incoerente alguem estar indo e vindo a todo o momento. Voce tambem pode não ser de cidade algo e se mover entre elas, se tiver um excelente motivo para tal.) Artista utilizado para a imagem do personagem:
Características Psicológicas: Características Físicas: Biografia: |
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| Pandora Sturm |
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Joined: 2/10/09

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Nome do Jogador: Christy -PanPan E-mail: christy_vasconcellos@hotmail.com Comunicadores (Y!M, MSN, ICQ?): christy_vasconcellos@hotmail.com
Possui outro personagem neste board? não Se sim, quais (mencione a espécie de cada um : humano ou outro): ---
Nome do personagem: Pandora Sturm Espécie: Humana Data de Nascimento: 21 de junho Profissão/estudos: Estudante de pintura / Faculdade de Volterra Membro do: (Não é membro ainda de nenhum clã ou bando, pois ainda é humana) Local de Origem: Finlândia
Cidade onde Mora: Volterra Artista utilizado para a imagem do personagem: Leelee S.
Características Psicológicas: Leal, Corajosa, sincera ao extremo, serena, observadora, vingativa, impulsiva.
Características Físicas: Loira, Olhos Azuis, pele clara, 1,70, 65kg.
Biografia: Nascida em uma família totalmente bruxa de linhagem pura, em pleno feriado da noite do Solstício de verão. Viveu sua infância toda ao Norte de Lapónia em seu país natal a Finlândia. Talvez suas maiores lembranças de tal época sejam ter podido observar o tão famoso e majestoso Sol da meia-noite, mas nada lhe apaga o deslumbre de ver sua primeira aurora boreal. Mas ainda muito nova tudo mudara, e nem se lembra ao certo, talvez nos seus 5 ou 6 anos. Foi quando se mudara para a casa dos avôs paternos em Toscana –Itália.
Seus pais? Sumiram em uma viagem de negócios, jamais encontrados, jamais resgatados, deles apenas lembranças pintadas out retratadas. Os dias foram passando lentamente, pouco a pouco, desde então a biblioteca e os campos e vales pareciam suas escolhas de companhia. Muitas vezes se isolava neles, ou no antigo balanço que muito fora usado por usa mãe. Ao longo dos anos a menina tímida crescera, mudara interiormente e exteriormente, se tornara orgulhosa e ao mesmo tempo ainda guardava dentro de si a mesma bondade e tranqüilidade de sempre. Amigos? Poucos foram realmente mantidos ao longo dos anos, critica ao extremo e cuidadosa antes de realmente mostrar o que era. talvez seu maior defeito fosse um simples: medo.
E quando completara 19 anos tudo mudara, abandonara a faculdade que já fazia, se mudando para Volterra, indo morar em uma casa sozinha. Não tão sozinha, pois na mesma cidade moravam seus padrinhos. Mas pela primeira vez tinha um espaço só seu. Pinturas? Continuavam expostas nas paredes, mas poucos conheciam tal talento. Historia, era uma matéria interessante, desvendar o passado alheio. Talvez uma forma de manter seu passado presente e enterrado.
E fora em tal faculdade que as coisas mudaram de rota, ou um giro diferente fora dado e lá conhecera outra forma de vida, ou de ser: vampiros. E um deles pela primeira vez penetrara nas barreiras a tanto criadas. Mudanças? Muitas. Os dias pareciam mais longos quando este ficava afastado. E curtos demais com tal proximidade.
Agora com quase 20 anos, realmente percebera o quanto mudara, talvez aquela face no espelho não fosse mais a mesma. Cursava agora o curso de arte, pintura. Escrevia novamente suas partituras. E tinha um belo professor em casa. Enquanto um singelo anel ainda ocupava o seu dedo. De repente o vento do norte parecia realmente mais ameno.. e tudo no seu lugar parecia estar...
OFF Eu acho que minha personagem tinah sido deletada, aim e cadastrei novamente.. pq ela SUMIU dos membros OO OFF
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| Kosmos |
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Joined: 2/05/08

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Pan,
preciso que você edite seu recadastro. Se olhar no primeiro post, vai ver que há pontos que você não respondeu. Por favor, preencha todos os quesitos do formulário para que eu possa te recadastrar.
Além disso, pelo que me lembro, ela é humana, mas você cita um vampiro na sua biografia. Se importa de melhorar essa parte da história, pois ficou bem sem explicação.
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| Richard Ford |
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Joined: 9/10/09

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Nome do Jogador: Ayla E-mail: ayla10mendonca@yahoo.com.br Comunicadores (Y!M, MSN, ICQ?): ayla_mendonca@hotmail.com (ou o y!m)
Como descobriu o board? (Google, amigos, Fórum Central, etc) Amigos Possui outro personagem neste board? Se sim, quais: Edward Gallagher humano, Megan Sims lobisomen, Paolo Monterani vampiro
Nome do personagem: Richard Ford Espécie: Vampiro Data de Nascimento: 25/07/1940 Data de Morte: (Deixe em branco se for humano) 30/04/1969 Poder: (deixe em branco se for humano) --- Membro do: (diga aqui se faz parte/deseja fazer parte de algum clã ou bando ) --- Profissão/estudos: --- Lugar de Origem: Washington, EUA Cidade onde Mora: (Volterra ou Bucareste. entenda que isso definira a preferencia de postagem deste personagem pois seria incoerente alguem estar indo e vindo a todo o momento. Voce tambem pode não ser de cidade algo e se mover entre elas, se tiver um excelente motivo para tal.) Volterra Artista utilizado para a imagem do personagem:Jake Gyllenhaal
Características Psicológicas: Sempre calmo e passivo. Foi para a guerra contra sua vontade e se rebelou. Seus nervos se alteraram e ele ficou agressivo, ainda que tentasse se manter calmo. Levou uma vida complicada, mas não costuma se queixar, exceto quando é injustiçado. Características físicas: Quando humana tinha os olhos azuis e a pele clara, normal para um americano. Depois de transformado seus olhos ficaram vermelhos e sua pele exageradamente alva. Porte atlético e estatura alta.
Biografia:
“Eu não sabia ao certo porque estava aqui, ou quem tinha me trago para esse lugar infernal. Mas eu estava, e tudo o que me passava pela cabeça era que eu iria morrer naquele mesmo dia.”
Richard apanhou aquela minúscula fotografia e a admirou como se fosse uma obra. Era a miniatura de uma garota, sua aparência juvenil de quem não tinha mais de 18 anos. Os cachos alaranjados, bem penteados e enfeitados por uma fita, escorriam-lhe pelo ombro e ela sorria para a câmera. O sorriso mais lindo, ele diria, os dentes brancos em perfeita fila e os lábios de um vermelho vivo. Tudo isso contrastava com a sua pele alva e suas bochechas rosadas. Os olhos verdes, o verde mudava sempre e era sua característica mais marcante. Ele beijou aquela pequena foto como se fosse uma imagem santa e a guardou de volta em um dos bolsos de sua farda.
“Fiquei a admirar aquela foto tua que sempre guardo comigo, queria me lembrar até mesmo na pior hora, principalmente na pior hora... Gosto de comparar teus olhos com as águas de um rio, que vez ou outro mudam de um azul sereno para um verde reluzente... Pena não poder mais ver estes olhos, quanto mais às águas de um rio...”
Richard terminou de se vestir. Fardado com o uniforme padrão e camuflado do exercito que muitos temiam e respeitavam ainda que aquela cor fosse tão fúnebre quanto o preto de uma viúva. Bateu seu coturno contra o chão cinza do alojamento e sentou-se no beliche, aguardando ansioso e temeroso o chamado de seus superiores.
“Naquela manhã nós fomos mandados para o campo. Diziam que era o campo de treinamento, mas eu tinha o mau presságio de que não era um treinamento como os outros... Infelizmente eu tinha toda razão. Ah! E como não queria tê-la. Neste dia fomos acordados mais cedo com os berros do tenente e nossos pesadelos se iniciaram antes mesmo de abrirmos nossos olhos.”
- Vamos! Vamos! – gritaram os homens com a farda de superiores e todos correram para fora do alojamento se organizando em filas. O campo em sua grama seca e marrom tinham ao fundo caminhões e alojamentos espalhados por todo a extensão infindável. Alguns equipamentos de combate e treinamento estavam posicionados ou até mesmo largados ao chão. Diversos soldados formavam filas enquanto outros organizam os caminhões e os muniam de armas de fogo. Os soldados mais retardatários eram obrigados a formarem filas ameaçados com armas apontadas à suas cabeças.
“Éramos ameaçados com armas de fogo e isso não é de se espantar, todos sabem como é o exercito, mas ninguém nunca provou daquele medo agonizante que sentíamos cada dia e cada hora que corria. Era como se fossemos morrer a qualquer instante e infelizmente as chances de isto acontecer não eram pouca. Naquele cenário lamentável, eu não me perdia a reparar no céu acinzado, de cinza meus olhos só viam os do general passando de um lado ao outro, como se estivesse escolhendo a galinha certa para cozinhar. Uma comparação um tanto quando pacóvia, mas nada surreal.”
- O que está acontecendo? – Rich perguntou para seu colega ao lado. Sua pose imponente e seu olhar vidrado pareceram ignorar tal pergunta, mas ele só se prevenira do que vira a seguir. - Tem alguma pergunta a fazer, soldado? – os ouvidos atentos do general não tardaram a ouvir aquele tal questionamento então o repreendeu. - Não, senhor. – Richard respondeu imediatamente, voltando a sua pose inicial. - Ótimo. Sabe por que estão aqui? – perguntou, não aos outros, mas a ele - Sim, senhor.
“Mas a verdade é que eu não sabia. Oh Anne e como não sabia! E como não queria saber.”
- E porque estão? - A guerra, senhor. - Todos estes meses de treinamento não foram somente para que deixassem de ser mocinhas e se tornassem homens de verdade. O objetivo inicial era para que estivessem preparados quando fossemos enfrentar o governo Vietnamita. E esta hora chegou.
“Aquelas palavras do general Westmoreland bastaram para fazer todo o pelotão se entreolhar. Estávamos assustados e por mais que tivéssemos treinado como porcos nunca estaríamos preparados para o que viria a seguir. Não sabíamos ao certo o número de soldados norte-americanos mortos na guerra do Vietnã até aquele dia, mas tínhamos certeza que não eram poucos e para o fato de o general, que só se tratava com o presidente, estar lá, nos ordenando, era realmente algo muito grave.”
Não demorou para que o grupo seguisse em caminhões com a marca do exercito e sua cor camuflada. Horas depois de descerem dos aviões a jato, fatigados e derrotados se dirigiram para os caminhões que os pegaram ali mesmo no campo de aviação.
Todos se olhavam temerosos e sabiam para onde estavam indo, mas não estavam preparados.
Uma fila de outros caminhões seguiam, todos carregados de munição e armas de fogo.
Os soldados mais bem treinados foram convocados para proteger seu país, mas, no fundo, não era uma escolha deles, era uma obrigação. - O que está fazendo, Richard? – perguntou um dos soldados – Samuel – para ele. - Escrevendo uma carta. – declarou. Todos estavam sentados em bancos duros na traseira de um dos caminhões. Tinha ao mínimo uns dez, alguns desesperados, outros escreviam cartas esperando acalmar seus familiares ou até se despedir. - Sua namorada? – perguntou-lhe outro - Não...
“Eu escrevi uma carta para os meus pais. Uma carta que nunca chegou. Arrependo-me por não ter o mandado antes, agora nada mais me resta a não ser lamentar. Te peço para não deixar que leiam isto, diga apenas que eu nunca cheguei a escrever-lhe e gostaria que até você acreditasse em tal mentira. Não sei se mereciam sofrer mais do que já sofriam por ter um filho, nem mesmo com 23 anos, morto em um campo, em cima de vários outros corpos de várias outras pessoas com várias outras famílias...”
O destino estava traçado e não demoraram a chegar no campo, tal igual e tal assustador quanto o outro. Ainda cansados montaram suas barracas, verdes como a grama.
O fogo acesso não tardou a ser apagado e todos entraram em suas barracas, esperando que o dia não amanhecesse e eles não tivessem que lutar.
“E na realidade, não amanheceu... Fomos atacados a noite, enquanto dormíamos. Diversos soltados norte-vietnamitas nos pegaram de surpresa...”
Eles puderem vistoriar ao longe luzes se acendendo e se aproximando. As barracas iluminadas e o sono interrompido. - O que está acontecendo? – perguntou um deles - Chegaram. – Richard disse olhando os soldados descerem de seus caminhões carregando armas e bomba.
Souberam imediatamente quem eles eram, então, munidos de armas, correram para o campo e começaram a atirar, não demorou para serem revidados com a mesma força ou até de forma pior. Corpos caíam antes mesmo de poderem apertar o gatilho e bombas eram jogadas arremessando corpo como se fossem bonecos.
“Então os tiros começaram e foi tudo muito rápido. Nós corríamos para trás de árvores e pedras, atirávamos e éramos revidados. Vi o corpo de muitos de meus colegas caídos ao chão e uma chacina acontecia ali.”
Richard correu até um buraco feito com um das bombas atiradas. Se jogou lá dentro, no meio de muitos corpos despedaçados e sangrentos. Dois ou três o seguiram, mas somente um conseguiu o alcançar sem ter o crânio perfurado por balas. - Nos encontraram. – o outro soldado gritou entre a balburdia - Notei. – Rich se levantou sobre o buraco e atirou sem mira contra o carro dos vietcongs, acertou dois dos soldados, mas tantos outros tiros foram lançados em sua direção.
“E foi aí que tudo aconteceu... Não tive tempo de vê-la, mas ela apareceu como um clarão e logo depois o escuro, não sei se meus ouvidos puderam ouvir a explosão que se deu ou se foi tudo fruto da minha imaginação. Eu nunca pensei se seria desta forma que eu iria morrer. Nem sequer pensava em morte. Eu me perguntava como seria depois dela. O que viria a seguir? O céu? O inferno? Eu tinha o mau pressentimento de que não tardaria a descobrir.”
Uma bomba foi lançada em sua direção. O buraco explodiu e uma luz forte seguida de fumaça saiu dele. Seu corpo voou a metros de distância de onde estava e caiu sobre o chão, aparentemente sem vida. Contudo, a guerra ainda não tinha acabado...
“Se eu estava morto então tinha saído de meu corpo. Pois ainda podia ouvir, mesmo que distante, o som das bombas e armas cessarem aos poucos, já quando não restava nenhum soldado americano. Pude constatar tal fato pelo grito eufórico e pelo sotaque estrangeiro dos vietcongs.”
Eles haviam derrotado os poucos soldados que se alojaram naquele acampamento, vulneráveis e inocentes, derrotados e mortos, só um corpo ainda respirava entre os outros.
“Foi como se tivesse previsto, meu corpo caído no meio dos outros, dentre tantos outros. Não era difícil de imaginar e me doía só de pensar que eu poderia ter mudado isso, ou não...”
Os minutos passavam fazendo parecer horas para o corpo cansado e o dolorido de Richard. Ele ainda não podia sentir a gravidade de seus ferimentos, mas o líquido escorrendo por seu rosto e todo o resto de seu corpo permitia que tivesse uma noção.
Demoraram para que notassem uma vida entre os mortos e se não fosse a insistência de um dos médicos teriam o deixado lá, alegando que jamais poderia sobreviver, contudo ele pode.
“Eu estava morto? Não sei Anne! Mas é a partir de agora que lhe digo que não sei mais o que me acontecera. Sei que não estou mais entre os outros, meu corpo fora salvado de lá e levado para um lugar que não me faço idéia de onde seja. Só lhe digo que se está e a morte, então eu me sinto mais vivo do que antes de tudo acontecer.”
A dor parecia destroçar seus ossos e o sangue ainda escorria, mesmo que os ferimentos estivessem sendo curados.
Ele estava em uma maca, no meio de tantos outros infernos, jogado em um hospital lotado de pessoas entre a vida e a morte. Estirado sobre o lençol branco, as faixas cobriam seu corpo e seus olhos se moviam, como se estivesse tendo um pesadelo. O que de fato ele estava tendo
- Nós não temos mais lugares... Ele está quase morto. – disse um dos homens, o moreno e mais baixo, seus olhos azuis piscavam e ele parecia ser um dos superiores mal encarados, vestido em uma jaleco branco. - Disse bem... Quase. – defendeu o outro, a pele alva, mais alva que o normal dos americanos. Os olhos de um dourado, como a cor de uma pedra preciosa e o cabelo preto em destaque à sua beleza. Parecia diferente dos outros, sereno e com uma beleza surreal, inimaginável. - Não sei o que pretende, mas amanha ele saíra daqui e você quem arrume lugar pra ele ficar. - disse o outro se afastando de forma rude. O homem mais alto e bonito apenas olhou em direção a maca de Richard, com pena em seus olhos, porém decidido.
Aquela foi uma noite turbulenta, Richard não respondia aos tratamentos e se remexera a noite toda, com dores e pesadelos. As luzes estavam apagadas e tudo que iluminava a maca era a luz da lua, ao auto, transparecendo de uma janela em cima de Rich.
Uma sombra de repente se materializa pelo corredor e enquanto todos dormem ela se aproxima da maca onde ele se remexia e gemia de dor. Os olhos dourados daquele mesmo médico brilhavam em contato com a luz e os dentes perfeitamente enfileirados e brancos sorriram diante daquele homem mais morto que vivo.
Ele se aproximou do pescoço de Richard, sem respirar e se controlando. Cravou seus dentes na pele fina e sangue começou a correr por seus lábios. Sangue que ele lutava para controlar até o momento certo.
“Enquanto eu morria eu senti dores inimagináveis. Meu corpo queimava e se contorcia, pior do que ser explodido por uma bomba. Eu gritava de dor, mas ninguém parecia me escutar e só depois de três dias eu desisti de tanta insistência.”
Por três longos dias seu corpo queimou e ele se contorceu tentando controlar aquela dor que não parecia ter fim. Seu corpo, forte, porém parecia frágil a toda àquela tortura. Três dias até que ele acordasse e abrir os olhos pareceu mais dolorido do que fecha-los. Uma cede que ele não poderia dizer do que era fazia sua garganta queimar e ele se sentia melhor do que nunca havia sentia.
Não tinha cicatrizes ou machucados. Seu corpo estava inteiro e invulnerável.
“Eu estava em um lugar totalmente diferente. Não tinham médicos nem ninguém do exército. Parecia o paraíso. O frio cortante, porém delicioso, diferente dos de Washington. As casas e ruas de pedras e o aspecto medieval. Imaginei que depois de morto nossos sonhos se realizariam e quem sabe eu sonhasse em morar em um lugar como a Europa? Eu não posso te dizer, nem posso entender o que de fato aconteceu... Tão pouco entendo sobre mim mesmo... Mas eu digo que estou bem aqui e se te serve de conforto é melhor do que eu quando eu era um mero humano, vivo e fraco.”
Volterra era como se chamava. Itália! O médico havia sumido na mesma noite que cumprira sua missão e escolhera Volterra, o abrigo dos vampiros, para deixar que Richard seguisse seu caminho e entende-se quem ou o que ele se tornou.
"Não vou dizer que foi fácil me adaptar a qualquer que fosse minha atual situação, mas eu a aceitei bem, ainda que me fosse difícil acostumar a viver longe dos meus pais, de Washington, da Literatura, era algo que eu não poderia mudar, nem mesmo se quisesse e de fato eu queria."
Richard sabia que poderia ter sido diferente, mesmo sendo quem ele era, não precisava ser daquela forma, mas enquanto a sede queimava sua garganta, tudo que ele pensava era em sobreviver e no momento sua vida dependia da morte de outro, uma situação um tanto irônica, já que sempre foi assim, pelo menos depois que ele largou sua vida pacata e fora obrigado a entrar para o exército e por isso ele jamais perdoaria seu destino.
Vagou por dias em Volterra e, todavia, nunca saíra de lá, desde sua transformação. Claro que chamou a atenção de outros da sua espécie, depois de chacinar diversas pessoas e no entando, nunca se sentir um assassino. Foi desta forma que acabou por descobrir exatamente quem era, apesar de já imaginara dês de o começo, contudo, temia acreditar nisso.
Ele não precisava de seguidores ou de mestre, tudo o que tinha era ele mesmo, desde de o começo até o fim.
“Escrevo-te esta carta, não sei se antes ou depois de estar morto, talvez durante, já que não posso te afirmar se estou vivo ou não. Mas sei que nada existe do que fora o antigo Richard Ford. Eu mudei e não sei se me aceitarás da forma que sou. Talvez me renegue e tenho medo de que o faça, por isso, e não mais, afirmo-te a única coisa que tenho plena certeza: está será a última vez que te jurarei amor, não eterno, pois só agora sou capaz de conhecer a eternidade, mas intenso o bastante para guardar-te em minhas mais tolas lembranças...
Podes duvidar que há fogo nas estrelas Duvidar que o sol que nasceu vai se pôr Duvidar das verdades, se não queres crê-las, Mas nunca duvides do meu amor
Do pra sempre seu...”
Cerca de 54.000 mil soldados estado-unidenses morreram na guerra do Vietnã e Richard Ford era um deles...
Ou não!
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| Edward Gallagher |
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Joined: 9/10/09

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Nome do Jogador: Ayla E-mail: ayla10mendonca@yahoo.com.br Comunicadores (Y!M, MSN, ICQ?): ayla_mendonca@hotmail.com (ou o y!m)
Como descobriu o board? (Google, amigos, Fórum Central, etc) Amigos Possui outro personagem neste board? Se sim, quais:Richard Ford vampiro, Megan Sims lobisomen, Paolo Monterani vampiro
Nome do personagem: Edward Gallagher Espécie: Humano Data de Nascimento: 13/02/1978 Profissão/estudos: Assaltante Profissional [?], mas é formado em Ciência da Computação. Lugar de origem: Dublin, Irlanda Cidade onde Mora: (Volterra ou Bucareste. entenda que isso definira a preferencia de postagem deste personagem pois seria incoerente alguem estar indo e vindo a todo o momento. Voce tambem pode não ser de cidade algo e se mover entre elas, se tiver um excelente motivo para tal.) Volterra Artista utilizado para a imagem do personagem: Bono Vox Características Psicológicas: Divertido e ao mesmo tempo frio, sarcástico, inteligente, age por impulso e acha que para se consigar algo não tem que ter um bom plano, mas sim uma boa mente capaz de formular estratégias fáceis. Características Físicas: videfotenha
Biografia: Florença 1920
Ele olhou por cima de seu ombro enquanto a frio cortante açoitava seu corpo e causava calafrios. Não poderia dizer, contudo, se seus arrepios eram do medo real ou da brisa suave que lhe percorria a coluna.
Seu olhar de esguelha não parecia revelar seus verdadeiros temores, nada que fosse realmente preocupante, mas a vida ensinou a esconder a verdade em seus olhos, tornando-a oculta e não revelando nenhuma veracidade por inteiro.
No entanto, tinha experiências o bastante para saber que, de fato, havia alguém o perseguindo e sabia o que esta pessoa queria, mas não parecia adquirir forças o suficiente para se mover rápido, ou talvez a coragem audaciosa o fizesse permanecer ali, inerte, intrépido.
Seus pés andavam a poucos passos e paravam, enquanto que seus olhos rolavam para o lado e ele espiava atrás de suas costas, atento a qualquer movimento duvidoso. Esperava que a qualquer momento pudesse ser atacado e então seria o fim, mas seus sentidos lhe diziam veementemente que quem quer que fosse não seria tão covarde para atingir-lhe desprevenido, tão mais cruel seria se ele pudesse ver sua morte de frente.
Quantos ele já não vira morrer assim? Morrendo por um crime inocente, se é que realmente existem crimes inocentes.
Mas ele sabia que seria só mais, mais um entre tantos outros, morto por um erro fatal, que talvez não tivesse acontecido se ele não tivesse feito o que fez.
Mas quem pode julgar aquele que é enfeitiçado pela magia da ganância? Quem nunca se imaginou rico? E, sobre tudo, quem jogaria fora uma oportunidade de mudar sua vida, de se tornar milionário, de se tornar alguém?
Ele, Luigi, com certeza não negou isso e agora, por tudo que era mais sagrado, ele queria ter negado, era tudo o que desejava, ter fugido do pecado do crime, do roubo, da ambição.
Mas não o fizera antes e com certeza não teria tempo de fazê-lo agora, tudo o que ele menos tinha era tempo. Talvez 10, 15 minutos, por sorte conseguiriam mais que isso e à medida que apertava os passos em direção à orla da floresta, orava para que tivesse tempo, ao menos, de poder entregar aquele objeto - que ele cuidadosamente enrolara sob um pano branco -, a outra pessoa que, com acaso, talvez conseguisse sobreviver.
Não poderia ser o último, a maldição tinha de se propagar, não poderia findar ali. Havia aberto mão de muitas coisas para ser o último. Segredos e lendas. Não era um mero segredo insignificante, era um segredo, uma história, que poderia alterar o curso de milhares de vidas, um número muito grande de pessoas para ser estupidamente ignoto.
Porém, ali, rudemente desprezado e tendo como platéia somente o silêncio inócuo da noite, seria onde encontraria os braços castos da morte e seria entregue a ela. Sabia disso no momento em que fora procurado em sua casa e perdera não só objetos materiais, mais também o sentido de sua vida, sua família.
Sonhava em poder dormir, depois de tanto tempo sem descanso e não temia mais a dor do fim. Mas o fim se aproximava à passos largos e a gélida respiração da morte sussurrava em seu ouvido que estava tudo acabado.
Porém, havia mais uma última coisa que teria que fazer e gastaria seus últimos suspiros para que conseguisse tal objetivo.
Luigi adquiriu toda a força resguardada pelo medo e correu em direção a copa de árvores, com o objeto em mãos e garantindo que seu perseguidor não o pegasse tão rapidamente, ainda que tivesse uma voz alertando em seu interior que não adiantaria correr, só seria mais excitante para o caçador, ver sua caça fugir.
Mas ele não poderia deixar que o pegassem antes de repassar aquilo que estava segurando, não poderia deixar que ficassem com aquele objeto e todos os anos que lutará para esconde-lo e todas as perdas que tivera fosse em vão, tinha de repassa-lo e não deixar jamais que caísse nas mãos erradas.
Então ele correu a tempo de encontrar o parceiro que prometeu espera-lo na entrada da floresta, confuso, estagnado, porém fiel e não se movera um centímetro desde que acompanhou Luigi até lá - o local onde ele escondia seu segredo - contudo não esperava que o amigo tivesse sido seguido. - Eu fui seguido, Aidan. – ele disse, olhando para trás com um desespero visível em seu olhos, torcendo para que o perseguidor demorasse só mais alguns minutos – Tome, quero que fique com isso. – pediu passando para ele o objeto pesado que havia escondido - Mas o que diabos é isso? - Você irá descobrir, só não deixe que ninguém fique com ele, enquanto ele continuar percorrendo o mundo mais pessoas morrerão e isso não é brincadeira. - Do que está falando seu maluco? - Fuja Gallagher, fuja, não podem te descobrir aqui. - Quem não pode? - Os ladrões, eles querem isso que está nas suas mãos, não deixe que peguem ou que te descubram. - Porque não? - Porque é amaldiçoado. – declarou por fim e Aidan correu o mais rápido que pode para longe da li, enquanto ouvia os tiros ressoaram e ecoarem pela floresta.
Era o fim. Ele apenas abaixou a cabeça e se lamentou pelo amigo, mas não queria ter o mesmo destino e prometera para si mesmo e para o amigo que aconteça o que acontecesse ele manteria tal objeto a salvo e não deixaria que absolutamente ninguém o pegasse.
Então, no dia seguinte, se certificando que os ladrões não o havia visto na noite passada, na floresta, ele apanhou um avião diretamente para Irlanda, sua cidade natal, rezando para que chegasse logo lá e assim pudesse esconder o objeto que ele descobriu ser um artefato e com o passar do tempo descobriu que apesar de as pessoas o julgarem uma lenda, era mais que isso, ele existia e realmente parecia ter algum tipo de maldição pairando sobre ele, já que ninguém conseguia permanecer com o “tesouro” e a cada vez que ele sumia coisas trágicas acontecia e a morte era certa para àquele que o possuía, já que tão mais amaldiçoada era a ganância daqueles que queriam tê-lo e eram capaz de tudo para que isso acontecesse. Até mesmo de matar!
Irlanda – ano atual – Ponto de vista de Edward Gallagher
Roubar nunca foi meu objetivo inicial. Aliás, ir para Itália também não era, mas eu não posso controlar o maldito destino que controla minha vida e mesmo que eu tenha a escolha de ficar aqui, algo me diz que coisas grandes me aguardam no lugar onde eu vou e este é o motivo para eu estar aqui, sentado nessa poltrona confortável de um avião desconfortável. Realmente, eu deveria estar dormindo ao invés de relembrando meu passado não tão distantes e nem tão puro. Mas, de fato, eu não consigo dormir em aviões, sobretudo quando ele parece um liquidificador e eu, uma batida de vitamina. Enfim, enquanto ouço algum sortudo roncando ao meu lado e já no seu sétimo sono, eu tento me forçar a lembrar porque estou indo para Volterra, exatamente.
Eu sabia que não era só pelo roubo e não era mesmo só pelo roubo. Talvez antes fosse, eu costumava ser um ladrão bem pago, trabalhava para a máfia e até para aqueles criminosos de colarinho branco, o que me propocionava bastante luxo e devo dizer que é mais como uma profissão, eu ganhava bem, gostava disso, como um hobby e costumava ser um ladrão bom – ou seria um bom ladrão? – mas, afinal, tudo o que eu ganhava, apesar de uma parte ficar comigo, boa parte era doada para quem realmente precisava e mesmo que eles não soubessem a origem do dinheiro, pareciam ficar bem agradecidos.
De qualquer forma, não era por isso que eu estava correndo atrás daquele artefato, o artefato de Erin, era verdade que tinham valores inestimáveis e eu poderia me tornar milhões de vezes mais rico do que já sou, mas o valor pessoal era maior e eu queria descobrir porque diabos isso tirou a vida do meu avó e do meu pai, antes mesmo que eu nascesse, o que tornou a convivência com a minha mãe algo impossível.
Mas eu descobri, descobri antes de me tornar um ladrão, quando encontrei o diário de Aidan e ele contava exatamente tudo que havia acontecido e tudo que acontecia em decorrência do artefato, contou como fugia e como lutava para manter sua vida a salvo e a vida de sua família, ele relatou até mesmo o que acontecera horas antes de sua morte, aos cinqüenta anos, em 1970.
Era na Itália que tudo havia começado, quando Aidan se encontrou com o amigo dele que dias mais tarde seria morto pelo mesmo motivo que meu avó e meu pai foram: ganância. E assim que Aidan recebeu aquele artefato, ao menos uma parte dele - já que pareciam conter duas outras – sua vida mudou totalmente e ele passou anos tentando esconder esse segredo até da própria família, exceto do primogênito que foi quem herdara o direito sobre a peça e quem teria de escondê-la.
Infelizmente meu pai foi incumbido de ser o herdeiro do artefato e eu teria sido o outro herdeiro, por não ter irmãos, mas infelizmente essa peça foi roubada quando meu avó morreu, foi roubada das mãos dele e levada para a Itália, exatamente onde tudo começava e ainda pior do que rouba-la foi terem voltado para acabar com meu pai e assim finalizar a linha de antecedentes. Não imaginavam, contudo, que eu também era um descendente e também sabia sobre a existência dela, ou viria à saber.
O artefato de Erin foi levado de volta a Itália, onde tudo começou, como um circulo vicioso e eu tinha os nomes e a localidade exata escrita nas anotações de meu pai que escrevia no mesmo diário que meu avó e era igualmente obcecado como ele.
No começo, apesar de chocado, nunca me passou pela cabeça procurar essa peça, claro que me passou pela cabeça me tornar um ladrão profissional e roubar objetos valiosos, mas não pensei em correr atrás de algo que pertenceria a mim por direito, nem sequer pensava em vingar meu avó e meu pai.
Mas agora, anos depois algo me despertou talvez à procura por uma aventura maior do que qualquer outra pelo qual eu passei me trouxesse até aqui e eu pressentia que algo que poderia mudar minha vida iria acontecer lá. Não procurei saber onde estavam as outras peças, elas não me interessavam, só uma única me chamava a atenção e eu iria até o fim atrás dela.
Eu sabia com quem estava me metendo e sabia que não eram pessoas simples que possuíam aqueles artefatos, eram pessoas perigosas e isso me excitava cada vez mais, o perigo, o invés de assustador, é divertido.
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Nome do Jogador: Ayla E-mail: ayla10mendonca@yahoo.com.br Comunicadores (Y!M, MSN, ICQ?): ayla_mendonca@hotmail.com (ou o Y!M acima)
Como descobriu o board? (Google, amigos, Fórum Central, etc) Amigos Possui outro personagem neste board? Se sim, quais: Richard Ford vampiro, Edward Gallagher, Paolo Monterani vampiro
Nome do personagem: Megan Sims Espécie: Lobisomen Data de Nascimento: 19/02/1991 Data da 1º Transformação: 06/08/2007 Membro do: (diga aqui se faz parte/deseja fazer parte de algum clã ou bando ): Bando de Moosonee. Alpha: Evelyn Campbell. Lugar de Origem:: Moosonee, Canadá Cidade onde Mora: (Volterra ou Bucareste. entenda que isso definira a preferencia de postagem deste personagem pois seria incoerente alguem estar indo e vindo a todo o momento. Voce tambem pode não ser de cidade algo e se mover entre elas, se tiver um excelente motivo para tal.): Volterra Artista utilizado para a imagem do personagem: Norah Jones
Características Psicológicas: Contagiante, desastrada, divertida. Sempre vê o copo meio cheio e isso às vezes é um defeito quando a impede de ver a realidade. Odeia confusões e usa sua voz contra isso. Aventureira e brincalhona, amiga e conselheira para todas as horas. Irresponsável é sua característica mais marcante. Características físicas: Vide foto
Biografia: A pergunta não é “quem sou eu” e sim “o que sou eu”.
Existem certas coisas na vida que você preferiria não saber ou até mesmo esquecer. Como quando o seu peixinho dourado morre ou o gato do vizinho come seu hamster. Verdadeiramente, nada disso se equipara a você descobrir que sua arvore genealógica não é tão normal quanto pensava. Tem pessoas com tios assassinos ou avós que participaram ativamente da Segunda Guerra Mundial. No meu caso a coisa é pouco mais agressiva, já que, aos dezesseis anos descobri que sou descendente de uma família indígena com uma história um tanto peculiar demais para ser acreditada. Não foi só o fato de eu, um misto de canadense com sangue espanhol, descobrir que também tenho antecedentes indígenas que me assustou. Na verdade, eu sabia dês de que nasci que meus ancestrais eram índios puros, dos que andam pelados e comem carne crua. Mas meu susto foi maior ao saber que, pêlos crescendo por meu corpo como plantação de batatas e ter dentes mais afiados que uma faca não era uma simples transgressão da fase adolescente para a adulta.
***
Eu vivia uma vida feliz, entretanto, normal, normal para alguém que, meses mais tarde, iria descobrir sobre sua sina.
Eu tinha meus pais, primas e meus amigos. Muito amigos. Não sei por que, cargas d’água, meu espírito desastroso e minha extroversão atraí tantos pessoas a quererem saber mais sobre mim, a quererem andar comigo e a quererem ser meus amigos. Pessoas gostam de pessoas animadas e eu acho que é este o ponto, eu consigo tornar uma aula de dissecação tão animada quanto um jogo do New England Patriots – e olha que é bem animado ver Tom Brady jogar. O caso é que me considero sociável, mesmo que, vez ou outra, meus tombos e escorregões sirvam mais para me caracterizarem de palhaça, o que não me importo de ser chamada, aliás, não é de todo uma mentira. Sou do tipo de pessoa que podermos considerar um imã para desastres. Se alguma coisa tem de acontecer a quilômetros de distância, ela acaba, por fim, me atingindo também. Por isso digo que Edward L. Murphy se inspirou em mim ao fazer a lei do azar, apesar de que, claro, eu nem tinha nascido quando ele a inventou.
Mas não sou só “a garota desastrada”, sou também a garota gentil ou áspera, depende da situação. Muitas vezes eu servi de psicóloga para ajudar os podres de meus amigos – e devo dizer que são muitos podres – tendo assim quase uma clínica situada na segunda carteira da terceira fileira na sala 9. Até mesmo aquele velho rabugento do senhor Monty me procurou para alguns conselhos e, não sei se devo contar, mas era uma coisa bem cabeluda mesmo! Porém, se tem algo que eu odeio mais do que McDonald, é confusão. Toda aquela balburdia de, um fala aqui, outro grita ali, me irrita até a alma e eu não meço minhas palavras, num momento eu estou dizendo coisas otimistas, no outro eu estou berrando como uma vaca encalhada. Sou paciente, contudo, tenho meus limites e estes não devem ser ultrapassados – principalmente agora.
A desastrada, a psicóloga, a gentil e animada... Não sou a garota perfeita. Sou também à que cola nas provas e se dá muito mal, sou a que conversa nas aulas e é expulsa a pontapés, sou a que sempre derruba molho de mostarda na blusa nova da diretora. Para mim parece impossível chegar no horário certo da escola. Muitas vezes porque demoro uma eternidade fazendo algo que demoraria minutos, algo como andar ou acordar. Também sempre consigo ser irresponsável, coisa com a qual já me acostumei, por isso não ligo muito em arrumar meu quarto ou fazer o dever de casa. Sou irresponsável e desorganizada e não acredito que eu tenha que aceitar e mudar, eu apenas aceito.
Mas tudo isso não foram as características que levaram a ser o que Agatha, Allegra, Eve e eu somos hoje.
Minhas primas e melhores amigas. Agatha irmã de Eve e Allegra prima delas e minha prima, por conseguinte. Devo dizer, aqui, que nenhuma é igual à outra. Cada uma tem um ponto diferente e marcante. Agatha consegue ser tão inconseqüente quanto qualquer uma de nós. Seu estilo bad girl ou viva a vida simplesmente não nega isso. Ela própria não nega isso. Ainda que ela tire notas melhores que as minhas – todos tiram notas maiores que as minhas e menores que as dela – ela consegue fazer o senhor Monty ser tão careca quanto é possível para alguém que baseia seu estilo em Mini me. Contudo, Agatha é diva e eu não nego que sou total e completamente sua fã. Principalmente quando o assunto é relacionamento. Quem não queria poder pegar Jake? Jake, Andrew, Matthew, Chad... Todos estes e mais, que eu não me lembro para colocar na lista, já foram namorados, ou algo assim, de Agatha e eles podem até ser meus amigos, bons amigos, mas eu não cheguei a ficar com nenhum deles... Okay, exceto Chad, uma única exceção e porque ele é mesmo, realmente e inegavelmente, pegável. Bem pegável! Mas Agatha não precisa saber disso, óbvio.
Já o que eu tenho a dizer sobre Eve é que ela é totalmente diferente da irmã, aliás, diferente de todas nós. Responsável e exigente, duas qualidades que a definiria bem. Talvez seja por isso – e pelo fato de ela ser a mais velha – que ela é tipo a “líder” de nós três – e tenho cada vez mais certeza disso. Quer dizer, Eve é a única que tem todos os parafusos bem colocados na cabeça, ainda que as quatro sejam, veridicamente, piradas. Confio em Eve e muitas vezes é ela quem faz a função de minha mãe ou irmã mais velha, já que sou filha única e a mulher que eu deveria chamar de “mamãe” se preocupa demais com trabalho para me dar um resquício de atenção. Eve, além de tudo, aceita minhas loucuras, diferente dos outros. Bem, pelo menos é mais sincera que os outros então eu posso dizer que somos melhores amigas. Além de fiel, uma qualidade obrigatória em um amigo, ela é estratégica, sabe impor ordens e elaborar planos. Esperta e inteligente. Acho que a única burra das quatro sou eu mesma.
Allegra, o próprio nome já diz, é um poço de alegria, tão alegre quanto eu e o Bozo juntos contando piadas de Português. Mas ela não é do tipo que sai saltitando e jogando flores. Tem seus momentos e seus momentos. Assim como o resto de nós. Pode ser doce quando quer, mas má quando também quer e isso é o que eu tenho medo, sabe aquela velha expressão: “Os quietinhos são os piores.”? Pois é! Mas como somos amigas e vamos morrer amigas, isso não é algo que me preocupe tanto. Outra coisa que eu destacaria é sua memória. Ela não costuma ter uma memória boa, diferente das pessoas que não sabem o que comeram no dia anterior, ela não sabe o que comeu na hora anterior. Só que nem sempre é assim. Ela é inteligente, assim como Agatha tira notas invejáveis. Irônica e paciente, ponderada. Características que nem de longe passaram pelos meus genes... Na verdade, só uma característica definiria todas nós.
***
Tudo aconteceu rápido demais, numa semana eu era a comum e simples: Megan Sims, na outra eu era um monstro. Não que eu não goste de sair por aí rugindo e mostrando minhas garras afiadas, é divertido ser alguém poderosa, alguém que pode se defender sem precisar de ajuda. È uma aventura sem igual, algo que nenhuma mente humana poderia se dar ao trabalho de imaginar. Não sou a única assim. Agatha, Allegra e Evelyn, também são. Tudo uma questão de genética.
Alguns dias antes que acontecesse, Felicia Jordin, filha de umas das amigas da Sra Campbell e minha amiga também, morrera inexplicavelmente e seu corpo fora achado aos pedaços no meio da floresta. Foi um choque. Descobrimos de forma atordoada quando saímos da aula e a mãe de Eve e Agatha fora nos buscar na escola. Ela tremia e chorava de forma compulsiva, tentando manobrar seu carro. Todas nós não sabíamos o que acontecera até ela contar aos soluços que Felicia estava morta e toda Moosonee horrorizada. Numa cidade daquele tamanho, mal encontraram o corpo e todos sabiam e estavam aterrorizados. Pessoas se escondiam em casa e não saiam, outros já mudavam para a cidade vizinha ou até mesmo para mais longe. Um caos começava a se formar e nós quatro estávamos mais envolvidas nisso do que imaginávamos.
Numa noite comum, depois de uma tarde febril, meu corpo estava cansado de lutar contra o vírus de uma gripe inundando meus órgãos. Nenhum remédio a qual fui subestimada parecia fazer efeito e eu estava mais quente que o normal, ainda mais em uma cidade gélida como esta do Canadá. Fazia algum tempo que eu estivera assim. Vomitando e ardendo em febre, meus órgãos pareciam estar em carne viva e minha cabeça rodeava como se estivesse em um parque de diversões. Eu pegara à mesma doença de Eve, talvez por ter estado tanto tempo ao seu lado quando ela estivera com o vírus. Mamãe me deixou sobre os cuidados da Sra. Campbell, que parece saber bem do que se tratava aquela doença.
Já havia passado alguns dias depois da morte de Felicia. O clima de pânico ainda pairava sobre todos os habitantes daquele pacato lugar. Eve por outro lado não parecia espantada quando saiu de casa aos berros, gritando com sua irmã Agatha. Eu as observei deitada em uma cama, dês de que iniciara a briga no quarto até quando ela acabara com o sumiço repentino de Evelyn. As pessoas não pareciam tão atordoadas quanto deveriam estar ou talvez eu estivesse mesmo muito nervosa, já que cinco minutos depois de ela desaparecer eu fui-me ao seu encontro. Levantei-me da cama – cambaleante - e apanhei um casaco de frio, ainda ciente da minha enfermidade. Andei a passos trôpegos e saí pela porta da cozinha, me certificando de que ninguém me viu. Sabia que Eve estaria na floresta e mesmo com o vento açoitando minha face e fazendo meus cabelos chicotearem minhas costas, eu adentrei aquela copa de árvores que cercavam a penumbra de Moosonee. Não sentia frio, porém, um arrepio de medo e susto, mais psicológico do que físico. Os animais faziam seus barulhos noturno que, em meu ponto de vista, era mais assustador que costumeiro. Uma coruja cantou ao meu lado e eu me virei ofegante, os olhos arregalados e os lábios entreabertos, a olhei com espanto, como se fosse ela a culpada de toda aquela chacina. Não era! Soltei um suspiro de alívio e fechei meu casaco sobre meu pescoço, mesmo que eu estivesse sentindo um calor insuportável e improvável. Continuei a andar alguns passos até eu notar um barulho diferente ecoando pela margem da floresta e desta vez não era uma coruja. Quem dera fosse!
Eles eram lindos. Os cabelos reluziam o brilho magistral da lua e os olhos, apesar de um vermelho escarlate e anormal, transmitiam uma emoção viciante. A pele era branca como a neve, estranhamente branca e seus lábios, voluptuosos, exibiam um sorriso de dentes perfeitamente enfileirados, os caninos razoavelmente mais afiados que os outros. Eu sabia que estava em perigo, ainda que o deslumbre deles me tirassem a respiração e eu me perdesse encantada, alucinada. Um deles tinham os olhos mais vistosos, os cabelos espetados num preto vivo, o rosto quadrado e os lábios semi-cerrados. Uma fascinação invadiu-me Só fui estar ciente de tal risco quando seu rosto estava perto do meu numa velocidade animal e suas mãos fecharam-se como algemas envolta do meu braço, me impossibilitando de mexer. Os outros dois sumiram, como uma sombra ao ver luz e eu me vi só, encarando os olhos de meu predador. Seu cheiro penetrava minhas narinas e um enjôo atingiu-me como um raio. Aquela mistura doce e ferrugem fez meu estômago saltar e senti um nojo equiparável daquele ser a minha frente. Meu medo misturou-se com minha dor e – como se não fosse o bastante – minha febre parecia ter triplicado e era como se estivesse queimando de dentro para fora. Um rastro de fogo percorreu minhas veias e aqueceu meu sangue, uma dor insuportável atingiu minha cabeça e eu rugi, como uma fera selvagem, meu corpo caindo se quatro sobre a grama fria e molhada. Encarei mais uma vez os olhos vermelhos daquele à minha frente e desta vez quem sentia medo era ele e eu era o predador. Fechei meus olhos deixando a dor me inundar por inteiro e me matar antes que fosse insuportável demais para mim. Meu corpo estremeceu violentamente e era como se eu estivesse crescendo metros em segundos. Eu estava de pé. Minhas roupas esfarrapadas, jogadas ao chão. E meus olhos sedentos, famintos, violentos. Meu predador agora era minha presa e antes que ele corresse como os outros, eu o apanhei pelo pescoço e minhas garras penetraram à pele fina de seu corpo, partindo-o. Apertei-o com mais força à medida que seu rugido se enfraquecia e seu corpo era destroçado por minhas mãos. O que restou do corpo daquele homem estava espalhada entre as folhas verdes, totalmente massacrado.
Inconsciente e inconseqüente, eu corri por toda a extensão da floresta, numa velocidade inalcançável, até ouvir vozes em minha mente, como pensamentos. Corri até onde ela me levava e encontrei duas outras como eu. Evelyn e Allegra, eu sabia e também resconheci os destroços da mulher que eu vira, alguns minutos antes de me aproximar. Não me aproximei delas! Rápido e indolor, diferente da primeira vez que acontecera, meu corpo voltou ao normal e eu estava esfarrapada e suja. Caminhei pela floresta, tonta e cambaleando. Com a cautela de que elas não me vissem. E adiantei-me o mais rápido possível para a casa dos Campbell.
***
Foi como eu imaginei! Ela, Rachell Campbell, sabia de absolutamente tudo e sabia que eu iria me transformar hoje, sabia que não era um simples vírus ou uma doença contagiosa. E ela nos contou. A mim e a Agatha, toda a história de nossa família e nossos ancestrais. Meus tatatatatarávos, culpados por tudo que acontecera esta noite. Gerações foram puladas, filhos e netos foram poupados até alcançaram minhas primas e eu. Não somos amaldiçoadas, somos: escolhidas!
Uma escolha que nos levou a embarcar em um avião, rumo a uma cidade à quilômetros de distância da fria e estranha Moosonee. Vampiros era nossa caça, nosso objetivo e Volterra era o leito onde eles se abrigavam. Para lá que nós íamos e lá que nós viveríamos, mesmo contra a vontade de meu pai e o desespero da minha mãe, ainda que eu tivesse mais fugido do que me mudado, eu as seguiria onde elas fossem, porque agora Agatha, Allegra e Evelyn eram minha família.
Abandonei meus pais e meus amigos. Mas nunca minhas primas!
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